Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Crónicas da Cidade dos Leões

Um blog que adora partilhar dicas e reflexões sobre lifestyle, descobertas e organização. Sejam Bem Vindos!

Crónicas da Cidade dos Leões

Um blog que adora partilhar dicas e reflexões sobre lifestyle, descobertas e organização. Sejam Bem Vindos!

Dar um passo atrás...

Ouvimos dizer por tudo quanto é sítio que é preciso ir atrás dos nossos sonhos custe o que custe e que desistir é impossível.

Parece que esta frase se tornou o mantra de muita gente. Pessoalmente apercebi-me que é sobretudo a desculpa perfeita para não colocarmos os nossos objetivos em causa aceitando o desconforto que isso nos causa. 

Acreditei de tal forma, e durante tanto tempo nesta filosofia, que me custou horrores colocá-la em causa e portanto, a uma certa altura, não tive escolha e percebi a importância de aceitar as coisas como elas são, com os limites que todos nós temos e o simples facto de que nem tudo depende apenas de nós e de que não vivemos sozinhos nesta vida.

Mas demorei que me fartei a perceber isso e as desilusões e alguma vitimização fizeram parte do processo. 

Defendo a perseverança com todas as minhas forças mas também percebi que há uma linha muito ténue que a separa da teimosia pura e dura. E que a mudança de caminho pode trazer-nos experiências maravilhosas... apenas temos de nos permitir abrir mão do que tanto queremos (ou achamos que queremos) e fazê-lo em paz consigo próprio. 

Porque às vezes é preciso dar um passo atrás para dar dois à frente e isso não é nem melhor nem pior do que lutar até ao fim pelo que se quer. Para mim em todo o caso permitiu-me "sair do mesmo sítio" e não esperar eternamente a oportunidade que há-de chegar, chorando pelos cantos sem conseguir sair do mesmo sítio. 

E por ai de que lado da barricada se colocam: Lutar até cair ou dar um passo atrás e dois à frente de bem com a vida e em paz com a escolha? 

Um grande beijinho e até ao próximo post!

alex-guillaume-3Snp9FlPld0-unsplash.jpgPhoto by Alex Guillaume on Unsplash

Visionboard 2022 #Atualização de Abril

No inicio do ano falei-vos do meu visionboard para 2022.

Agora, que os quatro primeiros meses do ano já estão quase a acabar era grande tempo de o atualizar.

Se 2022 não começou nada fácil a verdade é que este quadro de visualização me ajudou a manter o foco.

Nunca me lembro de me recordar exatamente das linhas condutoras que pretendia seguir ao longo do ano, e na minha vida de forma geral, como desta vez e estou espantada com a forma como "ver" me ajuda a avançar.

Alguns destes objetivos estão "em marcha", outros aspetos que precisavam de ser encaminhados, estão também.

O mais engraçado é que posso monitorizar o meu próprio crescimento com base nisto e juntar-lhe aos poucos o que quero, me motiva e tenho de fazer.

Se não acredito em soluções milagrosas e em resoluções de ano novo e desde há muito tempo procuro "auxiliares" para me motivar melhor (sem exageros, claro) encontrei aqui algo que funciona para mim, curiosamente mais do que as "to do list" de que tanto gosto.

E por aí, como corre este ano? Onde andam as vossas resoluções de Ano Novo?

new year new me new inspo (1).png

Não te esqueças de acompanhar as Crónicas da Cidade dos Leões no Instagram e no Facebook: há muita coisa a acontecer por lá.

 

O meu Vision Board para 2022

Neste inicio de ano decidi criar um "Visionboard" que me ajude a relembrar dos meus objetivos para este ano. 

Estes quadros de inspiração, que conhecemos pela sua utilização em moda, decoração ou design, foram transformados em "visualizadores de sonhos" pelos adeptos da Lei da Atração. 

 

A Lei da Atração e o Visionboard

A "Lei da Atração", tão conhecida graças ao livro publicado "O Segredo" de Rhonda Byrne, consiste na crença de que a mente e o universo trabalham em sintonia para que cada pessoa atraia tudo aquilo que deseja.

Não sou uma aficionada desta forma de pensamento mas reconheço que o facto de nos mantermos focados e confiantes nos nossos objetivos e sonhos nos deixa mais despertos para as oportunidades e as escolhas e cedências a fazer. 

 

Como contruir um visionboard?

