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Crónicas da Cidade dos Leões

Um blog que adora partilhar dicas e reflexões sobre lifestyle, descobertas e organização. Sejam Bem Vindos!

Crónicas da Cidade dos Leões

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5 ideias para os dias de chuva

Este Inverno parece que nos trouxe a chuva que tanto nos faltava. Mas se a chuva é importante não é raro não apreciarmos particularmente estes dias, sobretudo quando achamos que não há nada para fazer. 

A verdade é que todos os dias tem o seu quê de beleza e de ocupações e é sobre isso que vos quero falar hoje: de cinco tipos de atividades a fazer em dias de chuva. 

Claro que nem todas são acessíveis tão facilmente a todas as pessoas as carteiras mais pequenas e o locais mais escondidos podem encontrar coisas para fazer, talvez tenham de procurar mais, ou "sair da zona de conforto" ou adaptar as atividades... Mas o que é importante é aproveitar estes momentos a solo, em família ou com os amigos.

Preparados?

- Leitura, filmes-culto: Todos temos aquela listinha de filmes a ler ou de filmes a ver. E se aproveitassemos esses dias mais tristonhos para nos dedicarmos a essa atividade. 

Ela pode permitir-nos passar um bom momento e ainda aumentará a nossa cultura geral e o custo pode ser relativamente baixo já que, quer em bibliotecas e mediatecas quer online, muitas obras de arte clássicas estão disponíveis gratuitamente e de forma completamente legal. 

 

- Um café diferente:

Não é porque chove que temos de ter vontade de ficar em casa e conhecer um novo café ou salão de chá (ou revisitar um que já conhecemos) pode ser uma excelente opção para uma tarde chuvosa. Ainda para mais um lanche ficará sempre mais barato do que um almoço ou jantar. 

Também podemos sempre recriar algumas receitas de coffeeshop ou de doçaria em casa e desfrutar da companhia dos nossos.

 

- Visitar uma exposição, assistir a um espectáculo... 

Há quanto tempo não visitas um museu ou vais a um espectáculo? Em família esta pode ser uma excelente opção que necessita de organização e de alguma disponibilidade mas que pode ser possível.

E mesmo em meios mais pequenos se encontra pequenas coisas a fazer é mais difícil e pode parecer menos interessante à primeira vista mas é uma opção a explorar.

 

- "Torneio" de jogos de sociedade:

Os dias de chuva podem ser uma excelente ocasião para pegar nos antigos jogos de sociedade e organizar um verdadeiro torneio em família ou com amigos.

 

- Dormir a sesta:

Dias de chuva são ocasiões de ouro para dormir a sesta. E com um miúdo pequeno em casa estes momentos são verdadeiramente apreciados por aqui. Por isso nada de culpas de se dedicar um pouco ao não fazer nada. A nossa energia, assim como a nossa imaginação e humor agradecem estes momentos.

E por aí quais os melhores programas para os dias de chuva? 

Um grande beijinho e até ao próximo post! 

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Foto Danielle Colluci para unsplash.com

 

Calendário do Advento da Nala #12

Receber ou enviar um postal é, para mim, o expoente máximo do bom gosto para desejar as boas festas a alguém que está longe.

Enviar um postal é bem mais difícil do que encomendar um presente numa loja online e esperar que ele seja entregue. É necessário escolher o postal, escrevê-lo pelo nosso próprio punho e leva-lo ao correio.

Receber um postal é também um momento especial, uma palavra doce e carinhosa que sobressai no meio da publicidade e das contas para pagar.

Desde há algum tempo que faço questão de enviar um postal ao meu afilhado pela Páscoa e Natal, uma forma de lhe dar um toque pessoal mesmo à distância. Este ano fiz a mesma coisa com o meu filho. Escrevemos um postal e fizemos com ele uma atividade de pintura para que os padrinhos recebessem o seu beijinho neste Natal.

E por aí, não tens mesmo ninguém a quem enviar um postal de Natal? Ainda estás a tempo e prometo-te que a pessoa terá muito prazer em receber.

Imagem para as Redes Sociais a Vermelho e Dourado

 

Calendário do Advento da Nala #9

Vimos tantas vezes o filme "Sozinho em Casa" que nos esquecemos de ouvir o que o pequeno Kévin diz realmente.

