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Crónicas da Cidade dos Leões

Um blog que adora partilhar dicas e reflexões sobre lifestyle, descobertas e organização. Sejam Bem Vindos!

Crónicas da Cidade dos Leões

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Até Breve, M!

Porque a Cidade dos Leões está a ser abandonada pelos nossos amigos!

A M. foi uma das poucas amigas que conquistei na Cidade dos Leões. Por aqui conheci algumas pessoas de quem gosto e que se preocupam comigo mas não os sinto como um "amigo" a sério. 

A M. conseguiu em poucos meses ler-me como poucos e fazer-me assumir algumas coisas, ajudou-me e apoiou-me e do meu lado fiz exatamente a mesma coisa, pelo menos da melhor forma possível.

Ainda para mais deu-me uma certa lição pois não é daquele género de pessoa que te vai permitir que a "guardes" só para ti...e senhores como eu tenho a mania de fazer isso...

A passagem dela por Lyon, que era de apenas alguns meses, foi marcada pela pandemia. Teve muitos problemas para voltar para Espanha (e espero sinceramente que consiga chegar lá hoje) e terá algumas outras coisas para resolver ao chegar...

Esta pandemia deixou-nos a todos meio que "no meio da ponte" mas especialmente as pessoas que estavam em fases importantes ou instáveis. 

A última vez que me visitou, já que estou em casa e sem me puder mexer muito por enquanto, prometeu-me uma mariscada na Galiza bem regadinha com "alvarinho". Espero que ela seja possível em breve!

Ao longo destes anos já disse "até já" a muitas pessoas e, exceto alguns casos, consegui manter essas amizades apesar da distância. Mas nunca me habituarei a dizer constantemente "adeus" às pessoas que entram na minha vida e que acabam por se afastar para seguir a sua vida ou para me deixar seguir a minha. É que não há conforto maior do que uma mesa rodeada por amigos. 

E ultimamente a Cidade dos Leões têm-me trazido muitos "até já" pois os amigos vão todos partindo pouco a pouco... 

Por enquanto resta-me desejar muita sorte à M e um o menos sofrido possível regresso a Vigo!

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Photo by Joseph Pearson on Unsplash

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Covid e Emigração

Sempre vivi bem o facto de viver no estrangeiro porque, inconscientemente, sabia que podia estar em Portugal em menos de nada. 

Esta procura constante pela próximidade com o aeroporto foi uma espécie de "ponto positivo" até na escolha da cidade onde vivo atualmente. 

Este ano as coisas estão muito diferentes...

Quando foi dado o alerta de confinamento geral ainda estavamos de férias em Portugal. Voltámos apressados para Lyon, antecipando a viagem por medo do fecho das fronteiras e das necessidades dos nossos serviços respetivos. 

Mal me despedi dos meus. Foi uma despedida meio vazia sem direito a beijos, nem a abraços... 

Com a chegada a Lyon, chegou o "confinamento" às nossas vidas. Cá por casa estivemos os dois "no terreno".

Com o inicio das fases de confinamento começa a falar-se de férias e as fotos com membros da família voltam a abundar, novamente, nas redes sociais. 

Este ano tinhamos previsto uma semana em Julho e três em Setembro. E a eterna questão colocasse: será que vamos poder ir a Portugal

Estas "trancas à porta" estão a ser o mais complicado de gerir... o não saber quando poderemos ver os nossos e o nó na garganta quando pensamos na idade avançada de alguns membros da família... 

A "vida de emigrante" não é fácil. Talvez seja mais fácil a experiência para uns do que para outros dependendo do grau académico, das oportunidades, do conhecimento da língua e da cultura do pais de acolhimento... Nesse caso não me posso queixar. 

Mas esta situação tão particular mostrou, mais uma vez, o difícil que pode ser não se saber quando se verá a família ou os amigos e a incerteza de os encontrarmos a todos lá. 

E se o virus nunca desaparecer ou nunca se criar uma vacina, será que nos manteremos para sempre longe dos nossos? 

As férias? aproveitarei com os devidos cuidados, claro.

E até será engraçado termos alguns dias para isso já que no último ano todas os dias de descanso foram dedicados à organização do casamento e já ando com mil ideias para visitar num raio de 100 Km daqui*. Pelo menos para Julho será assim. 

Mas não posso deixar de salientar a sensação de "pertença a lugar nenhum" que é esta impossibilidade de ir a casa.

Já me disseram que estamos todos no mesmo barco, até pode ser que sim, mas de certeza que uns estão ao leme e outros escondidos num canto no fundo do convés.

*100 Km a "vôl d'oiseau" é a distância atual para viagens permitida pelo governo francês dentro do território, salvo em casos excepcionais claro. 

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Photo by JESHOOTS.COM on Unsplash

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O Natal enquanto emigrante - O Natal de A dESarrumada

Caixinha n.º 22 do Calendário do Advento da Nala

Antes de mais queria deixar um obrigada à querida Nala pelo convite para escrever um textinho para o seu cantinho, um blog cheio de positivismo e que adoro ler! Não sabia muito bem o que escrever sobre o Natal , visto ser uma época que não tenho festejado muito, nos últimos anos, com a família.

Cheguei a França há 5 anos e desde logo vivi o meu primeiro Natal longe da família. Apercebi-me que, entre trocas e troquinhas de férias com os colegas, nem sempre ia ser fácil passar o Natal em Portugal. E apercebi-me agora ao escrever este texto, que, em 5 anos, só passei esta época uma vez em Portugal.

Emigrar é isso, é um contrato que assinamos com a nossa vida, supostamente para a melhorar financeiramente, e pessoalmente, mas às vezes, demasiadas vezes, esse contrato vem com umas letras muito pequeninas, às quais eu chamo carinhosamente de "a cláusula da distância".

Esta cláusula da distância diz-nos, ou pelo menos disse-me - que nestas coisas só posso falar por mim - que vamos distanciar-nos de muitos problemas que há no nosso país, mas que vamos atrair uma distância física de alguns eventos familiares. Sendo um deles, o Natal.

Sim, viver o Natal enquanto emigrante é saber que por vezes vamos estar longe. Mas, ter a certeza que, apesar de longe, quem importa estará sempre pronto para nos receber "de volta".

Beijinhos a todos e Feliz Natal!

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Photo by Aaron Wilson on Unsplash

A dESarrumada é uma das bloggers mais conhecidas do Sapo. Se ainda não conhecem o blogue dela "O Diário de uma Desarrumada" (o que eu dúvido) não deixes de passar por lá. 

Quando lhe falei deste Calendário do Advento ela disse-me logo que sim e abrilhantou-nos com um texto tão sentido e um bocadinho diferente do seu registo habitual. Este texto toca-me de uma maneira muito especial pois, tal como ela, também eu abracei a emigração em detrimento dos momentos em família e entre amigos. 

Minha querida dESarrumada não sei se este ano passas o Natal por terras lusas ou não mas, independentemente, de tudo desejo que a Magia do Natal ilumine os teus dias e que o novo ano seja maravilhoso. 

Um grande beijinho, um Feliz Natal e um ano de 2020 cheio de coisas boas! 

 




O Natal... à francesa!

Caixinha n.º 10 do Calendário do Advento da Nala

Cheguei a França há 5 anos, no final do mês de Novembro, por isso deparei-me logo com as diferenças que existem entre o Natal Francês e o Natal Português. 

É de notar que, pelo facto de virmos da mesma cultura judaíco-cristã faz com que as árvores de Natal e os presépios façam parte da decoração de Natal das famílias.

Existem, no entanto, muitas famílias que preferem trocar o aconchego do lar por uma férias na Neve, especialmente nos Alpes e nos Pirinéus, de forma a aproveitar a neve e a possibilidade de praticar desportos de Inverno. 

De uma forma mais tradicional a Noite de Natal em França é festejada em família e têm o nome de "Reveillon de Noel".

Os pratos típicos desta época são o "Foie Gras", o salmão fumado e as "Coquilles Saint-Jacques" (as nossas "vieiras"). As ostras são também rainhas nestes dias de festa e os "escargots". Tudo isto em entrada e acompanhado de champanhe, a bebida tradicional de festa.

Nos Natais mais tradicionais é o Perú com Castanhas o prato principal, mas pode ser facilmente substituido por outra carne branca, como o famoso frango "de Brest". 

A sobremesa principal são os "Troncos de Natal" que podem ser de todas as cores e sabores, em versão bolo ou gelado. Outras pequenas doçarias enriquecem a mesa de Natal tal como as "Orangettes" (laranja confitada e coberta de chocolate), frutos secos, "pain d'épices" e chocolates de todas as formas. 

Tal como nós, os franceses (pelo menos os mais tradicionais) dão muito valor aos momentos passados à volta da mesa e trocam presentes entre si. No caso deles fazem-nos essencialmente de manhã antes do "brunch" ou do almoço em família. 

Espero ter assim partilhado convosco algumas das tradições francesas de Natal. 

 

 

Crónicas da ... falta de gás!

Ou como manter a paciência quando o mês de Agosto pára tudo em terras francesas!

A querida Desarrumada fez um post há uns dias onde falava do facto de Paris se assemelhar a um grande fim-de-semana prolongado durante o mês de Agosto. Pois eu só posso acrescentar que esta situação se prolonga pela França inteirinha! 

Mas se pensam que isto é como um fim-de-semana grande em Portugal onde os supermercados continuam abertos até às 22h... esqueçam. Aqui fim-de-semana é fim-de-semana e ninguém entra no supermercado quando bate a hora de fechar. 

Ora bem mas voltando à desgraça que dá origem a este post: estamos hoje a 24 de Agosto e desde dia 16 a garrafa de gás cá de casa acabou. Não vou comentar o facto de preferir mil vezes uma placa de indução a um fogão a gás mas isso são outros quinhentos. 

Com o fim da botija lá fomos a correr ao supermercado aqui ao pé de casa para ir trocar a velha pela nova. Chegámos lá estava tudo vazio. Corremos aos outros fornecedores de gás aqui da zona ainda tinham menos gás do que o nosso fornecedor habitual, ou seja nada. Por mais que perguntassemos a resposta era sempre a mesma: "o distribuidor está de férias e não sabemos quando volta... sabe: é Agosto!" 

Por isso minha gente, quando se quiserem queixar do nosso Portugalzinho pensem que ainda há pior, bem pior! E não é culpa das greves não senhora, são as férias de Verão. 

Cá em casa resta-nos ter paciência e guardar a boa disposição enquanto damos voltas e mais voltas à cabeça para conseguir fazer todas as nossas refeições no forno (que felizmente é elétrico) e esperar serenamente que Setembro chegue. Acho que o facto de a água do banho ser aquecida pelo sistema central também ajuda a manter a serenidade! 

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Super Afilhado!

Tenho a sorte de ter um Super Afilhado de 5 anos! 

É um miúdo giro, que corre muito e joga à bola. Que conversa pelos cotovelos, que têm o cabelo cheio de caracóis e o sorriso mais traquina do Mundo. 

Está sempre cheio de energia e é muito meigo e brincalhão. 

Quis o destino que a minha decisão de emigrar acontecesse na mesma altura em que ele nasceu. 

Já passei ao lado de várias fases importantes da sua vida e, mesmo em dias de festa só falamos pelo telefone e em dias de festa. 

Vou vendo como ele cresce pelas fotos que a minha mãe me manda. 

Mas o mais giro é que tenho sempre a impressão de que faço parte da vida dele, que as brincadeiras são habituais e as conversas descomplexadas. Quase como se nos encontrassemos todos os dias. 

Nem sempre é fácil estar longe. Somos obrigados a abdicar de muita coisa importante. Mas é reconfortante saber que, para aquelas pessoas que realmente contam, continuamos a ser parte da família. E é tão bom ser acolhido de braços abertos! 

 

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