Para construir um visionboard é preciso saber o que nos motiva e/ou faz o nosso coração bater mais forte. Pode ser a decoração de um espaço em casa, um sonho de consumo ou mais tempo em casal, por exemplo. 

Conforme o nosso gosto pessoal e sobretudo a nossa vontade, podemos juntar outras coisas que nos fazem felizes ou com as quais nos identificamos como frases motivadoras ou as nossas cores preferidas. 

Podemos contruir um visionboard em formato físico (com uma cartolina e recortes de revista) ou em formato digital através de sites como o Canva, por exemplo. Independentemente da forma como construimos o nosso acho importante garantir que ele possa ser alterado e adaptado ao longo do ano. 

Para que ele funcione mesmo como "lembrança" é importante que o mantenhamos debaixo dos nossos olhos.  

 

O meu Visionboard para 2022

269210035_3106406219631132_4105412768584049989_n.p

Decidi começar com um Visionboard minimalista e em formato digital.

Nele coloquei imagens que me relembram os meus principais desejos e objetivos para este ano mas pretendo ir fazendo atualizações à medida que projetos e sonhos se forem juntando e ficando mais claros na minha cabeça. 

Como o meu objetivo era ter algo bonito e simples optei por juntar-lhe apenas uma frase "Atrais aquilo que transmites" cujas duas interpretações diferentes que lhe consigo encontrar me fazem todo o sentido ("Não podes querer mais do que dás" e "mereces o equivalente ao que transmites"). Juntei-lhe também a palavra "Serenidade", que escolhi como palavra do ano segundo o método da coach Clotilde Dusolier*

Optei por deixar o meu visionboard no ecrã de bloqueio do meu telemóvel e até agora já me serviu umas quantas vezes de motivador... e o ano ainda agora começou! 

 

E vocês, já conheciam os Visionboard? Conseguem manter o foco nas vossas resoluções de Ano Novo ou precisam de algo que vos relembre delas? Quais as vossas astúcias?

Um grande beijinho e até ao próximo post! 

*site em língua francesa

Não te esqueças de acompanhar as Crónicas da Cidade dos Leões no Instagram e no Facebook: há muita coisa a acontecer por lá.

Os meus desejos para 2022

Em primeiro lugar, e apesar de já estarmos com quase uma semana de 2022, gostaria de vos desejar um Feliz Ano Novo com saúde, paz e alegria.

Por aqui a tradição ainda é o que era e, à meia noite do Dia de Ano Novo, comeram-se as doze passas. A cada passa corresponde um desejo e para 2022 os meus são os seguintes:

 

- Partilhar bons momentos com família e amigos; 

- Que a serenidade tome conta de mim;

- Derreter-me com o sorriso do meu filho e vê-lo crescer e evoluir; 

- Voltar a partilhar a mesa com os amigos; 

- Ter, finalmente, umas merecidas "férias" de praia ou de montanha; 

- Rir até me doer a barriga; 

- Namorar muito! 

- Desfrutar de umas horas entre raparigas (que saudades...); 

- Aprender a relativizar e a aceitar o que não posso mudar; 

- Emocionar-me com a natureza, com a arte ou com um sorriso; 

- Aproveitar os meus escassos momentos de silêncio; 

- Nunca esquecer que os bons momentos são para ser vividos e os maus são para ser enfrentados. 

 

E por aí, quais os vossos desejos para este ano? Por minha parte desejo que cada um de vocês seja rico em saúde, amor e muita paz. 

Um grande beijinho e até ao próximo post!

luba-ertel-sd89rVl9WCo-unsplash.jpg

Photo by Luba Ertel on Unsplash

Não te esqueças de acompanhar as Crónicas da Cidade dos Leões no Instagram e no Facebook: há muita coisa a acontecer por lá.

Regressar a Casa

O final do dia, sobretudo agora que o tempo está mais frio e anoitece mais cedo, trás uma sensação de solidão e melancolia. E são sobretudo nestes dias que mais precisamos de conforto e de estarmos bem no nosso espaço. 

Feliz de quem tem uma casa para voltar e uma razão para desejar estar nela. Seja essa razão o abraço dos filhos, o carinho do companheiro, a ternura do pai ou da mãe ou de alguém que nos ame, nem que seja à distância de um telefone.

