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Crónicas da Cidade dos Leões

Um Blog que começou por ser um diário e que cresceu para algo mais. Por aqui os temas vão do desenvolvimento pessoal ao bem estar sempre com dicas e reflexões a propor. Sê bem vindo e se te agrada: segue! :)

Crónicas da Cidade dos Leões

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Qui | 30.07.20

10 dicas para lixar a própria vida!

Nala

Ando numa onda meio que sarcástica aqui no blog e hoje resolvi trazer-vos mais um post "ao contrário". 

Como sabem, especialmente aqueles que me seguem há mais tempo, gosto de tudo o que é desenvolvimento pessoal e de psicologia positiva, visito assiduamente a minha psicóloga e tenho demasiada tendência a guiar-me pelas massas e a fazer-me pouca confiança.  

E é por isso que de "se dificultar a vida" eu percebo alguma coisa.

Ao longo destes últimos anos boicotei-me umas quantas vezes e sei exatamente qual a melhor forma do fazer e, para partilhar esta minha maravilhosa experiência com vocês aqui está este post... 

Apresento-vos as minhas 10 melhores dicas para lixar a própria a vida, as quais testei uma por uma, e as quais posso garantir que funcionam! Preparados?

 

- Acreditar em tudo o que nos dizem:

Diz a sabedoria popular que "quem conta um conto acrescenta um ponto". O mesmo se passa na nossa vida de todos os dias...

Por isso se quisermos ser "palerminhas" basta-nos acreditar inocentemente em tudo o que nos dizem. 

É de extrema importância confiar nos outros mas para isso não é preciso sermos demasiado ingénuos e crer palavra por palavra em tudo. Especialmente porque, mesmo de forma inocente, as pessoas têm tendência a falar de forma a ficarem bem "na fotografia". 

 

- Partilhar tudo o que se passa na nossa vida tua vida: 

Aqui há uns tempos fiz um post sobre falar ou não de projetos pessoais.

Hoje iria mais longe e diria que se quisermos ser o tema de conversa das horas vagas basta-nos contar tudo sobre a nossa vida à primeira pessoa que nos pergunte. 

Falar não têm nada de mal e esconder não é uma boa solução mas é importante não esquecer a curiosidade alheia nem sempre é bem intencionada e que, por vezes, há pequenos pormenores que não têm necessidade de ser do conhecimento geral. 

 

- Dizer que sim a tudo e mais alguma coisa:

Uma das melhores maneiras de lixar a nossa vida é não saber dizer não! Anular-se constantemente em prol dos outros ou por medo da opinião alheia é meio caminho andado para não estar bem na sua pele e deixar a sua própria vida à deriva!

E depois, quando estivermos perto do naufrágio, compreenderemos que poucos se vão arriscar a nos deitar a mão e que nos "sacrificamos" tanto para nada, exceto para nos sentirmos péssimos connosco mesmos. 

 

- Queixar-se de tudo:

Sabem aquela atividade que adoramos fazer mas que não nos serve rigorosamente para nada, exceto para nos dificultar o caminho?! Pois é: as queixas!

Esse mar de lamurias onde gastamos a energia que poderíamos utilizar para coisas importantes...

Por isso queixa-te, rumina no que te fez mal ou naqueles que te prejudicaram e podes ter a certeza que a situação continuará igual ou poderá mesmo piorar. 

 

- Deixar-se levar pela crítica alheia:

As pessoas criticam e insultam por tudo e por nada. É uma triste realidade mas é a que temos.

Por isso, se quisermos que nos destruam os sonhos ouçamos exatamente tudo o que dizem sobre nós... verás que o resultado é extraordinário e em dois tempos sentir-nos-emos ainda pior na nossa pele do que aquilo que pensávamos ser possível! 

 

- Ter vergonha de aprender:

Outro modo perfeito para não "ir a lado nenhum" é esconder o que não se sabe e ter vergonha de perguntar ou aprender.

Já se sabe que a simplicidade está fora de moda então porque deveríamos tentar melhorar ou mostrar aos outros que somos vulneráveis?! 

