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Crónicas da Cidade dos Leões

Um blog que adora partilhar dicas e reflexões sobre lifestyle, descobertas e organização. Sejam Bem Vindos!

Crónicas da Cidade dos Leões

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Meu Querido Mês de Agosto

Gosto do mês de agosto.

Não que seja o meu mês preferencial de férias até porque prefiro alturas do ano onde haja menos gente nos principais pontos turísticos e adoro a calma da cidade neste mês. Gosto sobretudo de Agosto por aquilo que representa para mim.

Em miúda era o mês das férias a sério. Enquanto em Julho havia ATL e consequentemente horários, Agosto era mês de ficar por casa e passar a tarde a dar passeios com as amigas.

Depois eram as noites de festas da minha vila. O som nas ruas, os dias quentes e as noites frescas típicas daquela região do Ribatejo. O cheiro a eucalipto usado nos telhados das barraquinhas, o fogo de artifício, a procissão de Domingo e as típicas cavalhadas de Segunda Feira à tarde sob um Sol abrasador.

Por fim, enquanto os dias passavam tranquilos. lá chegava o final do mês e com ele o aproximar do início da escola. E é esse momento tão propício a recomeços que o final de Agosto me representa... e como gosto desta sensação.

Porque ele é o "desfilar de dias" leves e sem muita confusão antes da retoma de uma vida corrida, tão longe do ritmo tranquilo deste mês do ano.

E por aí, qual a vossa relação com o mês de Agosto?

Um grande beijinho e até ao próximo post!

cathy-vanheest-JvSvjXoHkwA-unsplash.jpgPhoto by Cathy VanHeest on Unsplash

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Santos Populares - 5 Ideias para Festejar em Casa

Pelo segundo ano consecutivo as Festas Populares do Mês de Junho não acontecerão nas ruas. No entanto, isso não quer dizer que não possam ser festejadas dentro de portas. 

Em pequeno comité, com família ou amigos é possível festejar esta quadra tão importante sobretudo nas grandes cidades de Lisboa e do Porto. 

Preparados?

 

- Caprichar na decoração:

Comprar um alecrim, criar ou comprar bandeirolas (que podem sempre reutilizar noutras ocasiões mesmo que sejam descartáveis) e trazer um ambiente de Verão seja no jardim ou na sala de estar será uma forma de trazer os "Santos" para nossa casa e passar uma noite memorável. 

Fonte da Imagem: https://omeuolharparatuveres.pt/decorando/festas-populares-a-mesa/

 

- Refeição Temática:

Se as sardinhas e as bifanas são rainhas nos arraiais populares em casa nem todos temos a possibilidade (ou a vontade) de fazer grelhados. A opção mais simples: um buffet de frios! 

Petiscos tipicamente portugueses (saladas de polvo, de atum...) podem ser uma excelente opção sobretudo nestas noites de início de Verão. Tartes salgadas ou enchidos são também ideias a ter em conta e, caso vos apeteça viajar sem sair de casa, podemos ir buscar ideias às Festas Juninas brasileiras.

Se a festa contar com convidados e o vosso tempo não abunde podem sempre pedir-lhes alguma colaboração no que toca à confecção da comida. 

Fonte da Imagem: https://grandesescolhas.com/petiscar-a-portuguesa-e-bom-com-certeza/

 

- Criar memórias:

Se 2020 e 2021 tem sido anos de má memória nada nos impede de nos criarmos boas recordações, especialmente agora que o calor aperta e as campanhas vacinais evoluem e nos enchem de esperança de mais abraços e beijinhos. 

Enquanto isso podem deixar vocês mesmos ótimas recordações destas noites seja através de fotos (decidir um tema para a festa e que todos se vistam a preceito ou criar acessórios de photoboot e tirar muitas fotos) seja fazendo pequenos ateliers de lembranças para todos os participantes (tipo cada um decora a sua sardinha) ou, caso pretendam, oferecer pequenas lembranças a cada pessoa que participou. 

Estas ideias podem dar origem a excelentes recordações mas também a valentes gargalhadas... e convenhamos que bem precisamos delas. 