Feliz daquele que sente um prazer desmesurado a desfrutar daquele espaço, seja no barulho ou no silêncio, na desarrumação ou no conforto. Na mesa cheia ou na solidão escolhida. 

Por muito que o dia seja difícil, por muito que as tarefas se acumulem e que haja um segundo "emprego" ao chegar a casa enquanto encontrarmos nela o calor e aqueles rasgos de felicidade de que tanto precisamos, então já temos muito. 

E nem sempre nos damos conta disso...

becca-tapert-UaBIcWSS4FY-unsplash.jpgPhoto by Becca Tapert on Unsplash

Não te esqueças de acompanhar as Crónicas da Cidade dos Leões no Instagram e no Facebook: há muita coisa a acontecer por lá.

Se por acaso o conteúdo deste texto te agradar não deixes de o partilhar com familiares e amigos.

 

 

To Do List de Gravidez

Mais ou menos a meio da gravidez decidi fazer uma to do list de coisas que queria fazer durante esta fase. 

Algumas destas coisas estavam ao meu alcance pela simples razão de que fiquei com mais tempo disponível e também que me senti menos "culpada" por me dedicar a fazê-las. Por outro lado preferi prevenir o cansaço e a falta de tempo dos próximos meses e recarregar baterias. 

Hoje partilho, de forma parcial, esta lista convosco e convido-vos a partilhá-la com as futuras mamãs que estão à vossa volta. Porque acho fundamental que nos mimemos e que nos cuidemos pois só assim poderemos tratar dos outros da melhor forma possível, inclusive do futuro bebé. E uma gravidez tranquila (tanto quanto possível) e futuros pais em paz e com energia valem ouro nesta fase (conselho de todas as amigas mamãs e de todos os profissionais de saúde com os quais me cruzei). 

Ora aqui fica ela. Preparados?

 

- Descansar muito:

Apesar de me dizerem para aproveitar para dormir a verdade é que passei uma gravidez pautada por insónias intermináveis. A solução? Fazer sestinhas quando a oportunidade se apresentava ou, pelo menos, descansar um bocadinho em silêncio para recuperar energias. 

 

- Reafirmar os próprios gostos, valores e vontades:

Se foram as hormonas se o tempo que tive para me dedicar a isso não sei mas a verdade é que tive uma enorme necessidade de me reencontrar comigo mesma ao longo destes meses. Reatar paixões antigas e criar moodboards de coisas que gosto, com as cores e o espírito que gosto foi um divertimento e um exercício de auto(re)conhecimento bastante interessante e ficará ali à vista para quando o cansaço se apoderar de mim e precisar de me reapropriar dos meus gostos; Porque numa fase de tantas descobertas, reencontrar-se consigo mesmo e reafirmar-se é um prazer inexplicável. 

 

- Passar projetos de futuro para o papel:

Por volta do fim do 2º trimestre senti uma enorme necessidade de começar a pensar no "depois de bebé estar cá fora". A verdade é que preciso de me sentir envolvida com coisas novas e a sua chegada eminente ajudou a mudar as minhas prioridades e a precisar de me readaptar agora e no futuro.

Por isso aproveitei para organizar, planear, projetar, sonhar e passar tudo isso para o papel. Porque, podem não ser projetos de imediato mas serão úteis no futuro e criá-los agora com tempo livre já é meio caminho andado para quando forem precisos. 

 

- Cuidar de mim:

Fazer desporto, tratar mais do que nunca da minha pele (e portanto vocês sabem como essa é uma das minhas paixões), hidratar-me e comer bem tem sido prioridades absolutas ao longo destes meses. Tive mesmo tempo para uma pequena mudança de visual e um belo tratamento em instituto para ganhar forças renovadas para o que aí vem!

 

- Dedicar-me à decoração da casa e aos projetas DIY:

O facto de passar mais tempo em casa, assim como a tentativa de criar um ninho mais agradável para acolher o bebé, fizeram com que me dedica-se à decoração.

Nada de bem extravagante mas entre o seu futuro quarto e mudar uma ou outra coisa que precisavam de um ar de mudança foi uma atividade que me deu muito prazer. 

Pela mesma ocasião dediquei-me, pela primeira vez, a um verdadeiro projeto de DIY decorativo, nada de muito complicado, mas que me deixou com aquele gostinho do "fui eu que fiz" na boca! :)

 

- Falar muito com as amigas:

As amigas não estiveram muito presentes nesta fase muito devido às restrições e confinamentos mas as oportunidades para falar ao telefone não faltaram e soube mesmo muito bem. Mesmo assim ainda consegui reencontrar algumas pessoalmente e foi uma alegria! 