 

- Procurar a Perfeição custe o que custe:

Todos nós sonhamos com a casa perfeita, o corpo perfeito, o trabalho perfeito, as férias perfeitas... 

A única coisa errada em procurar a perfeição em todo o lado é que ela não existe. Então porque não continuar a exigir-se ser perfeito em tudo?! 

 

- Comparar-se a tudo e a todos:

Sabem aquela expressão que diz que "A galinha da vizinha é bem melhor do que a minha"?!

Pois... se assim é então porque não passar a vida a sentir-se miserável ao pé da prima que comprou um carrão, da amiga que recuperou rapidinho depois de um parto ou do vizinho que é mais novo que nós mas que já é dono da sua própria casa?

Se isto não é uma boa forma de se massacrar a si mesmo o que será...

 

- Presumir que toda a gente sabe o que a gente quer:

Esta é mais uma excelente dica de como se lixar a vida. 

Sabem aqueles momentos em que se chateiam com o vosso companheiro porque presumiram que ele sabia que queriam ir jantar fora mas ele afinal não tinha percebido. Ou aquele projeto na empresa para o qual já têm 500 ideias mas que vos foge entre os dedos porque presumiram que o vosso chefe já tinha decidido que era o Manuel que o iria gerir? 

Presumir as coisas é uma excelente forma de se lixar. Para ser exata perguntar, afirmar ou dizer claramente o que se quer são meras perdas de tempo, por isso não o façam! 

 

- Ter medo de assumir riscos moderados:

Deixar-se estar onde se está e nunca se assumir nenhum risco (por mais moderado que ele seja) é uma forma extraordinária para lixar a sua própria vida. 

Para o resultado ser ainda mais eficaz o melhor mesmo é deixar juntar a esta inação a queixa desmesurada e aí sim estaremos no bom caminho!

 

E por aí, quais as melhores formas de lixar a vossa vida que já experimentaram! Morro de curiosidade (sã) de ler os vossos comentários!

Um grande beijinho!

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Photo by Sharon McCutcheon on Unsplash

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Seg | 27.07.20

O fenómeno "Cristina"

Nala

Muito se têm falado nestas últimas semanas do regresso de Cristina Ferreira à TVI.

Apareceram montes e montes de reportagens, entrevistas e posts nas redes sociais sobre o assunto e, muitos deles, bastante críticos em relação ao percurso da apresentadora e à sua forma de estar.

Pessoalmente não aprecio o estilo de Cristina Ferreira mas reconheço-lhe qualidades impressionantes e sobretudo uma vontade de ferro. É de remarcar a sua versatilidade enquanto mantém o seu estilo pessoal e deixa tantas pessoas rendidas ao ecrã enquanto segue com imensos outros projetos ao mesmo tempo e ainda arranja um bocadinho para ser mãe.

Se bem me recordo quando mudou de canal de televisão foi acusada entre outras coisas de "traidora" e agora que volta à "casa-mãe" é mais uma vez agraciada com um mar de críticas e de comentários sugerindo que devia recusar um salário tão alto entre outras baboseiras enormes. Especialmente aquele tipo de baboseiras que todos dizem que fariam mas que, se a situação se apresenta-se, olhariam para o lado e assobiariam. 

Se o assunto em si e toda a "roupa suja" pouco me interessa, e penso que a própria não se deve importar muito mais do que eu, o "Fenómeno Cristina" é bastante interessante.

Chamei "fenómeno Cristina" à enxurrada de críticas que têm sido feitas a esta mulher sem, nem por um minuto, os "críticos de plantão" pensarem naquilo que talvez se tenha esforçado para chegar onde chegou, naquilo que abdicou e naquilo que provavelmente sofreu para estar onde está.

Se bem me recordo da história pessoal de Cristina ela nasceu na Malveira e o pai era mecânico. No seu primeiro estágio em televisão a sua apreciação de estágio foi "A ter em conta no dia em que houver uma entrada na RTP esta miúda devia estar no topo da lista" e isto muito tempo antes de ser conhecida do público.

Ainda para mais enquanto estudava Comunicação Social e entrava no Mundo da televisão, Cristina Ferreira ganhava a vida como professora e já contava com uma licenciatura em história. 

