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Crónicas da Cidade dos Leões

Um blog que adora partilhar dicas e reflexões sobre lifestyle, descobertas e organização. Sejam Bem Vindos!

Crónicas da Cidade dos Leões

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Ódio Partilhado

É raro falar de "celebridades" aqui no blog mas, como excepção que confirma a regra, vou falar desta senhora pela segunda vez. 

A apresentadora Cristina Ferreira fez uma publicação esta semana no seu instagram com as capas de revistas que a acusam de tudo e mais alguma coisa.

Como já escrevi aqui, e apesar de não apreciar particularmente o seu género e de não fazer parte de todo do seu "nicho de mercado", considero a capacidade de trabalho da senhora uma fonte de inspiração. 

Mas, vá-se lá saber porquê, fazer alguma coisa pela vida é sempre mal visto e ser ambicioso é um "pecado mortal".

E isto não tem a ver com ser mulher ou ser homem, ser branco ou negro... tem a ver com esta essência humana altamente competitiva e que, visto que não temos de nos esforçar para sobreviver, gastamos as nossas energias como podemos, muitas vezes a lamentar a vida que nos contruimos mas a detestar os outros porque temos inveja das deles. 

No caso de Cristina Ferreira, ou se abrirmos os olhos haverá com certeza alguém que nós conhecemos que sofre isto na pele, ninguém se quer esforçar para ter o que ela tem mas muita gente estaria disposta a tudo para a impedir de o ter. E como não podem fazer mais do que debitar frases odiosas fazem-nos sem o mínimo respeito ou peso na consciência.  

Contra todas as evidências possíveis um ódio partilhado, mesmo que virtual, é uma forma mais eficaz de juntar pessoas do que partilhar sonhos ou projetos construtivos.

E sofremos todos deste mal, de uma forma mais ou menos consciente, fazendo eco dos comentários que ouvimos (ou criando os nossos) de uma forma tão natural e despreocupada que nem pensamos nas consequências devastadoras que esta atitude pode ter para o outro mas sobretudo para nós mesmos

Porque somos nós que enchemos o nosso coração de ódio (muitas vezes infundado) e gastamos energia a detestar alguém em vez de a canalizar para positivismo, bondade, construção pessoal e conquista de projetos.

Porque somos nós que abdicamos de aprender, conhecer, descobrir coisas novas enquanto espumamos de raiva por aquilo que o outro, com mais ou menos justiça, conseguiu. Porque somos nós que nos cercamos de pessoas que, tal como nós, estão agarradas ao "a vida dele é melhor que a minha" e, exatamente por isso, não nos vão ajudar a seguir em frente. 

E isto é válido para quem critica uma figura pública, para quem ajuda a espalhar uma fofoca ou para quem está sozinho em casa a responder as mensagens da amiga nas quais ela critica a pessoa que está sentada ao lado dela na esplanada enquanto nós continuamos sozinhos à espera que a nossa vez de ter companhia para o café chegue... 

Um grande beijinho e até ao proximo post!

karim-manjra-6iM5GOht664-unsplash.jpgPhoto by Karim MANJRA on Unsplash

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Conversas entre Mulheres: Confinamento e Motivação #4

O Testemunho da Patricia

Ao longo destas quatro semanas, quatro mulheres maravilhosas partilharam connosco as suas motivações e anseios durante este período pandémico. Todos os testemunhos que recolhi foram extraordináriamente inspirantes e estou feliz pelo fato de as ter como "companheiras" de blog e de tanto aprender com elas. 

Ao longo destes dias a Rute do blog O Meu Maior Sonho, a Maria do blog Sorriso Incógnito, a Luísa do blog Uma Pepita de Sucesso e hoje a Patrícia do blog Gosto disto e então?! mostram-nos que todas nós sofremos pelas mesmas coisas e que a diferença está nas escolhas que fazemos quanto à nossa forma de lidar com elas. 

Foram testemunhos de mulheres reais para mulheres reais e cada uma delas nos deixou uma mensagem de peso. Agradeço a cada uma por abrirem o vosso coração connosco e estou ciente que os vossos testemunhos darão alento e motivação a mais do que uma de nós! 

Para terminar com Chave de Ouro, trago-vos o testemunho da Patrícia que todos conhecemos graças ao seu blog "Gosto disto e então?". A Patricia trás-nos, ao longo do seu testemunho, uma mensagem muito importante e que devemos todos guardar bem à mão dentro da nossa mente: a perseverança é fundamental! 

