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Crónicas da Cidade dos Leões

Um blog que adora partilhar dicas e reflexões sobre lifestyle, descobertas e organização. Sejam Bem Vindos!

Crónicas da Cidade dos Leões

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O Primeiro (de muitos) Julgamentos

Aproveitamos que estávamos os dois em casa para ir tratar do cartão do cidadão do herdeiro ao consulado. Sendo que não vamos a Portugal há praticamente um ano não queremos colocar em causa a possibilidade de ir pelo Natal e decidimos ir tratar do assunto, especialmente porque o cartão do cidadão deve ser feito nos primeiros vinte dias de vida de uma criança. 

Infelizmente o herdeiro anda numa fase em que acha que o mundo é muito divertido e que dormir é uma autêntica perda de tempo pelo que as sestas, tão necessárias nesta ideia, são esquecidas e depois temos de lidar com do "tenho sono mas não quero dormir". 

Durante o tempo de espera (muito atrasado, mesmo com hora marcada) e com os estímulos que vinham de todos os lados, a certa altura o pequeno desatou num pranto e ficou impossível de consolar muito por causa do sono acumulado.

Enquanto a funcionária que nos atendeu foi um poço de amabilidade e com uma paciência infinita, compreendendo que aquilo não estava a ser fácil de gerir, fez o melhor que pode para simplificar as coisas, a colega do guichet do lado, depois de soprar umas quantas vezes e praguejar mais algumas, perguntou-me descaradamente se não tinha ao menos água para dar ao miúdo.

Foi a primeira vez que alguém me fez claramente um julgamento pela forma como lido com o meu filho e fiquei nem sei bem como (entretanto, e sem me conseguir conter, respondi-lhe sem medir a educação das minhas palavras).

Se se ficasse só pelos suspiros ainda passava mas interpelar a mãe, neste caso eu, sobre o que deve ou não fazer é um limite que nunca acreditei que alguém conseguisse passar, especialmente quando o atraso foi deles e eu estava a fazer todos os possíveis para o acalmar e despachar as coisas o mais depressa possível...

Considero que existem duas razões para as pessoas fazerem julgamentos de valor sobre este assunto, sendo que uma delas é a falta de conhecimento e a outra puro azedume.

Para o segundo não há solução e para o primeiro o meu filho, em menos de três meses, já me ensinou o antídoto: muita paciência e meter todas as opiniões sobre a educação dos outros num sítio que nós cá sabemos...

Se estivessemos todos mais dispostos a colaborar e menos a julgar os outros, seja porque razão for, o Mundo seria um local bem mais agradável e encontraríamos bem mais soluções para os seus problemas. Porque a única coisa que aquela senhora conseguiu foi enervar-me mais ainda a mim e em consequência irritar ainda mais o meu filho fazendo-o chorar ainda mais. Ou seja ninguém ganhou nada com o negócio... 

E por aí, qual foi o julgamento mais ridículo que vos fizeram ou que vocês fizeram enquanto não tinham filhos? 

Um grande beijinho e até ao próximo post!

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Photo by Brytny.com on Unsplash

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Ser Crianças

As crianças são o melhor do Mundo, dizem por aí. 

Formemos crianças que sejas realmente tolerantes, fomentemos a amizade, a partilha e a solidariedade entre elas. 

Eduquemos crianças para serem livres e destemidas, para não terem medo de explorar o Mundo e de construir um lugar melhor. Deixemos de proteger demasiado as crianças já que isso só as tornará fracas e medrosas, de lhes ocupar o horário com atividades extracurriculares e deixemo-las brincar, fazer disparates e ser felizes. 

Que tenhamos tempo para dedicar às nossas crianças, de construir castelos na areia, de rir até nos doer a barriga e de saber que, mesmo que hoje não seja bom, amanhã faremos com certeza melhor. 

Deixemos de querer que os nossos filhos, sobrinhos, primos e netos sejam aquilo que nós não podemos ser mas sejamos nós mais otimistas, abertos e corajosos como eles tão bem sabem ser. 

E nunca nos esqueçamos que não são nem os presentes mais caros nem o maior número de embrulhos que criam as melhores memórias. São os momentos passados com os nossos, aqueles que mais nos marcam a alma e é assim que deve ser também para uma criança! 

Feliz Dia da Criança às vossas crianças e à criança interior de cada um de nós. Pois só assim o Mundo poderá ser um lugar melhor!

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Photo by Senjuti Kundu on Unsplash

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Como organizar uma Comemoração em casa... em 5 passos!

O Halloween aproxima-se a passos largos... e este ano a grande festa habitual e o pedido de doces de porta a porta foi por água abaixo. 

Por isso, e como acredito sinceramente que mais do que nunca precisamos de encontrar razões para festejar, trago-vos hoje 5 passos básicos para organizar uma pequena comemoração em casa (seja Halloween ou outra razão qualquer). E como a coisa se faz em pequeno comité é ainda mais fácil. Preparados?

- Deixar de lado o perfecionismo: Quando pensamos em festa pensamos em grande decoração e comida deliciosa e em quantidade importante. Mas a verdade é que já é Quinta-Feira e temos um final de semana bem preenchido. E, na maioria das vezes, esta procura pela perfeição seria a desculpa perfeita para abandonarmos a ideia logo à partida. 

Pessoalmente quando penso numa pequena comemoração em casa tento simplificar-me a vida ao máximo. Um jantar um bocadinho mais caprichado, se houver possibilidade disso, mas senão uma coisinhas rápidas compradas no próprio dia ou uma passagem no drive mais próximo de casa... Nada de muito luxuoso, nem caro... apenas algo que seja diferente do habitual. 