Fonte da Imagem: https://www.elo7.com.br/plaquinhas-divertidas-festa-infantil/dp/362B68#bm=p2p

 

- Música a condizer:

Se são do tipo a quem um bailarico faz uma falta desgraçada saibam que é possível criar um ambiente de bailarico apenas recorrendo ao nosso amigo youtube.

As playlist de música popular portuguesa são imensas e podem optar por canções de marchas, nas saudosas vozes de Amália, Herminia Silva e outros grandes nomes que fizeram das marchas de Lisboa grandes, ou de nomes mais dos nossos tempos e (bem) menos comportados como Quim Barreiros, Toy e por aí fora. 

 

- Adapta os jogos tradicionais ao espaço que tens:

Esta ideia é ainda mais engraçada se decidires festejar os Santos durante o dia ou se houver crianças.

No jardim, na rua ou mesmo na tua sala haverão com certeza formas de adaptar alguns jogos populares ao nosso espaço.

Macaca, corridas de sacos, jogos da cadeira... são apenas algumas das muitas opções que estão à tua disposição mas podes encontrar mais algumas aqui. E será uma excelente oportunidade para relembrar as nossas brincadeiras de infância, não?

Fonte da imagem: https://www.brincacomigo.pt/jogos-tradicionais-para-fazer-em-familia/ 

E por aí como estão a prever festejar os Santos este ano. São mais Santo António, São João, São Pedro ou os três? Contem-me os vossos planos e ideias para não deixar morrer esta tradição tão nossa! 

Um grande beijinho, até ao próximo post e sobretudo boas festividades! 

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8 Regras para os Convidados de um Casamento

As últimas semanas tem sido marcadas pelos regressos em força dos casamentos.

Não sei vocês mas as minhas redes sociais estão cheias de fotos em roupa de festa, vestidos maravilhosos e gente sorridente. 

Tendo em conta este regresso tão desejado decidi-me trazer-vos algumas regrinhas de boa educação que os convidados de um casamento devem ter. Algumas delas podem parecer básicas mas acreditem que ouví-los uma segunda vez não fará mal a ninguém... 

 

- Responder atempadamente ao convite:

No meu casamento tivemos de correr atrás da confirmação de uma boa percentagem de convidados. 

Talvez isto não passe pela cabeça das pessoas, especialmente se não tiverem familiares próximos que casaram recentemente,  mas o preço final que os noivos pagarão pela boda assim como pormenores de organização, presentes e mesmo dormidas em alguns casos são "fechados" com algum tempo de antecedência, normalmente pouco depois da data fixada para confirmação pelos noivos. 

Nem sequer falo de dar uma resposta positiva e na véspera ligar a dizer que não se vai porque isso é mesmo má educação, excepto se houver uma razão de força maior e nesse caso o aviso deve ser feito com gentileza e verdade porque desculpas esfarrapadas todos nós sabemos reconhecer quando nos são contadas; 

 

- Respeitar a Planificação das Mesas:

Esta é uma das tarefas mais ingratas de qualquer festa, todas as pessoas que passaram por isso o podem confirmar. 

Sabemos que nem toda a gente estará contente mas o número de convidados por mesa não está apenas dependente da nossa vontade. Por isso é de evitar fazer exigências antes do casamento sobre com quem me quero sentar e onde. 

No Dia C, e independentemente dos nossos companheiros de mesa, temos de nos comportar cordialmente, manter a boa disposição e saibam que, caso preferissem estar com outras pessoas, poderão sempre levantar-se e encontrar-se com elas nos intervalos; 

 

- Respeitar as regras de etiqueta e o dress code:

Esta regra é básica mas parece que está a ficar fora de moda, infelizmente. 

Quando nos vestimos para um casamento devemos fazê-lo de acordo com a situação já que isso demonstra respeito pelo investimento de tempo e dinheiro que os noivos fizeram. 

Por isso façam um esforço para estarem alinhados com o ambiente. Claro que ninguém nos exige que andemos de salto fino de 15 cm nem com um fraque mas o mínimo de respeito por um traje adaptado ao casamento escolhido pelos noivos deve haver (especialmente quando sabemos de antemão que em Portugal ainda é o casamento "formal" o que tem mais adeptos).