 

- Quem é a Patrícia? Fala-nos um bocadinho de ti e da mulher que és…

- Gosto de dizer que sou mãe, mulher e amiga! Tenho um imenso orgulho no meu percurso, quer a nível profissional quer a nível pessoal, fruto de muito trabalhado e um apoio incondicional da minha família! Sou sonhadora e acredito sempre em dias melhores apesar dos tempos de adversidade que vivemos.

 

- Este último ano foi cheio de desafios para todos nós. Quais seriam os principais pontos positivos e as tuas maiores dificuldades ao longo dele?

– De facto foram, e ainda são, tempos de muita incerteza em que é preciso trabalhar todos os dias nas nossas inseguranças e os nossos medos! Acho que a minha maior dificuldade foi gerir a minha ansiedade...o medo que tinha que alguém da minha família ficasse gravemente doente…e a distância física da minha mãe e principalmente da minha avó…sinto tanta falta do cheirinho dela! Os pontos positivos, que felizmente também existem, foram vários…tive sempre por perto os meus verdadeiros amigos…as vídeo chamadas eram diárias…e que o amor que nos une é de facto inabalável.

 

- Como mulher fala-nos um bocadinho da tua organização com o trabalho, casa e todos os papéis que desempenhas (mãe, filha, esposa, amiga…). Sentes que consegues encontrar tempo para cuidar de ti ou nem por isso?

– Ter tempo para mim sempre foi uma prioridade! Acho muito importante para o nosso equilíbrio! Um banho mais prolongado, uma esfoliação, fazer uma máscara…fizeram sempre parte das minhas rotinas! Considero-me uma pessoa organizada, preparo sempre tudo de véspera (lancheiras, roupa, refeições), faço todos os dias uma limpeza rápida e antes de me deitar faço uma verificação e arrumo tudo o que está fora do lugar! Assim as coisas vão-se mantendo e eu vou mantendo a minha sanidade mental. Nesta fase tento que os meus adolescentes façam o mesmo…naturalmente há dias em que não tenho sucesso!

 

- Qual é aquele momento do teu dia em que te ofereces um bocadinho só para ti… e que se não o tens sentes uma falta terrível?

– Para mim o final da tarde é por eleição o meu tempo…gosto de relaxar beber, um chá e ver na televisão qualquer coisa (normalmente é o TLC)…mas em outras alturas foi à noite. Os meus filhos iam para a cama religiosamente às 9h30 e então aí tinha todo o tempo para as minha coisas!

 

- Uma das razões pelos quais adoro seguir o teu blog é o teu estilo e a tua forma de estar. Como fazes para manter a motivação na hora de levantar, vestir e arranjar e não sucumbir à tentação do pijama e fato de treino o dia inteiro e esqueceres-te de tratar de ti?

– Acho que tem a muito a ver com a nossa maneira de ser! Fui educada desta maneira, assumir sempre as responsabilidades e dar sempre o nosso melhor! Se temos sempre sucesso? Claro que não…mas amanhã será um outro dia.

Acho que a nossa maneira de estar e de vestir transmite sempre uma mensagem para os outros, se queremos parecer profissionais, credíveis, responsáveis e produtivos temos que agir em conformidade…por isso…pijama não faz parte do meu dress code…mesmo em teletrabalho!

 

- Qual o conselho que gostarias de deixar a todas as mulheres (e homens, claro) que precisam de um incentivo para cuidarem de si próprios ou que se passaram para segundo plano devido a todas as restrições e desafios que este último ano?

– Em primeiro lugar não se esqueçam que os filhos crescem e que o trabalho é para fazer no escritório! Crie hábitos e arranjem sempre tempo para si, todos os dias, nem que seja ao deitar. Fomentem sempre o amor e amizade! Se nós estivermos bem quem nos rodeia também vai estar, nunca se esqueçam disso!

 

Acabamos esta primeira edição do "Conversas entre Mulheres: Confinamento e Motivação" com chave de ouro não acharam? Eu adoro o pragmatismo da Patrícia e esta entrevista não me desiludiu nem um bocadinho! Afinal a melhor imagem de si mesmo passa sobretudo pelo autocuidado e pelo amor-próprio. 

Querida Patrícia mais uma vez obrigado pela tua gentileza e carinho. É sempre um prazer contar contigo aqui no blog. 

E a todos vocês que leram cada uma destas entrevistas, que comentaram e acompanharam prometo que elas voltarão: com novos temas e novas entrevistadas lá mais para a frente.

