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Crónicas da Cidade dos Leões

Um Blog que começou por ser um diário e que cresceu para algo mais. Por aqui os temas vão do desenvolvimento pessoal ao bem estar sempre com dicas e reflexões a propor. Sê bem vindo e se te agrada: segue! :)

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Seg | 08.06.20

A Cirurgia #1

Nala

Para 2020 haviam muitos planos: o casamento e depois dele vários outros entre os quais uma operação. 

Aqui a menina andou a dedicar-se a criar uma pedra na vesícula do tamanho de um ovo de coderniz e, como era de esperar, era preciso tirá-la de lá. 

A cirurgia foi adiada devido ao Covid mas assim que foram retomadas as cirurgias previstas lá fui eu tirar a dita cuja. 

Era supostamente uma cirurgia "fácil", em ambulatório. Foi em ambulatório mas dai a ser fácil temos muito que falar. Enfim... adiante... 

Foi uma experiência dificil essencialmente por estar sozinha, sem puder ter acompanhantes. Não que o pessoal de enfermagem não esteja lá mas o não ver uma cara conhecida pode ser uma prova. Enquanto se corre à direita e à esquerda não há muito tempo para sossegar as pessoas. Especialmente uma "miúda" que se vai restabelecer em dois tempos... 

Atenção que não estou com isto a criticar ninguém mas digamos que aprendi alguma coisa em ter passado "para o outro lado". Depois de 4 anos a intervir em cirurgia compreendi finalmente o que os meus pacientes experiênciam... e isso é uma lição daquelas. 

A saida de hospitalização também não foi simples. Como não podem subir acompanhantes nos serviços (obrigado COVID) vi-me obrigada a vestir-me sozinha e a percorrer os corredores primeiro para ir buscar os papéis e depois para fazer a saída administrativa.

Isto tudo com uma mochilinha às costas que, como menina precavida, tinha levado um necessairezinho e um pijaminha para o caso de ter de ficar por lá (notasse muito que estava uma pilha?), e de ter quatro furos recentemente feitos na barriga... 

Chegar à entrada do hospital e vê-lo foi uma sensação de alívio daquelas. Como se finalmente se saisse do meio médico e se entrasse naquela esfera familiar onde as dores são partilhadas por todos e tudo serve para ajudar e aliviar.

Tenho acompanhado o sofrimento de quem está hospitalizado por muito tempo com todas as restrições de acompanhamento. Mas passá-lo na pele é outra coisa completamente diferente. Quase que "desumaniza" os serviços de saúde onde, cada vez mais, sabemos que o acompanhamento da rede social de apoio é fundamental.

Pessoalmente estar "sozinha" foi algo que me marcou mesmo muito. E por aí, experiências de internamentos em tempo de COVID? 

(Esta aventura da Cirurgia ainda agora começou... não deixem de seguir os próximos capitulos...)

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2 comentários

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    Nala

    10.06.20

    A mudança de perspectiva é sempre enriquecedora... mas cair assim do outro lado é vertiginoso!
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