Claro que batatas fritas e snacks não são os melhores amigos do nosso sistema cardio-vascular mas também uma única vez no ano não nos vai fazer mal, os miúdos ficarão felizes da vida (e nós também) e ainda teremos a possibilidade de uma refeição tranquila e sem pressas...

Porque nem sempre o que é perfeito é possível e devemos, mais do que nunca, aprender a ser felizes com a nossa imperfeição. 

 

- Pensa na decoração: Halloween sem decoração não é Halloween. E mais uma vez não é preciso grande coisa.

Todos nós temos velas guardadas em gavetas, alguns frascos de vidro de conserva e fitas de tecido ou linha que foram ficando lá por casa. Apenas combinando estes três elementos conseguiremos um ambiente bem propicio a uma festa, seja ela qual for. 

Se tens vontade de fazer um bocadinho melhor podes sempre pesquisar via pinterest: as possibilidades são enormes seja comprando objetos decorativos seja usando material reciclado ou natural. 

 

- Playlist para a ocasião: Uma festa precisa sempre de uma playlist que combine consigo. E se não és bom para DJ não há problema nenhum.

Em plataformas de streeming ou no Youtube circulam uma série de playlists adaptadas a todas as festas possíveis e imaginárias: é só procurar! 

 

- Convivio: O mais importante em qualquer festa é o convivio. E se o tempo passado à mesa é já uma parte importante de um momento comemorativo, assim como uma playlist, pode ser necessário encontrar mais alguma coisa para poder interagir.

Neste caso os jogos de sociedade, os momentos de karaoke ou ler uma história em família (no caso de haver crianças) podem ser optimas opções. 

 

- Divertir-se e apreciar a companhia: 2020 têm-nos ensinado a dar valor a quem vive na mesma casa que nós. Por isso organiza estes momentos com o coração aberto e com o simples objetivo de apreciar um bom momento com quem vive contigo. Não precisa de ser perfeito, nem instagramável.

Apenas precisa de vos divertir e de vos dar a possibilidade de desfrutar de um momento de qualidade, divertido e saudável. 

 

Estas são as minhas dicas mais básicas para organizar uma pequena comemoração, seja ela de Halloween, dos Santos ou de qualquer outra razão. O que me parece importante é aproveitar todas as ocasiões para festejar a vida e criar laços e memórias com aqueles que nos são mais próximos. 

E por aí, qual a vossa relação com pequenas festas caseiras improvisadas? Pensam em organizar alguma coisa para o Halloween, os Santos ou nem por por isso? 

Boas Comemorações e até ao próximo post! 

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Photo by Paige Cody on Unsplash

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Não às Comparações

Especial Dia Mundial da Criança

Hoje celebra-se o Dia Mundial da Criança. Em primeiro lugar desejo um ótimo dia a todas as crianças aí de casa e que vocês pais, avós e familiares possam desfrutar ao máximo deles neste dia, com os devidos cuidados claro. 

Neste Dia da Criança pretendia trazer-vos um assunto que me diz muito: a comparação

Já falei aqui no blog sobre a comparação e de como as redes sociais são muitas vezes bastante nefastas para nós, exatamente por causa disso. Ela pode fazer-nos sentir mal na nossa pele, tirar-nos autoconfiança e, em casos extremos, impedir-nos de nos amarmos a nós próprios. 

No entanto, e apesar de enquanto adultos sabermos que as comparações podem ser bastante dificeís de gerir, temos tendência a fazer comparações entre os nossos filhos, sobrinhos e as restantes crianças que conhecemos. 

Penso que todos nós temos desejos para as "nossas" crianças. Todos nós gostávamos que elas fossem excelentes alunas, boas em desporto, sociáveis e respeitadoras, quietas e interessantes. No entanto isto são apenas as características que nós gostariamos que elas tivessem, não a forma como elas são realmente

Cada pessoa desenvolve diferentes tipos de inteligência, podem ser mais ou menos sociáveis e mais ou menos extrovertidas e isso não lhe trás mal nenhum.

Todos nós somos constituidos de diferentes pontos fortes e de diferentes pontos fracos e uma das nossas missões de vida enquanto adultos (ou enquanto membro integrante da família de uma pessoínha em crescimento) deve ser de a ajudar a desenvolver os seus pontos fortes sem dar aos seus pontos fracos um ar de ridículos ou de pouco importantes. Antes pelo contrário, devemos ajudá-las a aceitá-los como algo integrante da sua vida e que poderá ser alterado durante a sua vida. 

As crianças, tal como os adultos, precisam de se sentir apreciadas e respeitadas na sua individualidade.

Não digo com isto que tenhamos de aceitar todos os seus caprichos mas apenas que uma criança que gosta de ficar fechada em casa a ler não é menos saudável do que uma criança que é a vedeta da escola

Comparar constantemente a "nossa" criança introvertida e sossegada com a prima que é uma tagarela e a mais bonita da festa (E isso nos dois sentidos pois os pais da menina faladora vão poder compará-la à menina que lê livros por ser mais reservada e discreta) e só vai criar mal-estar entre as crianças enquanto crescem e a sensação de que os pais teriam preferido "a outra" quando serão adultos. 

E não há nada mais triste do que filhos que têm a impressão de ser a desilusão dos pais... 

E por aí qual a forma com que lidam com as crianças: comparam-nas mesmo de forma inconsciente ou não? Fizeram comparações convosco quando eram crianças?

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Photo by Jonathan Borba on Unsplash

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