Entretanto continuem a acompanhar o Crónicas à Terça e à Quinta! 

Um enorme beijinho a todos e até ao próximo post!

Se ainda não seguem a Patricia façam o favor de dar um saltinho ao seu blog e à sua página de instagram estou certa de que vais adorar <3 

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Conversas entre Mulheres: Confinamento e Motivação #3

O Testemunho da Luísa

Até agora, nestas Conversas entre Mulheres, já conhecemos mais um bocadinho da Rute de O Meu Maior Sonho e da Maria do Sorriso Incógnito. Hoje é dia de vos trazer mais um testemunho "de peso". 

Quando pensei, ou melhor, cedi ao impulso de escrevinhar umas perguntas e colocá-las a outras colegas bloggers convidar a Luísa do blog Uma Pepita de Sucesso pareceu-me uma evidência. 

Temos idades diferentes, vidas completamente diferentes mas vejo a Luísa como um exemplo daquilo que eu gostava de ser "quando for grande" e só isso já diz muito sobre aquilo que eu penso desta mulher e do que ela nos transmite!

A Luísa abriu-nos, mais uma vez, as portas da sua mente e do seu coração e deixou-nos também ela um testemunho muito especial: "Gostar de nós é essencial". 

 

Quem é a Luísa? Fala-nos um bocadinho de ti e da mulher que és…

Sou a Luísa, quase, quase a fazer 60 anos. Sou muito feliz e tenho muitas paixões.

Adoro moda, exercício físico (dança, pilates, yoga, cardiofitness), o meu trabalho, os meus livros, o meu marido e a minha Ilha da Madeira.

Tenho 3 filhas, com 34, 28 e 18 anos e uma neta com 6 anos que são o meu grande orgulho.

Sou muito apaixonada por mim e pela minha vida.

 

Este último ano foi cheio de desafios para todos nós. Quais seriam os principais pontos positivos e as tuas maiores dificuldades ao longo dele?

O que mais me custou neste último ano foi não poder estar com os meus pais e com os meus amigos mais amiúde, não poder abraçá-los nem beijá-los. Sou de muitos afetos. Mas tudo se vai resolvendo com mensagens e chamadas telefónicas ou videochamadas.

Sou muito otimista e positiva, acredito sempre que os desafios vêm para nos tornar mais fortes.

Acredito que consigo dar sempre a volta por cima. Sei que encontro sempre uma solução satisfatória para os desafios que surgem.

Também sei que o tempo ajuda a resolver tudo.

Aguardo pacientemente que tudo volte ao normal e muito melhor.

 

Como mulher fala-nos um bocadinho da tua organização com o trabalho, casa e todos os papéis que desempenhas (mãe, filha, esposa, amiga…). Sentes que consegues encontrar tempo para cuidar de ti ou nem por isso?

Tudo passa por gerir muito bem o tempo. Planear o dia-a-dia e priorizar o que é mais urgente e importante. Quando as minhas filhas eram pequeninas e necessitavam muito do meu apoio era esta gestão e planeamento que me ajudaram a fazer tudo de forma organizada.

O meu marido sempre me ajudou nas tarefas de casa, logo sobrava sempre um tempinho para me mimar e cuidar de mim.

Com as filhas crescidas tudo se tornou mais fácil.

Estou num regime misto, 3 dias em teletrabalho, 2 dias em regime presencial o que é muito bom. Adoro arranjar-me para sair para trabalhar. Adoro o contacto com os meus colegas, ainda que com todos os cuidados necessários.

Quando estou em casa também me arranjo, mas com um fato de treino ou roupa mais casual e esportiva.

 

Qual é aquele momento do teu dia em que te ofereces um bocadinho só para ti… e que se não o tens sentes uma falta terrível?

Depois do trabalho. Trabalho até as 17:00 horas… das 18:00 às 20:00 são 2 horas só para mim. Não permito que nada nem ninguém mas tire. Organizo-me para ter este meu tempo onde nada me atrapalhe. Faço o meu treino físico diário, leio, cuido-me e atualizo os blogues.

 

Uma das razões pelos quais adoro seguir o teu blog é o teu estilo e a tua forma de estar. Como fazes para manter a motivação na hora de levantar, vestir e arranjar e não sucumbir à tentação do pijama e fato de treino o dia inteiro e esqueceres-te de tratar de ti?

Como já referi, adoro a minha vida. E, acima de tudo, gosto muito de mim. Sinto muito prazer em olhar para o espelho e gostar do que vejo, de sentir-me bem por dentro e por fora. Sou muito vaidosa e nunca saio de casa sem estar bem arranjada. Sinto um enorme prazer em maquilhar-me, vestir-me, perfumar-me.