 

- Namorar, passear e aproveitar o tempo a dois:

A nossa vida de casal vai mudar e decidimos aproveitar para queimar os últimos cartuxos da vida a dois. Se uns bons dias de férias, as quais tinhamos tanta vontade, não foram possíveis aproveitamos esta fase para passear aqui perto, desfrutar do tempo a dois e namorar muito. Porque acreditamos que o reforçar dos lados e as boas memórias nos ajudaram a reencontrar o nosso futuro equilíbrio a três ainda mais importante tendo em conta que os avós estão a duas horas de voo de distância...

 

E por aí, quais as coisas que acham que se entrariam bem nesta to do list? Grávidas com quem partilhar estas dicas? 

Beijinhos e até ao próximo post!

ella-jardim-MshUpuE1SK0-unsplash.jpg

Photo by Ella Jardim on Unsplash

Não te esqueças de acompanhar as Crónicas da Cidade dos Leões no Instagram e no Facebook: há muita coisa a acontecer por lá.

Se por acaso o conteúdo deste texto te agradar não deixes de o partilhar com familiares e amigos.

 

Confia!

Quantas vezes já nos aconteceu um simples comentário nos deixar com uma dúvida existêncial e já não sabemos se a nossa vida faz sentido? Quantas vezes nos acontece precisar que alguém, exterior a nós, nos convença que o que fazemos vale a pena? 

Para que passamos então os nossos dias à espera que a atriz importante use uma peça de roupa do género de algo que gostariamos de usar ou que a youtuber da moda nos diga que os nossos cabelos frisados são bonitos? 

Porque havemos de sentir culpa porque alguém nos crítica por irmos a um fast-food de tempos a tempos ou porque consumimos este ou aquele produto?

As pessoas estão seguramente cheias de boas intenções mas não conhecem o nosso percurso. Cabe a cada um de nós fazer as suas próprias escolhas e seguir as suas próprias decisões. Por isso aprende a confiar nas tuas escolhas! 

Confia que não és perfeita mas que estás a fazer o teu melhor e o teu melhor vale muito. Confia nos teus próprios julgamentos, nas tuas próprias capacidades e nas tuas próprias escolhas. 

Estuda-te, empenha-te, cria as tuas próprias opiniões e nunca duvides da tua capacidade a aprender e a melhorar. E a de fazer o melhor possível com o que tens. E nunca duvides disso!

Nem todos temos de ter uma alimentação healthy, nem todos temos de ser empresários de sucesso. Se na verdade não é isso que almejas não há problema nenhum com isso! 

E se não der certo? Para a próxima correrá melhor e tu não perdeste tudo, aliás ganhaste "bagagem" para tomar melhores decisões para a próxima. 

Porque no dia em que te fizeres confiança o Mundo não te escapará! 

mateus-campos-felipe-OEKBG0Be3ME-unsplash.jpg

Photo by Mateus Campos Felipe on Unsplash

Não te esqueças de acompanhar as Crónicas da Cidade dos Leões no Instagram e no Facebook: há muita coisa a acontecer por lá.

Se por acaso o conteúdo deste texto te agradar não deixes de o partilhar com familiares e amigos.

 

"Body Positivy" pelos Olhos de uma Profissional de Saúde

O "Body Positivity" é um movimento social que apareceu nos EUA em 1996 e que milita em favor da aceitação e da apreciação de todos os tipos de corpo humano.

A ideia principal, que advém dos movimentos de aceitação das pessoas obesas, é a de aumentar a confiança e a auto-estima colocadas em causa pelos "corpos perfeitos" que nos inundam os dias graças à publicidade, aos media, e mais tarde às redes sociais.

Este assunto, que me parece sempre pertinente e atual, foi-me inspirado pela "famosa" capa da revista Men's Health pelo seu vigésimo aniversário e por todas as reações que lhe sucederam.

Hoje venho falar-vos como mulher e como fisioterapeuta, porque uma coisa não vai sem a outra, sobre o assunto. 

Em primeiro lugar gostaria de começar com uma expressão bem popular e que parece difícil de entrar na nossa cabeça: "Nem tudo o que luz é ouro".