 

- Respeitar o casamento religioso, laíco ou cívil: 

São muitas as pessoas que comparecem apenas no local da festa para o copo d'água mas parece-me importante relembrar que estamos ali não só para comer e beber mas sobretudo para festejar a união entre duas pessoas. 

Se um casamento religioso, laíco ou cívil vos parece chato ou se não vai de acordo com as vossas convicções religiosas lembrem-se que, para os noivos, essa é provavelmente a parte mais emotiva do casamento e sobretudo uma das partes mais importantes já que representa o "momento de união" entre os dois. 

Por isso façam um esforço já que uma hora não custa assim tanto a passar e se eles vos convidaram é mesmo porque vos queriam ali; 

 

- Evitar comentários desagradáveis sobre as escolhas dos noivos:

O local que é feio, a comida que não é boa ou a música que é horrível são pequenas coisas que já nos passaram a todos pela cabeça quando estamos num casamento. 

Isso não impede que guardemos essas considerações para nós mesmos e sejamos compreensívos com as escolhas dos noivos, que muitas vezes vão de acordo com o seu budget ou podem resultar de faltas de comprimento por parte dos fornecedores.

Caso haja alguma coisa que esteja menos bem aos vossos olhos e que coloque em causa a qualidade do serviço, o melhor é dirigir-se ao chefe de sala ou a algum familiar próximo dos noivos que possa intervir discretamente mas nunca se dirigir a eles diretamente porque nervosos já eles estão; 

 

- Não beber mais do que de razão: 

Que atire a primeira pedra quem nunca bebeu demais numa festa de casamento!

No entanto entre beber um copo ou exagerar no abuso de álcool e drogas vai um grande passo. 

Não há nada mais desagradável para o casal que ver os seus amigos ou familiares a cair de bebedos e, pior ainda, a assistir ao seu casamento se tornar uma fonte de conflitos por causa disso.

Por isso ou façam um esforço para se controlar ou intervenham para impedir o vosso companheiro/a, amigo/a ou familiar de perder as estribeiras, se tornar agressivo ou pegar no carro depois de ter bebido; 

 

- Comparecer nos momentos de jogos e de brincadeiras: 

Nem todos gostamos de brincar mas é inevitável que num casamento, em algum momento, tenhamos de dar um pézinho de dança ou entrar num brinde de grupo. Claro que não é preciso entrar em tudo mas pelo menos demonstrar bom humor. 

Estar o dia inteiro com cara de poucos amigos, a não ser que haja um motivo de força maior e que os noivos ou familiares estejam ao corrente, é desagradável para todos. E ninguém merece ter uma pessoa de trombas num dos dias que devem ser dos mais felizes da sua vida, certo?

 

- Despedir-se dos noivos: 

Não se despedir dos noivos é mais comum do que se pensa. É verdade que eles estão ocupados mas é deselegante sair de uma festa sem dar uma palavrinha aos protagonistas. 

Claro que podemos sempre avisar durante o dia que a tal momento teremos de ir embora e quando chegar a hora fazer um sinal de longe, especialmente se eles estiverem ocupados. Mas não dizer nada é mesmo muito feio!

 

Claro que estas regras são universais e devem ser tidas em conta em todos os eventos sociais e não apenas nos casamentos. A desculpa de que a pessoa é nossa amiga ou de que não gostamos de estar bem vestidos não é suficiente para desculpar o não respeito de algumas destas regras, que são tão básicas como comprimentar alguém com um Bom Dia.

E por aí quais destas regras vos parecem mais importantes e quais acrescentariam? 

Um grande beijinho e até ao próximo post!

sandy-millar-8vaQKYnawHw-unsplash.jpgPhoto by Sandy Millar on Unsplash

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5 Ideias para Festejar a Páscoa

Festejo a Páscoa com afinco, em primeiro lugar porque aproveito todas as ocasiões para festejar e em segundo porque sou de religião católica e esta festa é a mais importante deste calendário. 