 

Qual o conselho que gostarias de deixar a todas as mulheres (e homens, claro) que precisam de um incentivo para cuidarem de si próprios ou que se passaram para segundo plano devido a todas as restrições e desafios que este último ano?

O mais importante é gostar de nós! Quando gostamos de nós próprios sentimos orgulho da pessoa que somos, do nosso percurso e da nossa vida. Quando nos pomos em primeiro lugar, fazemos tudo com muito mais amor, mais carinho, mais vontade e conseguimos dar mais amor e atenção aos outros.

 

E por aí, gostaram deste maravilhoso testemunho da Luísa? Eu adorei e achei a mensagem que nos passou muito mas mesmo muito importante! É importante gostarmos e termos orgulho em nós mesmos e assim tudo fluirá com muito mais naturalidade! 

Obrigado Luísa por este teu maravilhoso contributo! 

Na próxima Terça Feira teremos a última convidada deste "Conversas entre Mulheres". E será mais uma lição daquelas... 

Um grande beijinho e até ao próximo post!

Se ainda não seguem a Luísa façam o favor de dar um saltinho ao seu blog e às sua páginas de instagram e facebook. É certo que não se irão arrepender! 

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Conversas entre Mulheres: Confinamento e Motivação #2

O Testemunho da Maria

No primeiro Conversas entre Mulheres conhecemos um bocadinho mais da Rute do blog O Meu Maior Sonho que nos trouxe o seu testemunho sobre o como se manter motivada mesmo nesta fase difícil sem deixar de lado nenhum dos seus papéis. 

Nesta segunda edição trago-vos o testemunho da Maria do blog Sorriso Incógnito.

A Maria é a típica "Mulher do Norte": carácter e força de vontade são duas características que sobressaem dos seus textos e é impossível não apreciar aquilo que nos diz e sobretudo a forma como o faz. 

A cada uma das minhas perguntas ela respondeu com uma frontalidade incrível e ainda nos deixou uma mensagem de peso: "Não tenhas medo do espelho!"

Um testemunho muito, mas mesmo muito inspirante!

 

- Quem é a Maria? Fala-nos um bocadinho de ti e da mulher que és…

Costumo dizer que sou típica mulher do Norte. Acho que tenho um coração bom, sou de valores, tento sempre ser melhor pessoa, sou muito tu cá tu lá, sou a que se importa com o vizinho, mas tenho pimenta no nariz e o coração perto da boca. Prezo muito as relações entre pessoas, sou muito amiga do meu amigo (e se calhar o ter duas afilhadas filhas de amigos comprova isso), mas não sou fácil de abrir a minha vida a muitas pessoas.

Sou bem mais envergonhada que o que parece. Tenho sempre o melhor dos sorrisos, mesmo quando tenho todas as razões para chorar. Mas não sei lidar com a pergunta “passa-se alguma coisa contigo?”. É claro que quem me conhece às vezes consegue chegar lá. Sou uma mulher com orgulho de o ser, ciente dos meus defeitos mas consciente das minhas virtudes 😊

 

- Este último ano foi cheio de desafios para todos nós. Quais seriam os principais pontos positivos e as tuas maiores dificuldades ao longo dele?

Foi um ano diferente para todos, e sentido de forma diferente por todos. Eu fui uma privilegiada. Acho e admito, não poderia dizer o contrário. Estamos todos na mesma tempestade, mas é claro que em barcos diferentes.

O maior desafio para mim foi o teletrabalho que fiz pela primeira vez na vida, que de início até gostei mas que no balanço não foi assim tão bom. Mas a verdade é que o ponto positivo tive sempre trabalho. Sempre. E bastante. E continuo a ter. Graças a Deus. E consegui faze-lo em segurança junto dos meus e tendo também esse cuidado para com eles.

A minha maior dificuldade foram as saudades dos abraços e foi lidar com a saúde mental. Que deve ser do que ficou mais devastado este ano. Todos fomos afetados, mas quem já tem problemas agravaram. Eu tenho que lidar com isso, foi difícil. Muito difícil. Deu-me medo muitas vezes e continua a dar.

A minha saúde mental e a dos que me rodeiam é um ponto essencial para toda a positividade que tento ter no dia a dia e quando isso falha em algum ponto é deveras complicado.

