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Crónicas da Cidade dos Leões

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Ter | 13.04.21

O legado do Príncipe Filipe: A arte de não se levar a sério

Nala

Apesar da tinta que correu no passado fim de semana sobre o processo de José Sócrates, e que não nos trouxe nada de novo, assumo que a minha atenção se focou nas notícias que chegaram do Reino Unido sobre a morte do Príncipe Filipe, Duque de Edimburgo.

Não sou "monárquica" no sentido político do termo mas tenho um grande interesse pela história, o desenvolvimento destas organizações seculares que chegaram aos dias de hoje e que tanto nos podem ensinar, desde que tenhamos vontade de aprender com elas.

Sim, sim eu sou um bocado "contracorrente" nesta história de se destruir monumentos e de se empurrar para debaixo do tapete tudo aquilo que já passou em vez de se aprender com o passado, os seus erros ou as aprendizagens. Sabe-se lá porquê mas acho que isso funcionará melhor na construção de um futuro mais inteligente do que o "destruir para esquecer" que nos é proposto hoje em dia e que tem, infelizmente, cada vez mais adeptos. 

Filipe de Edimburgo, nascido Príncipe da Grécia e Dinamarca, morreu na última Sexta-Feira aos 99 anos. Uma personagem que ficará na história como o consorte com maior longevidade da corte inglesa.

Apesar de ser muitas vezes visto como uma figura "secundária" da família real, o Duque teve uma história pessoal muito interessante: sobrinho do último Rei da Grécia, foi exilado com a família aos 18 meses, tendo sido para isso escondido dentro de uma caixa de tangerinas, e acabou sendo abandonado pela mãe, a Princesa Alice de Battenberg que sofria de esquizofrenia.

Foi também um militar dedicado na Segunda Guerra Militar e um dos maiores impulsionadores da "modernização" da Coroa Britânica, mostrando "as pessoas por trás do protocolo" e defendendo a transmissão televisiva de alguns dos principais atos da coroa e os encontros entre os membros da família real e do povo. 

Conhecido no Mundo inteiro como o "Rei das Gaffes", sempre vi neste homem alguém que não se levava muito a sério e que tinha um certo gosto pela quebra das regras quando necessário. Sem se deixar abalar pelo protocolo ou pela crítica que nunca lhe foi poupada e demonstrando uma fidelidade pouco comum ao papel que lhe foi atribuído. 

E isso, num Mundo onde cada vez nos preocupamos mais com a imagem que os outros têm de nós e com o ficar bem na fotografia custe o que custe é, em minha opinião, uma lição a não esquecer quer gostemos ou não da pessoa ou daquilo que ela representa. 

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