Por vivermos em França fazemos normalmente uma Páscoa contida, a maior parte das vezes a dois, e este ano não será exceção. Especialmente com as medidas de confinamento que vêm, pela terceira vez, impor-se à região de Lyon as nossas opções ficam ainda mais limitadas. 

Não sou a favor de gastar uma fortuna na Páscoa e as minhas despesas são simplesmente uns chocolates e flores para enfeitar a mesa, um boneco de chocolate para o maridão (que me dá mais prazer a mim a oferecer do que outra coisa) e um almoço um bocadinho mais caprichado (porque sim, sim podemos estar "confinados" mas a barriga não tem culpa e estamos de boa saúde). 

Por isso aqui vos deixo algumas ideias de como nós organizamos o nosso Dia de Páscoa e, quem sabe, isso vos possa dar também algumas ideias a vocês!

 

- Casa decorada e mesa posta:

Para mim é essencial ter uma mesa bem arranjada! Não tenho um grande serviço de jantar mas o que tenho é colocado a uso com frequência porque acredito que as coisas são para serem usadas (e aproveitadas). 

Para a decoração limito-me, porque esta parte é da minha responsabilidade, a ir buscar um ou dois objetos decorativos especiais de Páscoa que tenho há já algum tempo e a comprar um ramo de flores bem primaveril. 

A decoração da mesa é feita à base de chocolates e velas e recorro muitas vezes a copos ou outros utensilios do quotidiano para me servir de objetos decorativos. O pinterest é uma mina de ouro de ideias por isso não deixem de dar uma espreitadela por lá! 

 

- Almoço caprichado:

Não temos nenhum prato específico de Páscoa, apesar de a sobremesa tradicional cá de casa ser um cheesecake de oreo (se a receita vos interessar não deixem de me fazer um sinalzinho).

A entrada e o prato principal são da responsabilidade do homem da casa que aproveita este dia para se divertir a cozinhar e a praticar as suas técnicas preferidas na cozinha. 

Claro que esta atividade é pensada a dois e é normalmente uma atividade em equipa que nos ocupa a manhã e que é realizada com música e bom humor. 

 

- Tarde de Jogos de Sociedade e passeio no parque perto de casa:

Normalmente optamos por dedicar a tarde aos jogos de sociedade ou a um passeio no parque perto de casa se o tempo o permitir.

São dias em que preferimos ficar mais por casa pelo que também não ficaremos frustrados pelo confinamento. 

 

- (Video)chamadas com a família:

Apesar de fazermos videochamadas frequentes com os nossos pais, aproveitamos este dia para lhes dedicar mais algum tempo e estreitar laços.

Normalmente as avós e as madrinhas fazem também parte das pessoas com quem gosto de falar. 

 

- Caça ao Ovo:

Esta tradição bem francesa, e que nós ainda não realizamos, consta em esconder ovos pequenos pela casa ou pelo jardim (ainda melhor) e deixar os miúdos divertirem-se a procurar enquanto correm por todo o lado.

Serão com certeza ovos mais modestos mas o facto de serem muitos e de serem encontrados em forma de jogo marcar-lhes-à de certeza o espírito! 

 

E vocês, quais as ideias para festejar a Páscoa que gostariam de partilhar connosco? Alguma tradição caseira habitual por aí? 

Um grande beijinho e até ao próximo post!

eugenivy_now-Y_KTRlX5UB0-unsplash.jpg

Photo by Євгенія Височина on Unsplash

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10 Coisas de que gosto mais em França do que em Portugal

Aqui há uns tempos atrás já vos tinha trazido as "10 coisas de que gosto mais em Portugal do que em França" e foi um texto que agradou bastante. Hoje, e para fazer justiça ao pais que me acolheu há quase 6 anos, trago-vos as "10 coisas que gosto mais em França do que em Portugal". 

Se não me conhecem ou se descobrem agora este tipo de textos no blog gostaria de vos dizer que o objetivo disto não é, de todo, fazer uma comparação entre paises mas apenas olhar, com algum humor, para diferenças (ou parecenças) marcadas entre os dois. 

