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Crónicas da Cidade dos Leões

Um blog que adora partilhar dicas e reflexões sobre lifestyle, descobertas e organização. Sejam Bem Vindos!

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Quadras de Natal

Post n.º 24 do Calendário de Advento da Nala

A época natalícia é feita de poesia, de muita poesia. E foi nesta óptica que a Ana de Deus, a simpática autora dos Blogs Busy as a bee on a rainy day e d' Os desafios da Abelha, nos trouxe estas deliciosas quadras! 
 
Querida Ana, agradeço-te do fundo do coração por esta doce colaboração, pela tua imediata disponibilidade e rápido envio do mesmo. Votos de um Feliz Natal para ti e para os teus e que 2021 te traga muitas coisas boas! Um beijinho
 
o meu natal é alegria
é tempo de família.
o meu natal é magia
é celebração da vida.

 

o meu natal é reunião
de diferentes culturas.
o meu natal é opinião
cada qual com a sua.

 

o meu natal é paz
é tempo de concórdia.
o meu natal é ser capaz
de crer na misericórdia
 

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Mais amor, por favor!

Post n.º 23 do Calendário do Advento da Nala

Se ainda não comecei os balanços de 2020 aqui no blog não podia deixar de não pedir "mais amor" neste período de Natal. 

Todos nós sabemos que este ano foi bastante difícil, para alguns foi mesmo "o pior ano de sempre". Ficámos mais afastados do que nunca e, mesmo quando o meu positivismo me pede que veja as coisas com outros olhos, não consigo encontrar nenhum sentido no famoso "vai ficar tudo bem" que, quanto mais o tempo passa mais me parece desprovido de sentido... 

Para mim 2020 foi um ano de decepções, onde vi muitas pessoas de quem gostava preocuparem-se unicamente com o próprio "umbigo". Se foi difícil? Foi! Se faz mal? Nem por sombras... 

Queria no entanto deixar-vos mais um último post de reflexão deste Calendário: "quem fui eu para os outros?", "como me portei eu nestes momentos dificeís?".

À partida todos nós vamos dizer que fizemos bem e que nos portámos bem mas, mais a fundo, será que foi mesmo assim? 

Começo eu o balanço: tive uns meses complicados por causa do trabalho e o medo que todas as pessoas projetavam em mim (ou me exprimiam) me deixou de mau humor e com pouca paciência. Se por um lado precisava de também eu própria ser confortada, afinal vi-me sozinha longe da família, sem aviões e apenas com o meu marido sendo que os dois somos profissionais de saúde e estivemos lá do início ao fim já lá vão 9 meses.

Por outro tentei, como pude, racionalizar o medo alheio que sinceramente por vezes me parecia descabido aos meus olhos (ainda hoje recordo a amiga que me ligou em pânico porque o vizinho tossiu no vão da escada e ela, fechada em casa, tinha medo de ter sido contaminada...). 

Por isso, e apesar de não me culpar por isso, vejo as minhas falhas, que foram muitas! 

Que este Natal nos ajude a fazer as pazes connosco mesmo e com os outros, que pensemos um bocadinho "menos" em nós e consigamos olhar o próximo na cara. Não há doença nenhuma que seja razão para termos "nojo" do vizinho, especialmente porque os gestos barreira funcionam! E basta olhar para as redes sociais e mesmo aqui nos blogs para se perceber como este medo "do outro" está explicito em todo o lado. 

Que este Natal nos traga "Mais Amor, por favor". Porque estamos todos cedentos dele e nunca precisamos tanto que ele volte como agora... 

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Photo by Ben Mullins on Unsplash

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O Natal em casa da Anita

Post n.º 22 do Calendário do Advento da Nala

Quando convidei a Anita do blog Não me canso disto esperava um relato da super mãe de uma família numerosa. E ela não me desiludiu nem um bocadinho... E é nestas peripécias familiares tão simples que acenta o Natal! Um Feliz Natal para todos os 7 minha querida e muito obrigado por teres participado neste projeto!

 

O Natal é simplesmente o melhor momento do ano.

Não há grandes reuniões familiares, geralmente somos só nós os 7 e é tão bom.

Um jantar especial, com o bacalhau como prato principal. Neste dia o bacalhau sabe melhor. Outras iguarias natalícias, tão nossas se juntam, tal como uma salada de polvo. Nem todos os príncipes gostam, mas é Natal e ninguém ficará com fome neste dia.