Se é verdade que as redes sociais parecem estar associadas a problemas de imagem e auto-estima também é verdade que o seu consumo aumenta de dia para dia.

Elas alimentam algo de que nós precisamos bastante: a nossa necessidade de pertença a um grupo agravada pela nossa incapacidade de julgar quando e como estamos a ser manipulados, especialmente numa altura em que a maioria dos contactos se fazem por via digital. 

Todos os dias contas e contas de instagram de todo o Mundo, de famosos e de anónimos, nos mostram com grandes sorrisos a sua definição de "fit" e "healthy".

Defendem as suas posições a favor de complementos alimentares proteicos e lutam contra o açúcar e os hidratos de carbono. Muitos deles com pouca ou nenhuma relevância científica para as suas afirmações, que não digo que não existam, mas que não se esforçam por apresentar. 

Como profissional de saúde, apesar de já estar fora da área do desporto e da músculo-esquelética há uns bons anos, tenho assistido com interesse ao crescente número de lesões mais ou menos graves  que aparecem em desportistas amadores, muitos deles motivados pelas redes sociais e pelos fenómenos de moda.

Arriscar-me-i a dizer que a carga excessiva é um dos principais fatores de risco e mantenho a posição que defendi neste post para o blog "O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista", que escrevi a pedido do João Silva em 2019, de que um bom programa de treinos, acompanhamento profissional e uma alimentação saudável são as bases para uma boa prática desportiva.

Como fisioterapeuta defendo as recomendações da Organização Mundial de Saúde:  a importância de uma alimentação equilibrada e atividade física frequente. 

Sou ainda a favor, e isto é algo que digo frequentemente a quem me pede conselho, de que todas as nossas escolhas nos devem evitar frustração. Por ter feito e acompanhado pessoas próximas de mim em dietas para perder peso ou estabelecer objetivos relacionados com a prática desportiva sei que esta é uma boa razão para as abandonar. Por isso objetivos realistas e acessíveis são importantes até para melhorar a nossa própria sensação de autoconfiança e de bem estar. E devem fazer parte da nossa visão "Body Positivy".

Estaria a mentir se dissesse que não me inspiro em blogs ou canais com o rótulo "healthy". Uso-os como ferramenta pois acho que, bem utilizadas, as redes sociais podem até ser boas fontes de motivação.

A nós de conseguirmos moderar a forma como as utilizamos impedindo assim que nos tornemos escravos delas e aceitando que aquilo que lá está não é, a cem por cento, a vida real. 

E é para colmatar esta nossa grande falha que é a necessidade de nos revermos no outro, ou que ele se reveja em nós que movimentos como o "body positivy" podem trazer respostas.

As ciências do comportamento explicam que tendemos a imitar aquilo que os outros fazem, já que esta é a única forma de nos sentirmos parte integrante de um grupo, enquanto que o contrário nos levará a sentirmos-nos fora das normas e, em consequência, mal.

Este mesmo mecanismo é útil pois permite-nos "fazer como os grandes" quando somos crianças adaptando os nossos comportarmos em sociedade, aprendendo a comer de faca e garfo e a falar e por isso é algo inato, e inevitável.. No entanto temos controlo, enquanto adultos, sobre a forma como nos expomos a ela.  

Acho que o mais importante seria, e porque não através das redes sociais e dos cuidados de saúde primários, educar a população para a procura de satisfação com o seu estado de saúde (e consequentemente uma melhor relação com o seu corpo, aumento da auto-estima e por aí fora) e não o foco na balança, nos músculos definidos ou nas gramas de hidratos de carbono ingeridas ao longo do dia. 

O defeito deste movimento, como a maioria dos movimentos fundados nas redes sociais, é exatamente o de levar a extremismo. Se de um lado há os fits do outro lado há uma rebeldia defendendo a obesidade que tantas marcas de roupa, mais preocupadas com o business do que com a causa em si, apregoam. 

E é cada vez mais frequente ouvir pessoas a queixarem-se da "violência" médica, já que o Sr. Doutor se lembrou de fazer o seu trabalho e de as aconselhar a perder algum peso. Por mais bem educado e doce o profissional tenha sido.

Segundo a OMS a obesidade e o sedentarismo são responsáveis pela maioria dos casos de diabetes, hipertensão ou outros distúrbios cardiovasculares, entre outros. E é por isso que não podemos ser "nem oito nem oitenta" e que um equilíbrio é extremamente necessário. 