Se gostarem destes posts não deixem de comentar, assim como se vocês tiverem alguma experiência internacional ou tal como eu (e mais uma boa quantidade de Portugueses) morem ou tenham morado em França. 

Agora que a mensagem está passada podemos começar as 10 coisas de que gosto mais em França do que em Portugal

Curiosamente foi-me mais difícil escrever esta versão, vá-se lá saber porquê. 

Ora aí vamos nós!

 

- Mercados: Os mercados semanais de fruta e legumes são uma instituição em França.

Não há ninguém, ou são muito poucos, aqueles que não aproveitam uma manhã de fim de semana para fazer as suas compras de fruta, legumes, queijos e por aí fora. E os clientes vão desde jovens a pessoas mais velhas.

Um encanto!

 

- Montras das Pastelarias: A pastelaria francesa e a pastelaria portuguesa são bastante diferentes e igualmente boas mas, no que a apresentação diz respeito, os nossos primos gauleses dão-nos uma "abada". Basta olhar para as montras das pastelarias e as nossas papilas começam a bater palminhas de contentamento. 

As diferenças de preço, mesmo com as diferenças de salário, são muito mais vantajosas para os comilões em Portugal.

 

- Rendez-vous no banco: A cultura do hora marcada para tudo é algo que, às vezes, me chateia por aqui... Para quase tudo é preciso hora marcada e é sempre o consumidor que faz os esforços.

No entanto quando se trata de bancos esta marcação pode ser uma benção. O gestor de conta estará ali e com o trabalhinho pré-feito para responder a todas as tuas questões... Prático, não?!

 

- Horários de trabalho: Ok, sem querer entrar em discussões sobre políticas de emprego, a verdade é que os horários de trabalho em França podem ser bastante vantajosos (claro que depende dos casos). 

 

- Respeito dos Domingos: De uma forma geral por aqui os supermercados ora estão fechados ao Domingo ora estão em horário parcial (de notar que, de uma forma geral a "amplitude horária" é bem mais pequena do que em Portugal, com horários que vão das 8:30 às 21h). Isso, apesar de nem sempre me "dar jeito" enquanto compradora me deixa feliz por saber que os funcionários poderam aproveitar algum tempo em família. 

 

- "Apéro": O Apéro (ou aperitivo) é aquele tempo convivial em que se bebe um copo e se come qualquer coisa antes da refeição.

Pode ser feito antes da refeição quer comamos juntos ou não ou em forma de "lanche-ajantarado". 

Este tempo é bastante comum por aqui e é aproveitado por pessoas de todas as idades e, pessoalmente, acho-o bastante convivial. 

 

- A Montanha: Se em Portugal vos falei da próximidade do Mar aqui tenho de vos falar da próximidade da montanha.

Sejam os Alpes ou os vulcões de Auvergne, em Lyon estamos relativamente próximos de grandes zonas montanhosas.

Se os desportos de Inverno não me tentam nem um pouco admito que as passeatas no verde da montanha e à volta dos lagos são bastante tentadoras. 

 

- Preços e "escolha" em cosméticos: Já se sabe que eu sou a maluquinha dos mil e um cremes.

A verdade é que por aqui os preços são (ligeiramente) mais baixos do que em Portugal e a escolha é um bocadinho maior (mesmo que isso esteja a mudar). 

 

- Percursos de caminhada bem marcados em todo o lado: Os percursos de caminhada são bastante procurados por aqui e, em consequência, numerosos e muito bem marcados. 

Ainda para mais, ao chegares a um sítio novo, conseguirás facilmente uma carta seja online, seja através de aplicações específicas para telémovel ou em sites internet. 

 

- Escolha de queijos: Em Portugal temos muito bons queijos mas, em França, a oferta é muito maior e mais variada. Há literalmente queijos para todos os gostos e feitios e, para uma grande gulosa como eu, isso é uma benção!

 

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10 Coisas de que gosto mais em Portugal do que em França

As diferenças entre paises podem ser imensas e, mesmo tendo uma raíz comum, há grandes diferenças entre Portugal e França.