No fim do jantar um filme em família. Terminado, os príncipes são arrastados para a cama, pois o melhor momento será na manhã do dia seguinte.

Os pais esses ficam a embrulhar prendas, horas e horas…

De manhã, bem cedo (mais cedo que os pais desejavam) os príncipes acordam. Todos têm que acordar. Ninguém abre a porta da sala se não estivermos todos.

Os príncipes mais novos ainda acreditam no Pai Natal (acho que este ano o Afonso já põe em questão!). Todos juntos, lá se abre a porta da sala. Cada um dos príncipes deixou a sua meia na noite anterior num local. A algazarra, a euforia, a alegria total.

No final de todas as prensas abertas cada um fica a admirar o que recebeu.

Ao almoço voltamos a encontrar-nos numa mesa cheia, onde a conversa roda à volta dos presentes.

Só para terminar:

  • os príncipes mais velhos acreditaram no Pai Natal até aos 11 anos

  • um ano, tal era o entusiasmo, que a meio da noite o Afonso ouviu o Pai Natal a estacionar as renas em cima do nosso telhado.

Mas o mais importante é estarmos os 7 todos juntos.

Bom Natal a todos.

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Photo by Lynda Hinton on Unsplash

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O Natal dos Hospitais

Post n.º 21 do Calendário do Advento da Nala

Li muito a frase "este Natal não teremos Natal para podermos ter para o ano" e não pude deixar de fazer toda uma reflexão com ela. 

Se é verdade que, se as coisas fossem lineares, isso seria realidade. Por outro, e talvez seja o meu lado mais realista a vir ao de cima, não será bem assim. 

A única coisa que está nas nossas mãos é a escolha atual: o que fazer neste Natal. Nada nos garante que estaremos todos à mesa de Natal no próximo ano.

A vida é demasiado imprevísivel para apostarmos tão alto. 

Hoje gostaria de trazer à nossa memória aqueles que passarão o Natal sozinhos para ficarem "protegidos", alguns sem terem sido ditos nem achados nesta decisão que cabe aos filhos.

Gostaria de deixar uma palavra de apreço aos pacientes que passarão esta Noite Santa numa cama de hospital ou sozinhos num lar de terceira idade. Aos que estão na rua à chuva e ao frio. Que quem estiver escalado nesta noite terá a dificíl missão de escutar e dizer uma palavra de conforto pela solidão que estão a sentir. 

Quantos desses estarão lá no próximo ano de boa saúde para poderem aproveitar. 2020 fez-nos esquecer duas coisas fundamentais: não é só o COVID que mata (antes fosse que era muito bom sinal, desculpem lá a franqueza) e que um ano é muito tempo! 

Todos os anos, e sempre que trabalho na véspera de Natal, saiu do hospital com a sensação de "dupla pena" que muitas daquelas pessoas sentirão. Estarem sozinhas e fragilizadas quando deveriam estar rodeadas pelos filhos e os netos. E algumas ainda têm a gentileza e metem o pouco que têm num sorriso e num "Boas Festas" dito em jeito de despedida. 

Não é de agora mas é ainda mais fundamental falar-se nisso neste ano. Se queremos falar de saúde e segurança que as possamos olhar pelos diversos angulos e nem todos são tão luzidios como aqueles que insistimos em ver!

E a incerteza do futuro é ainda mais flagrante nestes sítios. Aliás, posso agradecer à minha profissão e a tudo o que ela me fez sentir e ver o tanto que aprendi sobre desespero, tristeza e solidão. E daí ter opiniões tão marcadas e tão contrárias à maioria que simplesmente levantam os ombros e dizem "para o ano há mais". (E Deus sabe como lhe agradeço quando são os primeiros a sairem-se com essa frase, mesmo que isso me dê cabo dos nervos). 

Porque o nosso tempo é finito e escasso e "adiar" os afetos e os abraços não é a mesma coisa que "adiar" a compra do novo sofá da sala. Nada nos garante que haverá amanhã para os nossos idosos, os nossos familiares doentes ou mesmo para nós, por muito saudáveis que sejamos. Quantas vezes a vida já nos provou que se "apaga" em menos de nada? 