Se formos totalmente honestos connosco próprios sabemos bem que provavelmente nos teríamos encostado à sombra da bananeira na primeira oportunidade e não avançado com tantos projetos. Afinal continuar a construir é difícil e cansativo...

Mas mesmo sabendo disso temos tendência a menosprezar o sucesso alheio seja porque é demasiado bem pago para fazer tal coisa, seja porque se eu tivesse a vida dela é que era. Porque assim ou porque assado!

Alguém conhece realmente a vida desta mulher para falar tanto? E se ela não ganhasse o dinheiro que ganha isso impactaria assim tanto a nossa vida? A resposta a estas duas questões é apenas uma: Não!

E isto trás-nos a uma outra reflexão sobre uma realidade que conhecemos bem melhor: a nossa e que não difere assim tanto da de Cristina Ferreira. Façamos o que fizermos seremos sempre criticados e teremos sempre muitos "eu não faria assim" para ouvir ou, com um bocadinho mais de sorte, um "se eu tivesse o que tu tens". 

E bem podes esquecer o reconhecimento alheio pelo teu esforço, pelas horas às quais te dedicaste a determinado projeto ou por aquilo em que abdicaste em prol de um objetivo. Se queres reconhecimento terás de contar com o teu antes de mais nada e com duas ou três pessoas que ficarão genuinamente felizes por ti. 

E em relação a isso a única resposta possível é continuares a viver a tua vida e a brilhares cada dia mais! 

Se, pelo contrário, és daqueles que acha que a "Tininha" devia renunciar ao salário ou que se não fosse bonita não se safava relembro-te que quem corre atrás do que quer têm pouco tempo para se preocupar com a vida alheia. Por isso vai à luta e larga as revistas e as redes sociais e sobretudo deixa de te queixar daquilo que tens ou daquilo que não podes ter! 

E mesmo que nunca sejas reconhecido, nunca ganhes milhões por mês e nunca tenhas uma casa com piscina em Cascais saberás que o que tens é mais do que merecido e que deste o melhor de ti mesmo, esforçando-te e reinventando-te a cada dia! Nem todos os sonhos são atingíveis mas de cada vez que se fecha uma porta abre-se uma janela... 

E quando estiveres ocupado a correr atrás da tua vida e os outros te disserem que "tens sorte em ter o que tens" saberás perfeitamente que "os cães passam e a caravana passa", tal como Cristina Ferreira e tantas outras pessoas no Mundo já perceberam. 

E é por todas estas razões que, apesar de não me identificar com o estilo vejo Cristina Ferreira como alguém em quem me posso inspirar. 

Foto: Revista Vidas - Correio da Manhã

Fonte da biografia: Wikipédia 

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Qui | 23.07.20

Organização da Roupa: Como fazer a roupa durar mais tempo

Nala

É ponto assente que cá em casa somos um bocadinho para o "sovina" no que a roupa diz respeito. 

E uma boa parte dessa "avarice" vêm essencialmente do facto de termos muito cuidado com as nossas peças de roupa e que, em consequência disso, ela dura muito tempo. E são algumas dicas para que a vossa roupa dure mais tempo que vos trago hoje.

'Bora lá:

 

- Respeitar as regras de lavagem:

Não é preciso ler uma etiqueta de uma ponta à outra mas é extremamente necessário respeitar os tecidos e as regras de lavagem (a temperatura máxima de lavagem, a possibilidade de passar a ferro ou não...); 

 

- Escolher o bom suporte para arrumar a roupa:

Até há bem pouco tempo atrás tinha tendência a pendurar algumas peças de malha em cabides. Esse é um erro enorme pois os fios começam a perder tensão e a malha dura menos tempo.

Por isso optem por colocar os vossos casacos tipo cardigan ou as vossas camisolas de malha dobradinhas dentro de gavetas ou em prateleiras e guardem os cabides para outras peças que possam ficar suspensas sem que a gravidade e o seu próprio peso lhe sejam prejudiciais;

 

- Não misturar cores:

Sabemos que quando a preguiça aperta e a roupa para lavar não é muita despachamos tudo numa só máquina mas não respeitar as cores, misturando cores claras com escuras, pode mesmo estragar a peça... e quem gosta de ver um branco amarelado ou avermelhado?