Como é óbvio há coisas de que gosto mais de um lado, há coisas de que gosto mais de outro e achei que isso poderia ser engraçado de comentar aqui dando "pano para mangas" no que a posts diz respeito. 

Hoje trago-vos 10 coisas de que gosto mais em Portugal do que em França

Não esqueçam de me deixar o vosso feedback nos comentários e também se gostam deste tipo de conteúdo.

Também gostava de saber se alguma destas coisas vos surpreendeu e se, tal como eu, vivem ou viveram em França qual a vossa percepção de cada um destes pontos. 

'Bora lá!

- Peixe Fresco: Como alguém que dá muito valor à comida o peixe é das coisas que mais tenho saudades!

Em primeiro lugar por aqui o preço do peixe fresco é muito elevado (mesmo tendo em conta os salários mais altos) e depois a qualidade nem sempre está presente. 

 

- "Beber Café": Em França, de uma forma geral, as pessoas não têm o hábito de parar num café antes de ir para o trabalho ou à hora de almoço.

Claro que há quem passe numa esplanada para beber um copo no fim do dia ou mesmo ao fim de semana mas ir ao café "beber um café" é algo muito pouco habitual. Ler o jornal então nem se fala... 

 

- Pão: Apesar de ser o pais da "baguette" a verdade é que o pão na maior parte dos comércios em França (especialmente nas grandes cidades) é bastante fraco.

Em Portugal temos normalmente mais variedade, mais quantidade e com melhor qualidade mesmo nos supermercados mais pequenos. 

 

- Proximidade do Mar: Este ponto aqui não é exatamente igual para todas as pessoas que vivem em Portugal pois depende da zona do pais onde se vive mas, de uma forma geral, todos os portugueses podem ver o Mar com bastante frequência. Por aqui a distância pode ser superior a 7h de carro... 

 

- Simplicidade Portuguesa: O Português é, por norma, mais "simples" na sua forma de estar e por isso torna-se extremamente doce.

Às vezes chega a cair no extremo de achar que tudo aquilo que se faz em Portugal não presta ou que o pais só tem coisas más (ou em todo o caso piores do que os outros paises).

Já os franceses são muito mais "seguros de si mesmos". E todos, desde a comunicação social à publicidade passa a imagem de que a França está à frente do resto da Europa em tudo, o que nem sempre é verdade.

Por exemplo a nível da gestão do COVID 19 foi dado muito mais foco aos números dos outros paises e muito menos aos números em França que, portanto, foram enormes!

 

- Filmes em Versão Original: Por aqui tudo o que passa na televisão é dobrado em francês e, na maioria das sessões de cinema, os filmes também.

E não é incomum estares dentro da sala quando te apercebes que te enganaste na sessão que querias ver e que o Brad Pitt vai ter voz de tudo menos de Brad Pitt

 

- Caixas multibanco: Em Portugal é normal encontrarmos caixas multibanco em tudo quanto é sítio. Ainda para mais podemos fazer fazer pagamentos, transferências, etc.

Em França as caixas multibanco são pouco comuns e as suas funções limitam-se a fazer levantamentos (excepto em algumas caixas internas aos bancos que têm mais opções mas muito menos do que as nossas). 

 

- Relações Familiares: Este ponto não está escrito na pedra mas é uma realidade (inclusive comentada por alguns amigos franceses) que a relação de família em Portugal é mais forte do que em França.

Talvez devido às distâncias entre as diferentes regiões ou ao facto de os filhos serem independentes mais cedo mas estas diferenças podem ser mesmo muito flagrantes com filhos que apenas vêem os pais no Natal e que apresentam o companheiro aos pais na véspera do casamento.

E sinceramente prefiro a união familiar portuguesa apesar das suas desvantagens.  

 

- Serviços de Entregas: Todos os estrangeiros que vivem em França se queixam da mesma coisa.

Enquanto em Portugal, quando nos entregam algo em casa se alinham pelos nossos horários em França é a empresa que decide qual é o horário e a ti de te organizares para estar em casa (nem que para isso tenhas de faltar ao trabalho). 