Que com restrições ou gestos barreira não esqueçamos que o ser humano precisa de afeto e não de uma "gaiola dourada" como aquela onde tantos idosos estão a viver com a "desculpa perfeita" de uma epidemia mundial. 

E porque um ano é muito mais tempo do que aquilo que parece e uma vida precisa de apenas um minuto para acabar ou para dar uma volta para melhor.  

Por isso passemos o Natal em segurança, com respeito dos gestos barreira, com máscaras, álcool-gel e o que quer que seja mas não "esqueçamos" que este Natal pode ser mesmo o último... e que há muito mais doenças do que aquela de que tanto se fala e que a solidão, mesmo que seja a zona menos arriscada, é tão mortal como o resto!

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Saudações Natalícias da Isa Nascimento

Post n.º 20 do Calendário do Advento da Nala 2020

Adoro tudo o que a Isa Nascimento nos traz aqui para os blogs. Desde a fotografia às palavras a emoção que consegue transmitir é contagiante.

Foi um prazer ter tido uma resposta positiva por parte da Isa ao meu convite. E, de uma coisa é certa, este calendário ficou a ganhar com o seu SIM! 

Obrigada Isa e muito amor por estes dias fora! 

 

Tenho de começar por agradecer o gentil convite para participar no "Calendário do Advento da Nala".

Foi um verdadeiro desafio pensar num tema natalício capaz de se enquadrar no projeto da Nala, mas decidir-me a escrever sobre ele foi um braço de ferro comigo própria.

Na verdade, são já demasiados os anos em que não aprecio a época das “festas”. Talvez esta afirmação seja até um eufemismo, pois começo a desejar que tudo já tenha acabado bastante antes de ter, sequer, começado…

Contudo, é igualmente verdade que sempre admirei os tradicionais postais de Natal que enchiam as nossas caixas de correio até à primeira semana de janeiro, há pouco mais de duas décadas atrás.

Lembro-me de, no trabalho, ter todos os anos a tarefa de atualizar a lista de destinatários das saudações natalícias, para que não houvesse desperdício de cartões por devoluções ao remetente nem custos de correio desnecessários. Esta tarefa era uma verdadeira seca e absolutamente indesejada…

As estações de correios ficavam a abarrotar na última quinzena de dezembro. Era preciso ter muita paciência para aguardar que a nossa vez chegasse para podermos, enfim, recordar o nosso amor e carinho a familiares e amigos.

Durante a espera, eu gostava de contemplar os expositores de postais à venda nos balcões dos CTT. Recordo-me especialmente bem das coleções da UNICEF e de refletir sobre o esforço criativo que era necessário para surpreender e atrair o comprador, ano após ano.

Conservei uma boa coleção de postais de Natal que fui recebendo ao longo da juventude. Abri a caixa onde os tenho guardados, juntamente com convites de casamento e postais de aniversário, para encontrar a inspiração que me fugia e conseguir redigir este texto e cumprir o meu compromisso.

Como tudo mudou desde os meus anos de juventude!

Mas não necessariamente para pior.

Do ponto de vista ambiental, os postais digitais enviados por e-mail já terão salvo milhões de árvores no mundo inteiro.

A nível pessoal também nos pouparam muitas horas de redação manuscrita de mensagens de boas festas. Com o “copiar e colar”, o “reencaminhar” e o “partilhar” tudo é atualmente muito mais fácil e rápido.

Deixou de haver o desgaste emocional associado a todo o ritual: escolher e comprar os postais (tentando ser original), escrever as saudações, enviar por correio…

Mas o ato em si tornou-se muito mais frio e impessoal. Um curto sms padrão resolve o assunto, cumprimos o dever e ficamos de consciência tranquila. É o reverso da evolução da comunicação digital

Poupa-se papel, poupa-se tempo, poupa-se a imaginação. Há milhões de sugestões à escolha sem necessidade de sair de casa (algo mais relevante do nunca).

Tudo à distância de um clique e sem acumulação.

Apesar disso, mexer novamente nessa realidade analógica fez-me sentir bem. Quando mudar de casa novamente, sei que voltarei a levar comigo aquela caixa de “Convites e cartões” cheios de sentimentos bons que me aquecem o coração.

São esses sentimentos que desejo partilhar aqui, pela mão da nossa querida Nala.

Não importa se as saudações natalícias são digitais ou analógicas, o importante é que as nossas vidas se encham de amor, luz e paz, antes, durante e depois do Natal!