 

- Como mulher fala-nos um bocadinho da tua organização com o trabalho, casa e todos os papéis que desempenhas (filha, esposa, amiga…). Sentes que consegues encontrar tempo para cuidar de ti ou nem por isso?

Confesso que sou um desastre no que toca a tomar conta de mim. Posso deitar desculpas para aqui ou para ali, mas na verdade não há desculpas porque quando quero mesmo as coisas arranjo todo o tempo quase sem falhar.

Tenho o típico trabalho 9 às 18h mas o horário nem sempre é literalmente esse muito menos quando a cabeça vem ocupada para casa. Tento que não aconteça para estar mais inteira com os meus, a casa e eu mesma.

Tento. Todos os dias são diferentes e acho que isso se deve ao teu humor diário. Se acordares bem vais conseguir lidar melhor com o tempo e com a sua organização.

Mas tenho pontos essenciais onde preciso que as coisas no trabalho me corram de feição para depois chegar a casa e organizar -me com o trabalho de casa a fazer, com ajudar os meus pais no que precisam, ter tempo para videochamadas para encurtar distâncias e no tentar falar sempre com algum amigo e nomeadamente a minha afilhada vizinha que me faz recuperar forças e desligar o stress dos dias.

Sou muito esponja e se conseguir ver à minha volta as coisas bem, eu estou bem e a cuidar de mim.

 

- Qual é aquele momento do teu dia em que te ofereces um bocadinho só para ti… e que se não o tens sentes uma falta terrível?

Não tenho um momento fixo, ou seja não posso dizer que é de manhã ou à noite ou quando chego do trabalho. Mas há um momento em que penso mais como está a minha vida, inevitavelmente quando vou a conduzir e quando me deito e estou completamente sozinha.  Só para pensar mais em coisas minhas e alinhar chacras.

Há mulheres por exemplo que é quando se maquilham, ou quando fazem banhos spa, ou algo do género, não tenho paciência para isso, confesso. E nem é esse momento “típico zen” que me faz falta. Faz-me falta é cada momento que acho que falhei e não tentei ser melhor, de coração isso cutica-me no meu ponto essencial para me sentir bem.

Cada vez mais sou muito mais interior (à procura daquela paz) para ter harmonia com o meu exterior e o que transbordo.

 

- Uma das razões pelos quais adoro seguir o teu blog é o teu estilo e a tua forma de estar. Como fazes para manter a motivação na hora de levantar, vestir e arranjar e não sucumbir à tentação do pijama e fato de treino o dia inteiro e esqueceres-te de tratar de ti?

Confesso que nunca fui de ter um estilo. Sou sempre pelo que me apetece. Eu não consigo organizar a roupa para o dia a seguir por exemplo. Porque isso depende do meu estado de espírito. Tem dias que saio de casa arrastada por sapatilhas jeans e uma blusa básica. Tem dias que vai no salto porque me apetece e posso. Mas tem domingos por exemplo (mais inverno) que me apetece passar de pijama a passo. Não me sinto nada mal por isso. 

Na verdade se estiver em casa gosto de estar o mais confortável possível porque me faz sentido assim como me faz sentido quando saio sentir-me bem nem que seja ir toda arranjadinha como quem vai para uma saída top quando vou só comprar pão.

Um dia destes tive uma "discussão " com alguém que me dizia que as pessoas se arranjam para os olhos das outras. Não digo que não tenha influência, mas eu arranjo-me para estar top aos meus olhos. E é isso que eu vou passar aos outros! Essa é a minha motivação.

 

- Qual o conselho que gostarias de deixar a todas as mulheres (e homens, claro) que precisam de um incentivo para cuidarem de si próprios ou que se passaram para segundo plano devido a todas as restrições e desafios que este último ano?

Não tenhas medo do espelho e enfrenta-o. O espelho não reflete quem és, mas é em frente a ele que te consegues ver melhor. Por fora e por dentro.

O dia a dia muitas vezes tira-nos isso e só olhamos de esguelha para um espelho, mas enfrentá-lo com a pergunta estás bem? Vai fazer com que se tente responder a essa pergunta e não é só se estás bem com essas rugas que começam a aparecer ou com os quilos a mais na balança é se estás bem com aquilo que o espelho te faz bem, se te gostas, se te sentes bem contigo mesma, se transpareces que estás bem.

Não tem a ver com as medidas, tem a ver com o teu EU. Isto é uma fase menos boa que vai passar e tu tens inevitavelmente que passar por ela mas temos que passar de cabeça erguida e a tentar acima de tudo que a nossa saúde mental acompanhe da melhor maneira.