Por isso, e resumindo a minha opinião, que já vai longa e confusa, é de extrema importância educar a população para um estilo de vida saudável e equilibrado e que isso se faça com bases sólidas e não assente em fenómenos de moda.

É necessário, e nós profissionais de saúde temos o dever de estar na primeira linha desta luta, de compreender a pessoa de um ponto de vista biopsicossocial e ajudá-la a melhorar a imagem de si, motivando-a e apresentando razões válidas para procurar o equilíbrio, e não o extremo, e mantendo o foco na questão abordando as coisas sem culpas nem permitindo a frustração.

E, finalmente, é da responsabilidade de todos nós vigiar a nossa saúde mental e a daqueles que nos estão próximos, ajudando assim a melhorar a auto-estima, o amor próprio e procurando uma vida mais saudável em todos os sentidos.

E uma vida mais saudável é uma vida onde não vamos chorar de cada vez que subirmos para a balança seja por termos peso a mais ou a menos mas é sobretudo uma vida onde fazemos as pazes com o nosso corpo, as atividades ao ar livre e o prazer à mesa escolhendo as opções mais acertadas e (re)descobrindo sabores e cores das quais já nos esquecemos. Uma vida onde os nossos defeitos podem e devem servir-nos de fator de motivação e não o contrário. 

Por isso sim, sou uma adepta do body positivity e do direito a ser o que se é focando-nos na nossa saúde física e mental. E isso não pode ser um movimento de reivindicação mas sim algo que vem de dentro de nós mesmos e queé refletido pelo nosso próprio olhar e o contacto tão necessário daqueles que amamos e que são realmente importantes na nossa vida.

Porque não há nada mais bonito do que uma pessoa saudável, feliz e auto-confiante tenha ela umas gordurinhas a mais ou a menos. 

body positivy.jpgPhoto by Huha Inc. on Unsplash

Não te esqueças de acompanhar as Crónicas da Cidade dos Leões no Instagram e no Facebook: há muita coisa a acontecer por lá.

Se por acaso o conteúdo deste texto te agradar não deixes de o partilhar com familiares e amigos.

O que gosto mais em mim?

A querida Anita Flor escreveu este post absolutamente maravilhoso sobre A Arte de Elogiar e deixou-me bastante reflexiva.

Tento esforçar-me ao máximo por elogiar os outros mas nem sempre o faço da melhor maneira. Talvez porque não faça a mínima ideia de como receber o elogio alheio sem me sentir meio "uma fraude" e achar que é um engano ou mera cortesia. 

A razão para isso é muito simples tenho alguma dificuldade em me definir, em saber o que em mim é especial e diferente. 

E foi a este exercício que me propus hoje e que partilho convosco.

Aproveito a ocasião para vos convidar a fazerem vocês este mesmo exercício do vosso lado. Podem partilhá-lo nos comentários ou guardá-lo apenas para vocês. 

O meu fica aqui. Espero sinceramente que vos inspire! 

- A cor do meu cabelo castanho.

Sim, o cabelo castanho é extremamente comum mas fica particularmente bem com a minha cor de pele e olhos e por isso adoro-o. 

 

- A minha gargalhada:

Sou de gargalhada fácil e, apesar de ser uma pessoa discreta, adoro rir com gosto. E, por muito que alguns se choquem com isso (posso dizer-vos que de riu demasiado alto para os padrões franceses mesmo que na norma para um português) não me importo nem um bocadinho. 

 

- O meu sentido de observação:

Apesar de ter deixado de colocar esta característica um bocadinho de lado (obrigado telemóveis e outros dispositivos que nos distraem tanto) tenho um excelente sentido de observação.

Reparo facilmente num mau estar ou num segredo escondido à minha volta e isso já me safou em algumas ocasiões. 

 

- Atenção aos pormenores:

Sou o género de pessoa que é atenta aos pormenores e às pequenas atenções. Sou cuidadosa com as informações a dar a cada pessoa verificando sempre se a informação chegou e se foi bem percebida, às felicitações ou sentimentos e à forma de dizer as coisas. É raro esquecer-me de um aniversário importante ou de convidar alguém para um evento e não me certificar que percebeu tudo. 

E por aí quais são as qualidades que mais apreciam em vocês próprios? Recebem bem o elogio ou têm alguma dificuldade com ele? 