Os presentes que desapareceram...

Post n.º 19 do Calendário do Advento da Nala

Aqui há uns anos atrás todos tinhamos direito às cuequinhas, ao par de meias e aos famosos after-eight debaixo da árvore de Natal. 

Ao longo dos anos essa "piada de Natal" foi sendo apagada da nossa memória à medida que a tia velhinha, a vizinha ou o primo afastado foram, também eles, desaparecendo na nossa vida. 

Se o Natal é história, fazem parte dela todas as pessoas que já cá não estão e que tanto nos fizeram sorrir com as suas histórias contadas em frente à lareira, as suas gargalhadas à volta da mesa enquanto nós, em crianças, faziamos disparates e maluqueiras juntamente com os primos e primas. 

Que neste Natal tiremos do baú as nossas memórias e as nossas mais belas recordações. Porque mesmo as pessoas em falta tem um lugar na nossa mesa, bem dentro do nosso coração! 

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Photo by Erica Marsland Huynh on Unsplash

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Mesa de Natal: Ideias de Decoração

Post n.º 18 do Calendário do Advento da Nala

Gosto sempre de ver uma mesa bem posta. É talvez das coisas em que sou mais "rigorosa" no que a decoração diz respeito. E se sou assim todos os dias, nas ocasiões especiais como o Natal do qual nos aproximamos a passos largos tento estar ainda mais atenta. 

Um dos principais mitos no que diz respeito a uma mesa bem decorada têm a ver como o tempo que demora. E é seguido de não muito longe está o segundo mito mais relacionado com o não ter um serviço de jantar adequado, que é como quem diz caro, e coisas "caras" para enfeitar. 

Com este post pretendo deixar-vos algumas ideias (que infelizmente não são da minha autoria já que o tempo urge e este post precisava de sair...) que são fáceis de realizar (já os fiz noutras ocasiões) e que não necessitam de muito investimento financeiro, apenas de algum tempo. 

Pessoalmente também não dou particular importância ao serviço, admito que cá em casa recebemos as visitas com um serviço da famosa "marca sueca" de mobiliário e ele nunca nos deixa mal vistos. Para incrementar a mesa precisamos apenas de uma boa dose de carinho, alguns chocolates, algumas velas e alguns elementos decorativos ou naturais recuperados (pinhas, decoração de Natal que temos a mais...). Nada de muito custoso nem de muito cronofágico. 

Por isso toca a preparar a mesa: mesmo que este ano sejamos pouquinhos à mesa e mesmo que isso nos pareça um desperdício, temos de tirar o melhor partido deste Natal e aproveitar tudo o que a vida nos dá. Afinal ela pode ser bem curta! 

E por aí, como preparam a vossa mesa de Natal? 

Todas as imagens são originárias de uma pesquisa no pinterest com as palavras-chave "idée de décoration de table de noël"

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O Natal é o Nascimento de uma Estrela - O Natal pelos olhos do meu marido

Post n.º 17 do Calendário do Advento da Nala

Já não é a primeira vez que ele "me entra" pelo blog dentro e me escreve um texto. Num ano que foi tão difícil mas que teve tanto significado para nós era indispensável que ele fizesse parte deste Calendário do Advento. Afinal é ele o companheiro que escolhi para me acompanhar nas noites mais frias e escuras assim como nos dias mais ensolarados, quando os dias se alongam e o Sol nos bate na cara sem pedir permissão. 

Muito Obrigado por esta participação e por toda esta reflexão que nos trouxeste!  

 

O Natal é o nascimento de uma estrela nas noites mais frias.

Dia a dia, pouco a pouco, vamos percorrendo o nosso inverno com cada vez menos dia e mais tempo de noite. Inexoravelmente uma cortina de escuro e de frio desce sobre o mundo, custa acordar de manhã e enfrentar a neblina, custa passar o dia a ver o sol descer no horizonte, custa chegar a casa durante a noite e esperar por um amanhecer que está ainda demasiado longe.

E é precisamente aqui, nas noites mais longas, que há a oportunidade de fazer nascer uma estrela.

Afinal as estrelas mais brilhantes necessitam das noites mais escuras para se destacarem mais.

É nesta dicotomia que percorremos Dezembro, nas trevas procurando uma luz. Onde a encontrar, portanto?