 

E por aí, o que acharam deste testemunho da Maria? Eu confesso que retive a respiração ao longo do texto! 

Para a semana teremos uma nova convidada que nos vai também ela trazer o seu testemunho.

Um grande beijinho e até ao próximo post!

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Se ainda não seguem a Maria podem fazê-lo através do blog Sorriso Incógnito ou da sua página de Instagram.

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Conversas entre Mulheres: Confinamento e Motivação #1

O Testemunho da Rute

O Confinamento e todas as medidas restritivas começam a deixar-nos confusos e desmotivados. 

Foi num desses momentos de desanimo, em que me colocava cada vez mais pressão e me perdoava cada vez menos por isso que surgiu esta ideia: Perguntar a outras mulheres como estavam a lidar com este período especialmente conturbado. 

Assumimos muitas vezes como verdade absoluta que somos "a nódoa" e que toda a gente se saí melhor do que nós em situações identicas. Mas será que é mesmo assim? Estas entrevistas/testemunhos demonstram-nos claramente que não. Todos temos os nossos dias maus mas podemos escolher deixá-los tomar conta de nós ou não...

Durante as próximas quatro semanas divulgarei quatro testemunhos diferentes, de quatro mulheres diferentes cada uma delas com uma maravilhosa mensagem!

Hoje trago-vos o testemunho da Rute que todos conhecemos graças ao seu blog "O meu maior sonho" e à simpatia que distribui a quem cruza o seu caminho. A Rute respondeu amavelmente às minhas perguntas e deixa-nos uma mensagem importante: Dar-se amor a si próprio é fundamental nesta fase delicada.

 

Quem é a Rute? Fala-nos um bocadinho de ti e da mulher que és.

Sou a Rute, tenho 39 anos e sou mãe de dois.
Os meus filhos são o meu maior sonho.
Trabalho em Hotelaria desde 2015 e sou blogger desde 2009.
Sou simpática, divertida e persistente em tudo o que faço.

 

- Este último ano foi cheio de desafios para todos nós. Quais seriam os principais pontos positivos e as tuas maiores dificuldades ao longo dele?

O ponto positivo foi ter tempo em família, com os meus horários de hotelaria nem sempre tinha tempo para os meus filhos e marido.
Na verdade tinha dias que mal os via.
A pandemia trouxe-me tempo em família uma coisa que eu estava a precisar urgentemente.

As maiores dificuldades foi a falta de convívio, beijos e abraços. Adoro socializar e o facto de estar fechada em casa, levou a parte psicológica a ficar um pouco saturada.

 

- Como mulher fala-nos um bocadinho da tua organização com o trabalho, casa e todos os papéis que desempenhas (mãe, filha, esposa, amiga…). Sentes que consegues encontrar tempo para cuidar de ti ou nem por isso?

Sou muito organizada, faço e penso tudo ao pormenor. Depois também tenho um marido muito presente nas tarefas.
No dia anterior deixo logo a mesa do pequeno almoço preparada, roupa para vestir e se for o caso, marmitas e lanches preparados. Assim as manhãs não são tão caóticas.
Faço as limpezas maiores nas folgas e cozinho de forma a dar para 2 refeições!
Tem dias mais complicados que outros, mas vou sempre arranjando um tempo para cuidar de mim e tomar um belo banho relaxante!

 

- Qual é aquele momento do teu dia em que te ofereces um bocadinho só para ti… e que se não o tens sentes uma falta terrível?

Os meus filhos agora já são mais crescidos, então consigo tirar mais tempo.
Durante o dia a atenção vai toda para eles, depois de jantar tento ter um momento só meu, para escrever, ler, ver séries etc.

É aquele momento zen do dia!

 

- Uma das razões pelos quais adoro seguir o teu blog é o teu estilo e a tua forma de estar. Como fazes para manter a motivação na hora de levantar, vestir e arranjar e não sucumbir à tentação do pijama e fato de treino o dia inteiro e esqueceres-te de tratar de ti?

Nesta fase do confinamento é inevitável não aderir ao fato de treino. Como não saímos de casa a vontade de estar com roupa confortável é maior.

Mas tento nunca descuidar a imagem. Faço questão de passar um blush, colocar rimel, brincos, colar e coloco perfumes todos os dias!
Sou um pouco vaidosa e gosto de me sentir bem comigo própria!

 

- Qual o conselho que gostarias de deixar a todas as mulheres (e homens, claro) que precisam de um incentivo para cuidar de si próprios ou que se passaram para segundo plano devido a todas as restrições e desafios que este último ano?

