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Crónicas da Cidade dos Leões

Um Blog que começou por ser um diário e que cresceu para algo mais. Por aqui os temas vão do desenvolvimento pessoal ao bem estar sempre com dicas e reflexões a propor. Sê bem vindo e se te agrada: segue! :)

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Ter | 11.08.20

Amizades

Temos a obrigação de cuidar de uma amizade como cuidamos de um amor

Nala

As relações de amizade são fundamentais na nossa vida. Sejam amigos de infância, amigos que conhecemos durante os anos de faculdade ou amigos de vida adulta, estas pessoas são parte integrante de nós mesmos e vamos necessariamente aprender muito com elas. 

Os amigos são, normalmente, companheiros de estrada durante uma parte do nosso percurso.

Temos fases em que somos inseparáveis e outras em que as escolhas pessoais, as responsabilidades ou mesmo a distância nos afastam. E é na forma como os protagonistas desta relação interagem com todos estes fatores que se cria a linha que separa uma amizade para a vida de uma amizade "para uma parte da nossa vida". 

Quantas vezes, no fim da adolescência ou no início da vida adulta, acusámos os novos namorados dos nossos amigos de os afastarem de nós ou, mais tarde, nos sentimos cheios de ciúmes dos filhos que chegaram e que nos impedem de aproveitar devidamente aquela companhia a que estávamos tão habituados?

E aquela fase chata em que entramos na faculdade em cidades diferentes e são as novas pessoas e o não estar junto todos os dias os principais responsáveis por esse afastamento e acabamos a morrer de inveja de quem partilha, atualmente, o dia a dia daquele que era até então o nosso único melhor amigo. 

No entanto todos nós nos apercebemos, nem que seja anos mais tarde, que o coração dos amigos têm sempre lugar para "mais um" e que esta adaptação das prioridades é uma razão para ficarmos felizes por eles e não o contrário. 

As relações de amizade duradouras evoluem e adaptam-se às mudanças e, tal como uma relação amorosa, a amizade desgasta-se e é bilateral pelo que não serve de nada que um dos dois faça esforços impressionantes para manter a "chama acesa" se a resposta não for recíproca. 

E a diferença entre as diferentes amizades não advém necessariamente das diferenças entre pessoas mas sim do quanto estamos dispostos a abdicar, a felicitar, a aprovar e a aceitar as escolhas dos outros mesmo quando eles se reorganizam, crescem e se dedicam a um curso, a um emprego, a outros amigos ou a uma família e nos dão a impressão de passar para segundo plano. 

Tenho vários amigos que vivem bem longe mas que encontram sempre tempo na sua agenda para estar comigo (nem que eu vá de férias na pior altura para eles). Tenho vários amigos com os quais não falo todos os dias, não sei as novidades "em tempo real" mas com os quais nunca me falta assunto e quando nos vemos podemos falar durante horas. 

E são estas as amizades que mais prezo nos dias que correm porque sei que, apesar de viverem as suas vidas e nem sempre terem tempo para mim, estarão lá seja qual for a adversidade. 

Percebi a importância destes amigos há medida que a minha própria vida foi evoluindo. Hoje em dia não preciso de trocar milhares de mensagens por dia com um amigo para o sentir como "amigo". Acho que seria capaz de afirmar que são os amigos dos "milhares de mensagens" os que mais me têm desiludido,

Aprendi a dispensar também os amigos cuja preocupação é o "eu" e nunca o "tu" ou aqueles que respondiam com "piedade" às mensagens que enviava porque achava que "a vida deles é tão ocupada tenho de ser eu a fazer o esforço" como se a minha própria vida fosse menos preenchida.

Se há algo que a maturidade me trouxe, e que o ano 2020 pela sua intensidade colocou ainda mais a nu, foi esta certeza de que a amizade é muito mais do que fotos, festas e conversa de treta, que aqueles que são mesmo bons ficarão do nosso lado independentemente de nem sempre serem perfeitos e que ninguém deve aceitar amizades que valham menos do que isso. 

Temos a obrigação de cuidar de uma amizade como cuidamos de um amor mas não devemos, em caso algum, aceitar tudo em nome dessa mesma amizade. E às vezes uma rotura e um adeus são mesmo inevitáveis por muito que isso nos custe. 

Por isso cultivemos as boas amizades, daquelas que estão lá sempre, mesmo que não nos coloquem num pedestal, pois são essas as que mais valem a pena. 

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