 

- Evitar muita exposição solar:

Depois da roupa lavada, corremos a colocá-la ao Sol para que fique seca depressa. No entanto a exposição solar pode ser bastante nefasta para as cores das roupas (especialmente as escuras) por isso prefere as sombras ou as horas em que o Sol têm menor intensidade;

 

- Deixar as peças respirar:

Existem tecidos, especialmente os mais nobres como linho, seda ou couro, que precisam de respirar.

Por isso evita deixá-los fechados em sacos de plástico (como os das lavandarias) e de preferência coloca-os ao ar de vez em quando. 

 

- Abrir os armários:

A humidade também estraga a roupa por isso não te esqueças de abrir frequentemente o teu armário e colocar as tuas roupas ao ar para que elas possam secar e respirar especialmente se viveres numa região muito húmida. 

Ninguém gosta de cheirar a mofo e ainda menos perder a sua blusa preferida para as nódoas de humidade. 

 

- Adaptar a utilização das peças:

Não adaptar a nossa roupa à ocasião pode deixar-nos pouco à vontade e ainda pode danificá-la. Por isso deves escolher as peças não só em função do que tens vontade de vestir mas também em função do local onde vais ou do que vais fazer.

Assim como não faz sentido levarmos sapatos "agulha" para um jardim (quem nunca estragou uns escarpins lindíssimos no cocktail de um casamento que se acuse?) não faz sentido levarmos um vestido de linho branco para um churrasco em família onde está o teu sobrinho que passa o dia agarrado às tuas "saias"... 

 

- Cuidar as peças sensíveis:

Todos temos aquela blusa muito sensível em caxemira ou um top em seda que amamos de paixão (e que esperamos que valham o preço e durem uma vida inteira) por isso, e em caso de dúvida na hora da lavagem, melhor lavá-las à mão e com um detergente adaptado do que estragá-las na máquina de lavar.

Pessoalmente, e caso seja um vestido de cocktail ou uma peça para uma ocasião mais especial, levo-as à lavandaria. Senão. e caso tenha preguiça ou seja mais do que uma peça, lavo na máquina mas num programa especial para roupa sensível

 

- Respeitar a limpeza a seco:

Casacos de Inverno são normalmente passiveis de ser limpos a seco.

Por isso façam o favor de respeitar essa recomendação. Pode sair mais caro mas a peça será facilmente rentabilizada caso o façam. Senão o resultado pode ser desastroso (já testei, por isso sei do que falo)! 

 

- Comprar de forma inteligente:

É impossível fazer durar uma peça se a sua qualidade no momento da compra já não for grande coisa.

Claro que não precisamos de comprar tudo de muito boa qualidade mas podemos fazer atenção aos tecidos e aos acabamentos na hora da compra. 

Existe roupa de excelente qualidade mesmo em lojas de fast-fashion e vale a pena passar em duas ou três marcas diferentes e comparar.

Mesmo que custe alguns euros a mais uma peça de melhor qualidade é sempre melhor rentabilizada. 

 

E foram estas as minhas dicas para que a roupa dure mais tempo (e acreditem que tenho peças com 8 ou 9 anos, na maioria de fast-fashion, e que estão em muito bom estado).

E por aí, quais são as vossas dicas no que a cuidados de roupa dizem respeito?

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Photo by Annie Spratt on Unsplash

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Seg | 20.07.20

2020: Ano de Construção

Nala

Este 2020, que já leva com quase 8 meses corridos, têm sido um ano bastante atribulado. 

Começou com a aproximação da comemoração do casamento, ficou em stand-by por causa de uma pandemia, obrigou-me a trabalhar em condições estranhas, continuou com uma cirurgia e mais um ou outro desafio pessoal ultrapassado com sucesso e aqui estamos nós! 

Não posso dizer que esteja a ser um ano terrível mas têm sido um ano difícil e cheio de desafios. Um ano de grandes revelações e de algumas desilusões. 

No entanto, e apesar de tudo, os projetos e os sonhos não param, nem podem parar. Quem somos nós sem sonhos, não é verdade? 