Ainda para mais os "atrasos" e as "perdas" das entregas são relativamente mais bem tolerados do que em Portugal. 

 

- Expressividade: Em Portugal somos, de uma forma geral, muito mais expressivos. Rimos por tudo e por nada e choramos também por qualquer coisa. É o nosso lado mediterrânico.

Em França as pessoas são mais fechadas e estão menos habituadas a demonstrar os seus sentimentos. E sinceramente às vezes tenho muitas saudades de rir a bandeiras despregadas como o fazemos em Portugal. 

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A "Voltinha" da Noite

Quando vamos a Portugal, especialmente quando estamos por casa dos meus pais, criamos o hábito de passear à noite, depois de jantar. 

Esta rotina, que nos faz saltar para "fora" da rotina, é uma fonte de prazer enorme. De um lado ajuda a "digerir" a comida em excesso que ingerimos sempre que estamos de férias e em segundo a sensação de paz e de prazer que só um céu estrelado e uma noite amena podem trazer. 

E aqueles minutos de passeio, sem cruzar quase ninguém na rua e a aproveitar do silêncio são um bálsamo para as feridas e um tónico para as novas ideias e projetos que daí vêm. 

A verdade é que a nossa vida e os nossos problemas do dia a dia têm tendência a tomar muito do nosso "espaço mental", o que nos impede de olharmos as novas ideias com vontade e motivação. E não há nada melhor do que aquele passeio silencioso para ajudar a colocar as ideias em ordem e descansar o espírito do rang-rang de todos os dias!

E vocês, qual o melhor exercício que fazem durante as férias e que vos permite descansar e motivar?  

sander-dewerte--jcP3xbN88w-unsplash.jpg

Photo by Sander Dewerte on Unsplash

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Oh meu rico São João!

Este ano tive, pela primeira vez, o privilégio de viver a Noite de São João, no Porto. Durante os meus anos de estudante em Lisboa ainda conheci as comemorações do Santo António em Lisboa. Mas confesso que já me tinha esquecido do que era "ir aos Santos". 

Desta noite guardo na memória os quilómetros andados a pé, as inúmeras marteladas, a bifana e a cerveja compradas numa barraquinha, os balões de São João que encheram o céu de luz e cor e o fogo de artifício ficaram as memórias de uma verdadeira noite de Verão à Portuguesa.

Daquelas que cheiram bem e nos lembram de como temos a sorte de ter nascido neste pais.

Poucos são aqueles que sabem festejar como nós!

Crónicas da Ascenção

A Quinta Feira da Ascenção é dia de feriado municipal na minha terra natal e, apesar de não o passar por lá há muito tempo, continuo a festeja-lo. 

Neste dia existe, por terras ribatejanas, a tradição de "ir apanhar a espiga". A espiga consiste num ramo composto por várias espigas, flores do campo e raminhos de oliveira e videira. Acreditasse que aquele raminho deve ser seco e guardado durante o ano para trazer boa sorte. 

Cada componente da espiga têm uma representação diferente: o trigo representa o pão, o malmequer o dinheiro, a papoila o amor, a oliveira a paz, o alecrim a saúde e a videira a alegria. Podem juntar-se outras flores ou espigas dependendo da tradição local e dos hábitos familiares. Ou até se pode juntar uma qualquer flor simplesmente porque é bonita. 

E desengane-se quem acha que a cumpríamos como uma qualquer outra tradição aborrecida que mantínhamos para agradar aos nossos avós. Em crianças era uma festa seguir, em família, pelos caminhos campestres e a fazer os quilómetros necessários para encontrar tudo o que era preciso. Ninguém se queixava do cansaço tal era a vontade de ter um ramo completo. 

Mais tarde, na adolescência, tornou-se um dia para passar com os amigos. Fazíamos piqueniques, participávamos nos peddypappers que eram organizados pelas coletividades da terra, jogávamos à bola e passávamos horas a rir e a brincar aproveitando o dia até ao pôr do Sol.

Eu, que nem sou assim tão saudosista, morro de saudades deste tempo 

 

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