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Crónicas da Cidade dos Leões

Um blog que adora partilhar dicas e reflexões sobre lifestyle, descobertas e organização. Sejam Bem Vindos!

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Qui | 20.05.21

Aprender a Escutar

Nala

Escutar é algo que está ao alcance de muitos de nós. No entanto cada vez mais nos limitamos a reconhecer e a reagir ao som que nos chega seja porque nos sentimos vulneráveis com as más emoções do outro seja porque temos mais mil coisas na cabeça. 

No entanto quando alguém nos procura para desabafar (sem exageros, claro) pode ser porque precisa mesmo disso e sobretudo porque confia em nós... 

Coloquemos-nos na pele de quem procura ser ouvido por outra pessoa: recordaste da última vez em que tu próprio o fizeste? O que aconteceu?

A grande maioria de nós provavelmente recebeu um conselho que não tinha pedido ou um "vai ficar tudo bem" cheio de boas intenções mas cujo efeito nem sempre é o desejado. Mas uma coisa é certa, a escuta empática que era aquilo que nós precisávamos ficou aquém das nossas expetativas...

E se isso já nos aconteceu não valerá mais a pena evitarmos de repetir a mesma coisa com os outros?

Hoje trago-vos quatro pequenas dicas para colocar em prática da próxima vez que um amigo ou um familiar vos procure para "esvaziar o saco". 

Nenhuma destas dicas entra no cliché do "repetir a última frase" ou "resumir o que a pessoa vem de nos dizer" porque, parto do princípio, que se estamos mesmo atentos não precisamos de "estratégias" para nos mostrarmos atentos...

 

- Ouvir até ao fim:

Uma vez ouvi alguém dizer, que quando precisava de desabafar, pedia de antemão que a deixassem ter pena de si própria e que não a interrompessem de forma nenhuma. Não me lembro de quem foi a pessoa mas lembro-me que, inicialmente, esta abordagem me parecia excessiva. 

Dias mais tarde dei por mim a desabafar e percebi que era mesmo só disso que eu precisava: enumerar os meus problemas em voz alta, ter pena de mim q.b. e chorar, gritar ou ser mal-educada durante alguns minutos para depois retomar as coisas em mãos e fazer o que tinha de ser feito. 

Depois disso acredito sinceramente que ouvir até ao fim sem interrupções e mostrar empatia pela pessoa que temos em frente é maior ajuda do que todos os bons conselhos que estamos dispostos a dar...

 

- Deixar-se de comparações:

Este é o meu maior defeito! Quando alguém me conta um problema ou uma história imediatamente procuro situações similares que vivi. Não o faço por mal, apenas quero mostrar que passei por algo parecido e "sobrevivi".

Mas em realidade o resultado é contraproducente já que vou sobretudo "minimizar" os sentimentos dessa pessoa. 

Em primeiro lugar quando fazemos isso mostramos-nos mais focados em nós mesmo do que no outro e em segundo lugar cada experiência é altamente subjetiva e não pode haver comparação justa quando as condições e as dificuldades não são as mesmas. 

Por isso nada de comparações de qualquer ordem, independentemente do grau de parentesco ou da amizade que temos pela pessoa em questão já que podemos saber muito da sua vida pelo que ela nos conta mas estamos longe de viver na sua pele

 

- Evitar apresentar soluções (ou uma ode ao "se o conselho fosse bom era pago")

Que atire a primeira pedra quem nunca "largou" dois ou três conselhos durante uma conversa de desabafo completamente convicto de que era isso que nos estava a ser pedido? 

Pois garanto-vos que isso não é, muitas vezes, o caso. 

As pessoas deixam normalmente subentendido se querem um conselho ou, em casos mais graves, pedem essa ajuda espontaneamente. 

Dar conselhos gratuítos não vai ajudar, na maioria das vezes, e pode deixar a pessoa com a sensação de que nem está a ser ouvida nem compreendida. 

E além do mais, a maioria das vezes nós até sabemos bem lá no fundo qual é a solução, só precisamos de falar alto para chegar lá e aceitar o que nem sempre queremos ver. 

 

- Praticar uma escuta ativa: 

Colocar questões necessárias, não fazer julgamentos, mostrar que estamos ali para o que der e vier (com o devido respeito pelos nossos próprios valores, claro) e apaziguar as inquietações da outra pessoa sem as minimizar. Mostrar interesse e perguntar por novidades alguns dias depois, com muita descrição bem entendido.

E não tomar partidos sobretudo quando o sofrimento tem a ver com outra pessoa... afinal só conhecemos um ponto de vista e não é porque alguém está triste que não pode estar errada (falo mais desta assunto aqui).  

 

E por aí, quais são os vossos conselhos (ou os vossos erros) na hora de escutar melhor quem nos procura para desabafar? 

Um enorme beijinho e até ao próximo post!

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Photo by Marcia Mota on Unsplash

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