E de pouco me vale a ideia de que "temos de esperar que isto acabe" e que "para o ano é que é" porque se os "covids" deste  Mundo não perderem intensidade ou se a seguir a ele vier outra coisa qualquer então a vida ficará em modo espera para sempre... E isso não pode ser.

Afinal um momento difícil será um momento difícil quer esperemos que passe quer tentemos avançar, prosseguindo com adaptações e limitações. 

O ótimo é inimigo do bom, sempre ouvi dizer. 

Chego a esta fase deste ano complexo e dou por mim sentada em frente ao computador, num dia escaldante de Verão, e tenho pela primeira vez desde Março uma sensação de ânsia de vida. Vontade de sonhar, de desafiar e de construir.

Porque como diria Walt Disney "se podes sonhar também podes fazer" e, sinceramente, este 2020 que está a ser tão complicado e tão desafiante em tantos aspetos que se está a mostrar também um ano de construção... 

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Photo by Denise Karis on Unsplash

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Qui | 16.07.20

10 Coisas de que gosto mais em França do que em Portugal

Nala

Aqui há uns tempos atrás já vos tinha trazido as "10 coisas de que gosto mais em Portugal do que em França" e foi um texto que agradou bastante. Hoje, e para fazer justiça ao pais que me acolheu há quase 6 anos, trago-vos as "10 coisas que gosto mais em França do que em Portugal". 

Se não me conhecem ou se descobrem agora este tipo de textos no blog gostaria de vos dizer que o objetivo disto não é, de todo, fazer uma comparação entre paises mas apenas olhar, com algum humor, para diferenças (ou parecenças) marcadas entre os dois. 

Se gostarem destes posts não deixem de comentar, assim como se vocês tiverem alguma experiência internacional ou tal como eu (e mais uma boa quantidade de Portugueses) morem ou tenham morado em França. 

Agora que a mensagem está passada podemos começar as 10 coisas de que gosto mais em França do que em Portugal

Curiosamente foi-me mais difícil escrever esta versão, vá-se lá saber porquê. 

Ora aí vamos nós!

 

- Mercados: Os mercados semanais de fruta e legumes são uma instituição em França.

Não há ninguém, ou são muito poucos, aqueles que não aproveitam uma manhã de fim de semana para fazer as suas compras de fruta, legumes, queijos e por aí fora. E os clientes vão desde jovens a pessoas mais velhas.

Um encanto!

 

- Montras das Pastelarias: A pastelaria francesa e a pastelaria portuguesa são bastante diferentes e igualmente boas mas, no que a apresentação diz respeito, os nossos primos gauleses dão-nos uma "abada". Basta olhar para as montras das pastelarias e as nossas papilas começam a bater palminhas de contentamento. 

As diferenças de preço, mesmo com as diferenças de salário, são muito mais vantajosas para os comilões em Portugal.

 

- Rendez-vous no banco: A cultura do hora marcada para tudo é algo que, às vezes, me chateia por aqui... Para quase tudo é preciso hora marcada e é sempre o consumidor que faz os esforços.

No entanto quando se trata de bancos esta marcação pode ser uma benção. O gestor de conta estará ali e com o trabalhinho pré-feito para responder a todas as tuas questões... Prático, não?!

 

- Horários de trabalho: Ok, sem querer entrar em discussões sobre políticas de emprego, a verdade é que os horários de trabalho em França podem ser bastante vantajosos (claro que depende dos casos). 

 

- Respeito dos Domingos: De uma forma geral por aqui os supermercados ora estão fechados ao Domingo ora estão em horário parcial (de notar que, de uma forma geral a "amplitude horária" é bem mais pequena do que em Portugal, com horários que vão das 8:30 às 21h). Isso, apesar de nem sempre me "dar jeito" enquanto compradora me deixa feliz por saber que os funcionários poderam aproveitar algum tempo em família. 

 

- "Apéro": O Apéro (ou aperitivo) é aquele tempo convivial em que se bebe um copo e se come qualquer coisa antes da refeição.

Pode ser feito antes da refeição quer comamos juntos ou não ou em forma de "lanche-ajantarado". 

