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Crónicas da Cidade dos Leões

Um Blog que começou por ser um diário e que cresceu para algo mais. Por aqui os temas vão do desenvolvimento pessoal ao bem estar sempre com dicas e reflexões a propor. Sê bem vindo e se te agrada: segue! :)

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Ter | 28.01.20

Melhorar a Relação com os Colegas de Trabalho em 5 passos

Nala

Falei-vos imensas vezes no início deste blogue das relações meio "adversas" que tenho com os meus colegas de trabalho. É uma equipa com a qual pouco me identifico e com quem tenho tendência para entrar em conflito. Cheguei a contar algumas "anedotas" que aconteceram (e continuam a acontecer). 

No entanto, e como mudar de emprego estava fora de questão e colegas idiotas há-os em todo o lado, tentei criar estratégias para que a minha relação com eles melhora-se e que a minha vida se tornasse mais suportável. 

Não que sejamos amigos ou que tivesse conseguido mudar a forma de estar e de trabalhar dos outros, isso seria impossível. Apenas mudei a minha própria forma de agir e de ver o que se passa e as coisas melhoraram imenso. 

Espero que estas 5 dicas vos sejam úteis. Para mim foram verdadeiras descobertas: 

Dica n.º 1) "É esta a pessoa que eu quero ser?"

Foram tantas as vezes em que me senti atacada ou que o meu trabalho não tinha continuidade ou era posto em causa que acabei por me tornar uma pequena "tirana" que passava metade do dia à espera que os outros fizessem asneira para ter "uma pedra para atirar". Já tinha tentado tudo o que poderia tentar em relação ao profissionalismo de algumas pessoas: falar com os próprios, falar com o chefe, sobrecarregar-me a mim para que o trabalho ficasse de acordo com o meu nível de exigência... A verdade é que daí apenas resultou um cansaço extremo da minha parte e uma atitude amarga e negativa que crescia dia a dia. 

Quando comecei a aperceber-me de tudo o que se estava a passar comigo mesma comecei a questionar-me se essa pessoa era aquilo que eu queria realmente ser.

A resposta não foi difícil de obter... mas mesmo assim demorei algum tempo até conseguir que o meu cérebro mudasse a sua forma de funcionar e não reparasse, em primeiro lugar, naquilo que não estava exatamente como eu queria ou achava que devia ser. 

Hoje as coisas já estão mais calmas mas a pergunta: "é mesmo essa pessoa que quero ser"? continua a acompanhar-me. (Infelizmente eu mudei, mas o meu colega direto continua a não mexer uma palha no serviço... mas fazer o quê se não tenho o poder de mudar a sua forma de estar?).

2) Ver o lado bom das pessoas: 

Todas as pessoas têm dois lados: um bom e um menos bom. Mais uma vez tive de fazer um esforço enorme e obrigar-me a ver o lado "bom" das pessoas, mesmo quando a minha cabeça me dizia que ela era péssima. 

A estratégia que usei foi sempre que uma ação ou atitude me contrariava e a minha cabeça se enchia de pensamentos negativos e incriminatórios em relação à pessoa que estava à minha frente, eu contrabalançava de forma consciente com um pensamento que colocasse em evidência uma qualidade dela. 

Desta forma deixei de ter a minha cabeça sempre inundada de coisas más e mantenho sempre o "por vias das dúvidas" em aberto. E acreditem que quando controlamos os maus pensamentos é muito mais fácil de relativizar o que não está do nosso agrado. 

3) Ser mais assertivo e, em caso de dificuldade, jogar a carta do bom humor: 

Apercebi-me que, quanto mais as coisas estavam difíceis, mais eu assumia (inconscientemente) o papel de vítima. Não o fazia de propósito mas passava demasiado tempo a "remoer" naquilo que me diziam ou faziam mas não levantava a voz para me defender. 

Ter a capacidade de dizer a quem de direito que não concordava foi uma necessidade que surgiu naturalmente. Nem sempre é fácil, mas com uma boa dose de humor, as coisas podem ser ditas e ouvidas de forma mais suave e, pelo menos eu, ganhei muito com isso. 

4) "Trabalho é trabalho, conhaque é conhaque"

Ser reservado em relação à vida privada é um direito que temos e que nos protege, muitas vezes, de ser o tema de conversa da hora de almoço. Se as relações com a equipa não são as melhores manter a cordialidade mas guardar para si alguns aspectos mais intímos pode ser uma excelente ajuda. 

Se, da parte de algumas pessoas, houver alguma pressão e nos façam perguntas à qual não temos vontade de responder temos sempre a possibilidade de escolher dizer que é um assunto privado sobre o qual não queremos falar. Esta foi outra aprendizagem "de ouro". 

5) Ser profissional acima de tudo

Manter uma postura profissional, saber respeitar e trabalhar em equipa são valores fundamentais que nunca devemos perder de vista, mesmo quando não nos "pagam" na mesma moeda. Não é fácil e eu assumo que muitas vezes me esqueci deste principio, mas a verdade é que me sinto bem melhor comigo própria se fizer as coisas desta maneira. E isso não têm preço! 

E vocês, têm algumas estratégias a acrescentar a esta lista? Gostaria de saber mais sobre as vossas relações laborais e o que isso implica no vosso dia a dia.

Um grande beijinho e até breve! 

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Photo by Icons8 Team on Unsplash

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