A tua família, tal como a minha, não é propriamente "fácil de aturar". Na verdade nenhuma família é. 

Que todos nós possamos no entanto tentar reencontrar-se com a sua, compreendê-la e fazer-se compreender.

Porque os mais velhos estão convencidos de que têm razão, os pais de que sabem sempre o que é melhor para os filhos, os filhos insistem que os pais querem mandar neles... E nisto tudo estamos cada vez mais sozinhos e longe uns dos outros.

Que, como o Kévin, possamos ter a nossa família como prenda de natal. Porque só assim faz sentido.

Imagem para as Redes Sociais a Vermelho e Dourado

 

Lições para a Vida

Encontrei há uns dias, um testemunho de alguém que comentava as suas festas de aniversário em criança, nomeadamente o facto de ser sempre a última servida do bolo de anos. Esta história chamou-me a atenção já que na minha família a tradição diz que é o aniversariante o último a comer também. O curioso é que, provavelmente sem me aperceber, recebi uma grande lição de "boas maneiras" e de humildade com este hábito: quando convidamos alguém a nossa casa essa pessoa honra-nos com a sua presença e por isso cabe-lhe a ela o serviço de excelência e não a nós próprios.

A estas lições juntam-se mais algumas que trouxe comigo para a vida e que pratico a cada dia que passa e que, quanto mais os anos passam (mãe, tinhas razão) mais as valorizo.

A minha mãe sempre foi intransigente com o fazer a cama de manhã. Segundo ela nunca se sabe se é preciso alguém nos acompanhar a casa por doença ou acidente e uma cama desfeita é igual a quarto desarrumado. Hoje em dia acho impensável deixar a cama por fazer e, curiosamente esta tarefa é sugerida em muitos manuais de desenvolvimento pessoal e auto-ajuda como o mais básico exercício para trabalhar a disciplina e assim conseguir atingir os nossos objetivos.

Outro coisa que os meus pais me aconselharam foi a ser discreta, especialmente quando um novo projeto está em curso. Segundo eles essa atitude protege-nos da sabotagem, mesmo que inconsciente, de quem está à nossa volta. E num Mundo cada vez mais conectado e indiscreto esta lição é uma lufada de ar fresco. 

Um outro ensinamento, e dúvido que eles tenham noção do impacto que teve na minha vida, foi a gestão do dinheiro. Desde muito nova que tive de gerir o meu dinheiro de bolso e no início do secundário tive a minha conta aberta para onde o meu pai transferia a minha magra mesada. O facto de o dinheiro ter sempre sido contado, que teria de explicar onde o tinha gasto caso precisasse de mais (claro que se a razão fosse válida a história ficava por ali e teria o que precisasse) e o meu próprio orgulho fizeram com que aprendesse não só a gerir como a economizar, por muito pouca margem que tivesse. Também o facto de os momentos mais difíceis a nível financeiro terem sido assumidos e nunca escondidos me ajudou a estar tão desperta para essa necessidade.

Outro ensinamento que os meus pais me deram e que tanto me marcou foi a importância das refeições em família, mesmo o pequeno almoço. E, de uma forma mais alargada, o almoço de Domingo. O prazer de partilhar uma refeição e de desfrutar da companhia uns dos outros. E ainda hoje, na minha própria casa, Domingo é dia de tirar o melhor serviço e de preparar uma refeição mais elaborada e de festejar o que temos para festejar, por muito insignificante que possa parecer. 

E por cada um destes ensinamentos (e mesmo por aqueles de que discordo) só me resta agradecer aos meus pais. 

E por aí, quais as lições que os vossos pais vos deram e que trouxeram convosco para a vida? 

Um grande beijinho e até ao próximo post!

Photo by Bence Halmosi on Unsplash

 

 

 

 

Férias que reforçam laços!

Os últimos tempos tem sido intensos por aqui. Entre o trabalho e outros afazeres não temos nem tempo nem energia para mais e acabamos por colocar a pouca energia que nos resta no nosso filho. 

É uma benção termos tempo para brincarmos com ele todos os santos finais de tarde e vê-lo crescer. Mas, por vezes, dava jeito um familiar a quem o pudéssemos entregar uma hora ou duas para tratar de alguns assuntos mais importantes, como uma ida ao banco.