Um grande beijinho e até ao próximo post!

giorgio-trovato-CgXnJ4Z5KFI-unsplash.jpg

Photo by Giorgio Trovato on Unsplash

Não te esqueças de acompanhar as Crónicas da Cidade dos Leões no Instagram e no Facebook: há muita coisa a acontecer por lá.

Se por acaso o conteúdo deste texto te agradar não deixes de o partilhar com familiares e amigos.

Rotina de fim de dia: 7 coisas que não podem faltar!

Hoje em dia o nosso tempo passa a voar, as horas são cheios de stress e com muitos picos de ansiedade. É por isso mesmo que voltar a casa tem sempre um sabor especial. 

Cá em casa estabelecemos involuntariamente uma rotina de final do dia. Essa rotina faz-nos bem, permite-nos baixar a pressão do trabalho e desfrutar de momentos calmos e de cumplicidade. 

São pequenos componentes de um ritual muito saboroso e ao qual damos muita importância. 

Sendo assim deixo-vos com 7 coisas que nos fazem bem e que pertencem à nossa rotina do final do dia. 

 

- Conversar sobre o dia que passou:

Uma das primeiras coisas que fazemos quando chegamos a casa é conversar sobre o dia que passou, desabafar, contar novidades...

Aquele momento serve-nos como uma espécie de "expiação" dos problemas profissionais e das fofocas entre colegas e permite passar a outra coisa: a nossa vida familiar que nos exige tanta atenção como o resto. 

 

- Tomar conta de si:

Por estar em contacto permanente com vírus, bactérias e outra bicharada o dia inteiro é-me completamente impensável não saltar para a banheira mal entro em casa. Por isso previligio esse momento que me permite repousar e mimar-me depois do trabalho. Se for dia de fazer desporto, que é normalmente dia sim dia não, faço o meu treino antes. 

Em contrapartida não visto imediatamente o pijama para não perder a motivação caso pretenda fazer outras coisas mais pessoais. 

 

- Preparar o Jantar:

Cá em casa as refeições são sagradas.

Damos muito valor ao que comemos e consideramos que o tempo e o dinheiro que gastamos a preparar as nossas refeições, com produtos básicos de qualidade, são investimentos que fazemos na nossa saúde e no nosso bem-estar. Por isso, com mais ou menos atenção, é uma tarefa da qual não nos escapamos. 

 

- Mesa sempre posta e velas acesas:

Faço muito gosto em ter uma mesa bem arranjada seja à Terça Feira ou ao Domingo, sejamos só os dois ou tenhamos visitas. 

Por isso nunca nos faltam pratos e copos a combinar e algumas velinhas para decorar. Não custa nada e sabe tão bem dar a devida atenção a esse momento de partilha e convívio. 

 

- Muita música e pouca televisão:

Raramente ligamos a televisão cá em casa e as nossas atividades do final de dia são acompanhados por música calma o que cria uma atmosfera mais descontraída e cosy e que pretende, mais uma vez, convidar ao diálogo.

 

- Média luz:

A partir do jantar, quando já acabamos todas as atividades do dia, colocamos a sala a média luz. 

Esta prática é importante para descontrairmos e repousarmos. 

Cá em casa temos um candeeiro de pé na sala mas existem outros sistemas que permitem de usufruir do mesmo efeito basta procurar. 

 

- Atividades a dois e atividades individuais:

Temos gostos muito parecidos numas coisas e muito diferentes noutras. Dependendo da nossa vontade dedicamos-nos a atividades em conjunto ou aos hobbies mais pessoais de cada um. 

Porque ter tempo para o casal é muito importante mas ter tempo para si também. Pessoalmente durante a semana prefiro livros a séries ou filmes. Não me dá sono tão depressa (o que é curioso) mas facilita a qualidade de sono quando me vou finalmente deitar. 

 

E vocês, quais são as coisas que não vos podem faltar no fim do dia? 

Um grande beijinho e até ao próximo post!

freestocks-pUvMN3j2kGc-unsplash.jpgPhoto by freestocks on Unsplash

Não te esqueças de acompanhar as Crónicas da Cidade dos Leões no Instagram e no Facebook: há muita coisa a acontecer por lá.

Se por acaso o conteúdo deste texto te agradar não deixes de o partilhar com familiares e amigos.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais visitados

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub