Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Crónicas da Cidade dos Leões

Um blog que adora partilhar dicas e reflexões sobre lifestyle, descobertas e organização. Sejam Bem Vindos!

Crónicas da Cidade dos Leões

Um blog que adora partilhar dicas e reflexões sobre lifestyle, descobertas e organização. Sejam Bem Vindos!

Ter | 19.10.21

9 Indispensáveis para sobreviver aos primeiros dias do bebé

(E nem todas são materiais...)

Nala

O nosso menino está a crescer a olhos vistos e, desde a semana passada, já está na creche (sim, sim... mesmo que isso deixe o coração dos pais apertadinho). A distância a que já estamos do pós-parto permite-nos avaliar, com a cabeça fria, os problemas dos primeiros dias e partilhamos convosco algumas das nossas falhas ou de coisas que se tornaram essenciais a nossos olhos. 

Nem tudo o que vamos falar é material e sobretudo é uma mera opinião pessoal que não compromete que nós os dois enquanto casal e pais de um menino de 3 meses.

Algumas destas coisas foram-nos ditas nas aulas de pré-parto e as outras por amigos mas nunca é demais relembrar, especialmente porque com tanto avisos falhámos em tanta coisa... 

(Queria relembrar uma coisa, especialmente para os pais de primeira viagem como nós e que têm tendência a desesperar durante os primeiros tempos, que a querida Anita dizia muitas vezes nos comentários que me deixava "Os primeiros dois meses são os mais dificeis, depois tudo fica mais fácil" e ela tinha imensa razão. Um enorme beijinho para ti e obrigado pela força )

Preparados?

- Comprar roupa suficiente e mesmo em tamanhos pequenos:

Queriamos ser "minimalistas" no que toca a roupa e acabamos por não ter roupa suficiente para o bebé. Claro que podiamos ter comprado mais a qualquer momento mas visto que ficamos mais tempo na maternidade do que o previsto a roupa nem para esses dias chegou e o pai teve de fazer milagres para tentar manter tudo em ordem. 

Pela mesma ocasião, e apesar de nos aconselharem sempre a comprar roupa de um mês "porque um bebé cresce muito depressa", a verdade é que o nosso filho nasceu mesmo mesmo pequenino e a roupa de um mês ficava-lhe enorme. Por isso se tivessemos umas coisitas de tamanho 0 não se tinha perdido nada;

 

- Não exagerar nos "consumíveis":

Discos de amamentação, fraldas, chupetas e por aí fora são coisas que mais vale esperar antes de fazer stock. Nunca sabemos o que nós e o nosso bebé toleramos ou não e, numa fase em que os gastos são muitos, tudo o que fica parado é dinheiro empatado. E nós ainda ficámos com algum dinheiro empatado... 

 

- Comida Congelada... Muita!:

Se, como nós vivem longe da família (ou mesmo que vivam perto) abusem nas reservas de comida congelada. Cozinhar é, de facto, uma das maiores dificuldades destes dias e a carga mental é bastante diminuida por termos o que comer.

 

- Moderar os contatos:

Os primeiros dias com um bebé são uma espécie de "tsunami". Lembro-me que recebi muitas mensagens de felicitações mas não consegui responder a nenhuma... estava demasiado centrada no meu bebé. E se as mensagens e os telefonemas não foram ainda mais deve-se sobretudo à moderação que fizemos. 

Por isso aconselho-vos mesmo a moderarem os contatos com o exterior. Os primeiros dias são de "bolha" para que pais e bebé (e possíveis irmãos e irmãs) se conheçam. A não ser que tenham mesmo vontade de partilhar tudo desdo o início com a família mais alargada ou amigos, claro... 

 

- Descansa muito e tira tempo para ti:

Esta é dos maiores clichés que podem existir e todas nós sabemos que, no final da gravidez, dormir não é das coisas mais fáceis. Mas aproveitem todos os bocadinhos de sossego para se repousarem, lerem um livro ou tratarem de vocês. Depois haverão novas prioridades... 

 

- Tempo para o Casal:

Sabem a vossa vida de casal, com jantares românticos e conversas intermináveis? Pois, vai reduzir drasticamente ou mesmo ficar em stand by durante uns tempos... por isso aproveitem enquanto podem porque os próximos meses não vos darão muito tempo para isso.

E não se esqueçam que não é por acaso que a taxa de separações após o nascimento de um bebé é enorme e que as relações só avançam se forem acarinhadas e se houver paciência e compreensão entre os dois mesmo nos dias mais dificeis. 

 

- Desliga-te das redes sociais... 

Sobretudo se te começares a sentir uma nódoa por tudo e por nada. Os criadores de conteúdo passam-nos apenas uma imagem e também tem problemas e não é porque alguém diz que tens de fazer assim, que tens de fazer assim.

És tu a mãe/pai e és tu que sabes o que é melhor para ti, o teu bebé e a tua família e, por muitos boas intenções que as pessoas tenham (como eu, com este post) podem fazer-te duvidar de ti própria e das tuas escolhas. 

 

- Não fiques bloqueada nas tuas decisões anteriores:

Mesmo que queiram muito amamentar até tarde prevejam biberões e uma latinha de leite, mesmo que estejam decididos a usar apenas fraldas laváveis tenham em casa um pacote de fraldas clássicas... Todas as decisões anteriores podem ter de ser revistas quando o bebé estiver cá fora por isso facilita-te a vida de avanço, sem culpas nem sensação de "falhanço". 

 

- Aprende a fazer-te confiança e a perdoar-te:

É fácil perder a autoconfiança sobretudo quando damos conta que estamos a cometer erros. Mas isso é mais uma aprendizagem que podemos transmitir aos nossos filhos: ninguém nasce ensinado e cabe a cada um de nós dar o melhor de si próprio para crescermos juntos, perdoarmos e sermos felizes como uma família deve ser. 

 

E por aí, qual o maior receio e a maior surpresa desagradável com a chegada de um bebé? 

Um grande beijinho e até ao próximo post!

heike-mintel-4vzfUNqi7h4-unsplash.jpg

Photo by Heike Mintel on Unsplash

Não te esqueças de acompanhar as Crónicas da Cidade dos Leões no Instagram e no Facebook: há muita coisa a acontecer por lá.

Se por acaso o conteúdo deste texto te agradar não deixes de o partilhar com familiares e amigos.

 

 

 

Sex | 15.10.21

Dias que passam...

Nala

Por aqui os dias passam... 

O Outono chegou para ficar, o pequeno já está a adaptar-se à creche e eu não tarda regresso ao trabalho. Foram dias que passaram  a uma velocidade assustadora, acho que nem dei por eles. 

Estou a fazer os possíveis por aproveitar estes últimos dias de família a tempo inteiro. Deixei de lado os mantras, as páginas de instagram de parentalidade positiva e de super mães e decidi-me a fazer as coisas com serenidade e ao feeling, sem pressões nem culpabilizações e sobretudo sem grandes margens de comparações. 

Os dias passam e estou a aproveitar cada segundo para me lembrar de que nada será como dantes mas que, apesar das dificuldades, os dias ganharam uma nova cor. 

Agora vai ser preciso levar essa cor para o dia a dia, sem perder o norte. E se não for perfeito, não faz mal... a vida é eterna aprendizagem e uma família que se preze perdoa e aprende com os erros dos outros. 

E agora que os dias passam, as horas correm... eu aproveito cada segundo

jon-tyson-FlHdnPO6dlw-unsplash.jpg

Photo by Jon Tyson on Unsplash

Qui | 07.10.21

Regressar a Casa

Nala

O final do dia, sobretudo agora que o tempo está mais frio e anoitece mais cedo, trás uma sensação de solidão e melancolia. E são sobretudo nestes dias que mais precisamos de conforto e de estarmos bem no nosso espaço. 

Feliz de quem tem uma casa para voltar e uma razão para desejar estar nela. Seja essa razão o abraço dos filhos, o carinho do companheiro, a ternura do pai ou da mãe ou de alguém que nos ame, nem que seja à distância de um telefone.

Feliz daquele que sente um prazer desmesurado a desfrutar daquele espaço, seja no barulho ou no silêncio, na desarrumação ou no conforto. Na mesa cheia ou na solidão escolhida. 

Por muito que o dia seja difícil, por muito que as tarefas se acumulem e que haja um segundo "emprego" ao chegar a casa enquanto encontrarmos nela o calor e aqueles rasgos de felicidade de que tanto precisamos, então já temos muito. 

E nem sempre nos damos conta disso...

becca-tapert-UaBIcWSS4FY-unsplash.jpgPhoto by Becca Tapert on Unsplash

Não te esqueças de acompanhar as Crónicas da Cidade dos Leões no Instagram e no Facebook: há muita coisa a acontecer por lá.

Se por acaso o conteúdo deste texto te agradar não deixes de o partilhar com familiares e amigos.

 

 

Ter | 05.10.21

O Primeiro (de muitos) Julgamentos

Nala

Aproveitamos que estávamos os dois em casa para ir tratar do cartão do cidadão do herdeiro ao consulado. Sendo que não vamos a Portugal há praticamente um ano não queremos colocar em causa a possibilidade de ir pelo Natal e decidimos ir tratar do assunto, especialmente porque o cartão do cidadão deve ser feito nos primeiros vinte dias de vida de uma criança. 

Infelizmente o herdeiro anda numa fase em que acha que o mundo é muito divertido e que dormir é uma autêntica perda de tempo pelo que as sestas, tão necessárias nesta ideia, são esquecidas e depois temos de lidar com do "tenho sono mas não quero dormir". 

Durante o tempo de espera (muito atrasado, mesmo com hora marcada) e com os estímulos que vinham de todos os lados, a certa altura o pequeno desatou num pranto e ficou impossível de consolar muito por causa do sono acumulado.

Enquanto a funcionária que nos atendeu foi um poço de amabilidade e com uma paciência infinita, compreendendo que aquilo não estava a ser fácil de gerir, fez o melhor que pode para simplificar as coisas, a colega do guichet do lado, depois de soprar umas quantas vezes e praguejar mais algumas, perguntou-me descaradamente se não tinha ao menos água para dar ao miúdo.

Foi a primeira vez que alguém me fez claramente um julgamento pela forma como lido com o meu filho e fiquei nem sei bem como (entretanto, e sem me conseguir conter, respondi-lhe sem medir a educação das minhas palavras).

Se se ficasse só pelos suspiros ainda passava mas interpelar a mãe, neste caso eu, sobre o que deve ou não fazer é um limite que nunca acreditei que alguém conseguisse passar, especialmente quando o atraso foi deles e eu estava a fazer todos os possíveis para o acalmar e despachar as coisas o mais depressa possível...

Considero que existem duas razões para as pessoas fazerem julgamentos de valor sobre este assunto, sendo que uma delas é a falta de conhecimento e a outra puro azedume.

Para o segundo não há solução e para o primeiro o meu filho, em menos de três meses, já me ensinou o antídoto: muita paciência e meter todas as opiniões sobre a educação dos outros num sítio que nós cá sabemos...

Se estivessemos todos mais dispostos a colaborar e menos a julgar os outros, seja porque razão for, o Mundo seria um local bem mais agradável e encontraríamos bem mais soluções para os seus problemas. Porque a única coisa que aquela senhora conseguiu foi enervar-me mais ainda a mim e em consequência irritar ainda mais o meu filho fazendo-o chorar ainda mais. Ou seja ninguém ganhou nada com o negócio... 

E por aí, qual foi o julgamento mais ridículo que vos fizeram ou que vocês fizeram enquanto não tinham filhos? 

Um grande beijinho e até ao próximo post!

brytny-com-lP51ekRTh9Y-unsplash.jpg

Photo by Brytny.com on Unsplash

Não te esqueças de acompanhar as Crónicas da Cidade dos Leões no Instagram e no Facebook: há muita coisa a acontecer por lá.

Se por acaso o conteúdo deste texto te agradar não deixes de o partilhar com familiares e amigos.