Nunca deixem de tratar de vós. Sei que por vezes a vontade não é muita mas o amor próprio nesta fase da vida é fundamental.

Cuidem-se, mimem-se e deem muito amor a vocês próprios.

O bem estar é essencial nesta fase do campeonato!


E por aí, gostaram do testemunho da Rute? Na próxima semana haverá mais um testemunho e uma adorável convidada. Até lá não se esqueçam de cuidar muito de vocês! 

Sigam a Rute através do seu blog "O Meu Maior Sonho" ou da sua página instagram @omeumaiorsonho

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O legado do Príncipe Filipe: A arte de não se levar a sério

Apesar da tinta que correu no passado fim de semana sobre o processo de José Sócrates, e que não nos trouxe nada de novo, assumo que a minha atenção se focou nas notícias que chegaram do Reino Unido sobre a morte do Príncipe Filipe, Duque de Edimburgo.

Não sou "monárquica" no sentido político do termo mas tenho um grande interesse pela história, o desenvolvimento destas organizações seculares que chegaram aos dias de hoje e que tanto nos podem ensinar, desde que tenhamos vontade de aprender com elas.

Sim, sim eu sou um bocado "contracorrente" nesta história de se destruir monumentos e de se empurrar para debaixo do tapete tudo aquilo que já passou em vez de se aprender com o passado, os seus erros ou as aprendizagens. Sabe-se lá porquê mas acho que isso funcionará melhor na construção de um futuro mais inteligente do que o "destruir para esquecer" que nos é proposto hoje em dia e que tem, infelizmente, cada vez mais adeptos. 

Filipe de Edimburgo, nascido Príncipe da Grécia e Dinamarca, morreu na última Sexta-Feira aos 99 anos. Uma personagem que ficará na história como o consorte com maior longevidade da corte inglesa.

Apesar de ser muitas vezes visto como uma figura "secundária" da família real, o Duque teve uma história pessoal muito interessante: sobrinho do último Rei da Grécia, foi exilado com a família aos 18 meses, tendo sido para isso escondido dentro de uma caixa de tangerinas, e acabou sendo abandonado pela mãe, a Princesa Alice de Battenberg que sofria de esquizofrenia.

Foi também um militar dedicado na Segunda Guerra Militar e um dos maiores impulsionadores da "modernização" da Coroa Britânica, mostrando "as pessoas por trás do protocolo" e defendendo a transmissão televisiva de alguns dos principais atos da coroa e os encontros entre os membros da família real e do povo. 

Conhecido no Mundo inteiro como o "Rei das Gaffes", sempre vi neste homem alguém que não se levava muito a sério e que tinha um certo gosto pela quebra das regras quando necessário. Sem se deixar abalar pelo protocolo ou pela crítica que nunca lhe foi poupada e demonstrando uma fidelidade pouco comum ao papel que lhe foi atribuído. 

E isso, num Mundo onde cada vez nos preocupamos mais com a imagem que os outros têm de nós e com o ficar bem na fotografia custe o que custe é, em minha opinião, uma lição a não esquecer quer gostemos ou não da pessoa ou daquilo que ela representa. 

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O Melhor dos Blogs

Nestes ultimos meses, não sei se será apenas uma impressão ou não, tenho visto mais pessoas a chegar aos blogs. 

Novas histórias, novas ideias, novos projetos, novos rostos revelados ou não que fazem parte da nossa vida. E é um prazer descobrir o que têm para contar. 

Também têm havido alguns que vão partindo. Na melhor das hipoteses para outras plataformas ou então deixam de escrever ou de partilhar o que lhes vai na alma. Provavelmente alguns voltaram mais tarde com novos blogs e novas histórias como aconteceu comigo. O Crónicas não é nem de perto o meu primeiro blog... 

Mas, mesmo que ninguém substitua ninguém, é sempre bom ter "sangue novo" e sobretudo olhares e experiências novas. E quantos mais chegarem mais outros se juntaram à festa e mais partilhas e trocas de experiência haverão. 

Afinal não é isto o melhor dos blogs?

blogs.jpgPhoto by Anete Lūsiņa on Unsplash

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O fenómeno "Cristina"

Muito se têm falado nestas últimas semanas do regresso de Cristina Ferreira à TVI.

Apareceram montes e montes de reportagens, entrevistas e posts nas redes sociais sobre o assunto e, muitos deles, bastante críticos em relação ao percurso da apresentadora e à sua forma de estar.