Na passada semana estivemos finalmente de férias juntos os três e soube-nos pela vida já que nem os fins de semana tem sido a três nestes últimos tempos... há sempre um dos adultos que trabalha... 

Foram umas férias sem grandes aventuras nem desvaneios. Passeamos muito mas aqui ao pé. Mas a verdade é que aproveitamos o máximo, com tempo para todos juntos, individualmente, em casal (depois de o bebê estar na cama, claro) e pai/mãe e filho. Foram umas belas férias para criar memórias e estreitar laços. 

E hoje, com o regresso ao trabalho, posso garantir-vos que me sentia como nova! E a vontade de ir buscar o menino e regressar no final do dia foi tão grande que quase corri para me despachar o mais depressa possível. 

E assim se passam férias que criam laços... e laços que criam memórias... e memórias que nos fazem crescer como pessoas! 

Um grande beijinho e até ao próximo post! 

Photo by Jessica Rockowitz on Unsplash

 

O Simbolismo da Páscoa

Gosto da Páscoa. Gosto das recordações que tenho dos almoços em família e das caças aos ovos improvisadas que as minhas tias imaginavam. 

Gosto do cheiro a Primavera que já anda no ar e das temperaturas que, mesmo em dias chuvosos, costumam ser mais amenos. Gosto das tradições, das visitas aos padrinhos, das missas da Semana Santa e daquelas amêndoas lilases nas quais já não toco à anos. 

E tudo isto entra no meu Simbolismo de Páscoa e que tento reproduzir todos os anos. A mesa composta e a comida deliciosa como se fosse uma homenagem à minha avó que tanto gosto tem nestes momentos. As flores presentes e alguns doces. 

Numa época em que parece efémero, em que tudo o pessimismo nos vence e na qual as notícias são tão pouco animadoras acho ainda mais importante ressuscitar, e criar, memórias de momentos felizes. E nem é preciso muito...

Não é preciso chocolates a preços exorbitantes ou decorações ou cozinhados mirabolantes, exceto se isso nos faz feliz e aí cada um faz o que quer e ninguém tem nada a ver com isso. O que é preciso é entrega, disposição e tempo. Vontade de estar junto e muito amor para dar seja numa família de 2 ou de 10

Porque acredito que é no amor aos nossos que ganhamos força e motivação para levar amor a quem e ao que está à nossa volta. E se, de facto, não vamos conseguir acabar com uma guerra ou com a fome no Mundo seremos com certeza capazes de reconstruir pessoas, começando pelo coração de quem sofre. 

Votos de uma Santa Páscoa para todos!

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Decoração de Mesa #Inspiração de Páscoa

A minha vida é ritmada por muitos mais temas do que aqueles que abordei até agora aqui no blog... e, como vos disse no post anterior, tenho vontade de assumir mais e melhor aquilo que me caracteriza. 

Poucas coisas no Mundo me apaixonam tanto como uma mesa bem colocada. Consigo passar horas a procurar a decoração perfeita e, apesar de não ter todas as belas coisas que gostaria, encontro um enorme prazer a decorar a mesa. Seja para um ou para seis. 

Para mim uma mesa em casa deve ser bonita mas prática e funcional. Detesto por isso decorações demasiado exageradas e centros de mesa demasiado altos. 

Para mim a mesa de Páscoa é seguramente uma das mais importantes do ano. Nascida e criada numa família numerosa, muito unida e católica praticante é inevitável não conseguir passar ao lado desta quadra. 

A Mesa de Páscoa implica flores em tons Primaveris, ovos e alguns chocolates embora não necessariamente tudo ao mesmo tempo. 

Hoje proponho-vos algumas das mesas que me inspiraram a projetar a minha mesa deste ano. 

Não deixem de comentar caso este assunto vos interesse e também se ficaram curiosos por ver a Decoração da Mesa de Páscoa que estou a programar. 

Um grande beijinho, até ao próximo post e sobretudo... Bons Preparativos!