Talvez a estrela que precisamos no dia de Natal temos obrigação de a ir acendendo todos os dias, de a intensificarmos com o nosso calor, de iluminarmos as noites com a nossa presença.

Mais do que em nós precisamos de a ver nos outros, naqueles que estão mais próximos, naqueles que mais precisam de luz porque estão imersos naquela escuridão que dura o ano todo.

Acendamos portanto essa luz com palavras e ações, vejamo-la brilhar em cada gesto, em cada bocadinho que partilhamos. Nos átomos pela paz que podemos lançar no universo.

A árvore escura na floresta era uma promessa, metia medo a quem passava, o vento uivava através dela durante a longa noite de inverno. E ainda assim colhemos a árvore, trouxemo-la para o pé de nós onde há vida e colocámos luzes e enfeites de natal.

Vamos então à floresta de novo, enquanto a luz se apaga lentamente nos dias de Dezembro, colher aquilo que nos mete mais medo, para nessa promessa de acender uma luz a possamos ver a brilhar no dia de Natal.

E nas memórias dessa noite prometida, partilhemos com quem amamos a luz, prometendo que mais do que iluminar a noite mais longa, será uma promessa de memória futura e luz para o ano que vem.

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Photo by Aaron Burden on Unsplash

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Uma Palavra de Gratidão

Post n.º 16 do Calendário de Advento da Nala

O advento é também pautado por valores como paz, partilha e gratidão e hoje quero falar-vos de gratidão.

Como seres humanos temos tendência a ser insatisfeitos e estamos mais preocupados em cumprir objetivos em série em vez de apreciar aos pouquinhos o que vamos conquistando. E depois, como mal nos damos conta do que já temos, convencemos-nos de que não temos nada porque simplesmente nem nos apercebemos do que já temos.

Só para vos dar um exemplo do nosso nada: se pararmos para pensar todos nós temos um computador ou um telemóvel por onde lemos este blog, eletricidade para o pôr a funcionar. Temos também uma ligação à internet e uma visão capaz de nos permitir ler um blog. 

Se lemos um blog, quer dizer que tivemos a oportunidade de aprender a ler e escrever. Que certamente temos um teto em cima da cabeça e alguma coisa para aconchegar o estômago e, com um bocadinho de sorte, uma manta quentinha para nos enrolarmos enquanto vagueamos por esta blogosfera fora... 

Afinal temos ou não temos tanto que agradecer? 

Deixo-vos como tema de reflexão para hoje essa mesma Gratidão e convido-vos a dedicarem algum tempo a fazerem a vossa própria Lista de Gratidão. Acreditem que pode ser difícil ao inicio mas, quanto mais nos treinarmos a reconhecer o que temos mais fácil este exercício se tornará. 

Pela minha parte quero deixar-vos também uma palavra de gratidão. Gratidão por estarem desse lado, por me acompanharem nesta "parte de mim" que é o Crónicas. 

Gratidão pelas partilhas, pelas opiniões, pelos comentários e pelos desafios. 

Gratidão por sentir que também aqui tenho "um lugar" a que posso chamar casa. E são os vossos comentários que o tornam ainda mais especial. 

Este post é sobre Gratidão e eu estou-vos infinitamente grata por tudo!

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Photo by Mary Oloumi on Unsplash

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Filmes de Natal

Post n.º 15 do Calendário do Advento da Nala

Este ano, muito por causa do confinamento e de um cansaço extremo, tenho passado algum tempo enroladinha numa manta e a ver filmes de Natal. 

Se vos posso sugerir um (que não é um, são 3) será a Trilogia "A Christmas Prince".

Estes filmes, com a assinatura da Netflix, levam-nos até Aldovia, um pequeno pais onde acompanharemos Amber, uma jovem jornalista americana que se infiltra e marca profundamente a família real. 

A história de amor e amizade, assim como as mágicas decorações de Natal e a alegre banda sonora fazem-nos entrar no espírito da época. 

Em termos comparativos, esta comédia romântica faz inevitavelmente pensar ao "Diário da Princesa" e têm o mesmo poder de deixar "enfeitiçados" os corações mais românticos. 

Enfim, uma comédia romântica tranquila que permite desfrutar muito bem destes dias que antecedem o Natal! 

E vocês, que filmes de Natal aconselham?

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