Pessoalmente não aprecio o estilo de Cristina Ferreira mas reconheço-lhe qualidades impressionantes e sobretudo uma vontade de ferro. É de remarcar a sua versatilidade enquanto mantém o seu estilo pessoal e deixa tantas pessoas rendidas ao ecrã enquanto segue com imensos outros projetos ao mesmo tempo e ainda arranja um bocadinho para ser mãe.

Se bem me recordo quando mudou de canal de televisão foi acusada entre outras coisas de "traidora" e agora que volta à "casa-mãe" é mais uma vez agraciada com um mar de críticas e de comentários sugerindo que devia recusar um salário tão alto entre outras baboseiras enormes. Especialmente aquele tipo de baboseiras que todos dizem que fariam mas que, se a situação se apresenta-se, olhariam para o lado e assobiariam. 

Se o assunto em si e toda a "roupa suja" pouco me interessa, e penso que a própria não se deve importar muito mais do que eu, o "Fenómeno Cristina" é bastante interessante.

Chamei "fenómeno Cristina" à enxurrada de críticas que têm sido feitas a esta mulher sem, nem por um minuto, os "críticos de plantão" pensarem naquilo que talvez se tenha esforçado para chegar onde chegou, naquilo que abdicou e naquilo que provavelmente sofreu para estar onde está.

Se bem me recordo da história pessoal de Cristina ela nasceu na Malveira e o pai era mecânico. No seu primeiro estágio em televisão a sua apreciação de estágio foi "A ter em conta no dia em que houver uma entrada na RTP esta miúda devia estar no topo da lista" e isto muito tempo antes de ser conhecida do público.

Ainda para mais enquanto estudava Comunicação Social e entrava no Mundo da televisão, Cristina Ferreira ganhava a vida como professora e já contava com uma licenciatura em história. 

Se formos totalmente honestos connosco próprios sabemos bem que provavelmente nos teríamos encostado à sombra da bananeira na primeira oportunidade e não avançado com tantos projetos. Afinal continuar a construir é difícil e cansativo...

Mas mesmo sabendo disso temos tendência a menosprezar o sucesso alheio seja porque é demasiado bem pago para fazer tal coisa, seja porque se eu tivesse a vida dela é que era. Porque assim ou porque assado!

Alguém conhece realmente a vida desta mulher para falar tanto? E se ela não ganhasse o dinheiro que ganha isso impactaria assim tanto a nossa vida? A resposta a estas duas questões é apenas uma: Não!

E isto trás-nos a uma outra reflexão sobre uma realidade que conhecemos bem melhor: a nossa e que não difere assim tanto da de Cristina Ferreira. Façamos o que fizermos seremos sempre criticados e teremos sempre muitos "eu não faria assim" para ouvir ou, com um bocadinho mais de sorte, um "se eu tivesse o que tu tens". 

E bem podes esquecer o reconhecimento alheio pelo teu esforço, pelas horas às quais te dedicaste a determinado projeto ou por aquilo em que abdicaste em prol de um objetivo. Se queres reconhecimento terás de contar com o teu antes de mais nada e com duas ou três pessoas que ficarão genuinamente felizes por ti. 

E em relação a isso a única resposta possível é continuares a viver a tua vida e a brilhares cada dia mais! 

Se, pelo contrário, és daqueles que acha que a "Tininha" devia renunciar ao salário ou que se não fosse bonita não se safava relembro-te que quem corre atrás do que quer têm pouco tempo para se preocupar com a vida alheia. Por isso vai à luta e larga as revistas e as redes sociais e sobretudo deixa de te queixar daquilo que tens ou daquilo que não podes ter! 

E mesmo que nunca sejas reconhecido, nunca ganhes milhões por mês e nunca tenhas uma casa com piscina em Cascais saberás que o que tens é mais do que merecido e que deste o melhor de ti mesmo, esforçando-te e reinventando-te a cada dia! Nem todos os sonhos são atingíveis mas de cada vez que se fecha uma porta abre-se uma janela... 

E quando estiveres ocupado a correr atrás da tua vida e os outros te disserem que "tens sorte em ter o que tens" saberás perfeitamente que "os cães passam e a caravana passa", tal como Cristina Ferreira e tantas outras pessoas no Mundo já perceberam. 

E é por todas estas razões que, apesar de não me identificar com o estilo vejo Cristina Ferreira como alguém em quem me posso inspirar. 

Foto: Revista Vidas - Correio da Manhã

Fonte da biografia: Wikipédia 

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