Fonte: http://eudecoro.com/artigos/tutorial-arranjo-floral-para-pascoa

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https://radisrose.fr/decoration-table-paques/

https://www.saddy.fr/diy/diy-pour-paques

https://www.ohmymag.com/home/paques-ces-idees-pour-decorer-son-interieur-pour-l-occasion_art127095.html

http://ingreed.canalblog.com/archives/2020/03/29/38144932.html

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Arco-íris de mil cores

A maternidade consegue colocar do avesso a vida de qualquer pessoa. E se de um lado há um cansaço que se acumula e que é difícil de gerir, especialmente ao início, por outro lado traz momentos muito intensos e aprendizagens gigantes. Comparo a minha ainda recente condição de mãe a ser submersa por uma onda gigante que parece nunca ter fim. 

Não posso deixar de confirmar que o meu filho é a melhor coisa que tenho no Mundo. Os seus sorrisos, gargalhadas, conquistas e deslumbramentos têm em mim um efeito tónico especial e completamente inédito. Mas a maternidade, para além de me ter transformado em "Mãe" também mexeu intensamente na minha feminilidade.

Sem pensar muito direi que me tornei mais forte mas ao mesmo tempo mais protetora em relação a quem amo. Passei também a tentar ser mais corajosa e justa com o que se passa à minha volta. 

Aprendi a aceitar o meu corpo, mesmo com as suas imperfeições. Afinal ele conseguiu dar vida e isso já é mais do que motivo para sentir gratidão. (re)Aprendi e (re)descobri o prazer de escolher o que vestir, como me maquilho, como me cuido... afinal a imagem que quero ter é também a imagem que lhe quero transmitir a ele. 

Ser mãe ensinou-me a relativizar, a aceitar as muitas tonalidades de cinza que existem. A procurar beleza em tudo, mesmo tendo consciência de que nem sempre o Mundo seja tão belo como gostaria. E daí nasce uma crença, como uma força destrutiva que me faz acreditar que é o amor e a beleza que podem trazer reais mudanças no Mundo. 

Ser mãe desenvolveu-me a paciência e capacidade de compreensão. E mostrou-me que, mesmo quando não sou nem tão paciente nem tão compreensiva como gostaria, sou tão digna de perdão como qualquer outra pessoa. 

Ser mãe ajudou-me a redescobrir-me e a assumir aquilo que quero e gosto, custe o que custar. A aceitar o que não pode ser mudado para já e a fazer-me mais confiança do que nunca.

Ser mãe não transformou a minha vida em azul, nem em rosa. Fez dela um arco-íris de mil cores em que todas elas fazem partes juntas.

E se não é preciso ser mãe para mudar, no meu caso foi uma enorme transformação).

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Photo by Oleg Ivanov on Unsplash

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Sabes filho...

Sabes filho um dia vais perceber que as pessoas que mais amas podem ser as que mais te magoam. E que tu também as magoarás quando chegar a tua vez. 

Também vais aprender que a confiança é fundamental mas que ainda preferimos omitir ou esconder cheios de boas intenções mas claramente enganados. 

Vais conhecer gente maravilhosa sozinha, colocada de lado, e gente sem eira nem beira seguida e aclamada por grupos de pessoas... a ti de perceber quem realmente interessa. Se aquele que todos seguem por ignorância ou se aquele que não se deixa ir na cantiga de todos. 

Serás com certeza surpreendido pela negativa exatamente quando e por quem menos estavas à espera mas em contrapartida a vida encarregar-se-à de colocar no teu caminho quem precisas, mesmo que isso nem sempre te pareça óbvio. Terás de abrir os olhos e o coração e dar muitas vezes o corpo às balas para ver quem aparece. 

Sabes filho, toda a gente tem como objetivo de vida "ser feliz" mas esquecem-se que só pode haver flores na Primavera se o Inverno for suficientemente chuvoso para isso. Que todos queremos ser boas pessoas, empáticos e frontais mas que nos afogamos tantas vezes no nosso dia a dia e no nosso ego e não estamos tanto aí para quem está à nossa volta quanto gostaria. 

Sabes filho, vou de certeza errar muitas vezes. E vou também desiludir-te e perdoar-te sempre que quem foi desiludida fui eu. Não te vou proteger de tudo, não que não o queira, mas porque há aprendizagens que só se podem fazer sozinho e indo de frente contra a parede. 

Sabes filho, aquilo que te digo pode parecer frio e insensato, mas o meu único objetivo é fazer de ti o melhor de mim... e de preferência bem melhor do que eu! 

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Photo by Kelli McClintock on Unsplash

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