Este tempo é bastante comum por aqui e é aproveitado por pessoas de todas as idades e, pessoalmente, acho-o bastante convivial. 

 

- A Montanha: Se em Portugal vos falei da próximidade do Mar aqui tenho de vos falar da próximidade da montanha.

Sejam os Alpes ou os vulcões de Auvergne, em Lyon estamos relativamente próximos de grandes zonas montanhosas.

Se os desportos de Inverno não me tentam nem um pouco admito que as passeatas no verde da montanha e à volta dos lagos são bastante tentadoras. 

 

- Preços e "escolha" em cosméticos: Já se sabe que eu sou a maluquinha dos mil e um cremes.

A verdade é que por aqui os preços são (ligeiramente) mais baixos do que em Portugal e a escolha é um bocadinho maior (mesmo que isso esteja a mudar). 

 

- Percursos de caminhada bem marcados em todo o lado: Os percursos de caminhada são bastante procurados por aqui e, em consequência, numerosos e muito bem marcados. 

Ainda para mais, ao chegares a um sítio novo, conseguirás facilmente uma carta seja online, seja através de aplicações específicas para telémovel ou em sites internet. 

 

- Escolha de queijos: Em Portugal temos muito bons queijos mas, em França, a oferta é muito maior e mais variada. Há literalmente queijos para todos os gostos e feitios e, para uma grande gulosa como eu, isso é uma benção!

 

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Ter | 14.07.20

O meu rosto em cem palavras

Desafio criado pela Ana de Deus

Nala

A Ana de Deus, autora do blog "Busy as a bee on a rainy day" têm sempre excelentes ideias de desafios e a querida Isa Nascimento desafiou-me para este que eu aceito (apesar do atraso) com todo o prazer. 

O desafio consiste em escrever um texto onde o nosso rosto seja descrito em 100 palavras. Deixo-vos o post original da Ana onde podem encontrar o desafio e os "rostos" daqueles que já participaram.

Aqui vai então o meu "retrato": 

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O meu rosto é marcado pelo bronzeado do Sol, uns olhos castanhos, uma boca carnuda, um queixo saliente do qual tento aprender a gostar e um nariz de "batatinha", como diria a minha mãe.

Uma cara que se distingue pela expressividade e que demonstra imediatamente todas as minhas emoções, como se tivesse personalidade própria...

Este todo, que já é tanto, está abraçado por um volumoso cabelo castanho, outro que só faz o que quer, e por uma orelhas às quais nunca faltam um belo par de brincos! Rosto e brincos são indissociáveis por aqui.

Um rosto que é essencialmente feliz...

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No seguimento deste desafio gostaria de desafiar duas autoras que eu adoro.

A Mag, que já fez um post em colaboração para este blog anteriormente, e que têm uma escrita magistral e a Sassão, uma descoberta recente mas que me deixa de boca aberta de cada vez que publica um texto! 

Desafio também todos aqueles que passaram por aqui e que queira participar neste desafio. 

Apenas não se esqueçam de fazer a ligação para o blog da Ana.

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Photo by Noah Buscher on Unsplash

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Seg | 13.07.20

Pára, escuta e respira...

Nala

O Mundo divide-se em vários tipos de pessoas mas, no que a objetivos diz respeito, existem dois tipos principais: os que nunca saem do mesmo sítio e os que querem fazer tudo de uma vez. Acrescentaria uma terceira categoria que é transversal a muita gente, e onde eu me incluo, que é a combinação dos dois tipos anteriores. 

É bom ter objetivos, é bom saber onde se quer chegar e chega a ser agradável a ideia de prever tudo de avanço com plano A, plano B e por aí fora. No entanto saltar de objetivo em objetivo pode ser contraproducente. 

É preciso refletir, projetar, organizar mas é também igualmente importante parar, escutar e respirar. 

Que atire a primeira pedra quem nunca se sentiu perdido, sem rumo e que no momento em que começou a apreciar e a viver o momento presente viu a situação desbloquear? Quem nunca se foi deitar com uma dúvida gigante na cabeça e acordou de manhã com a resposta na ponta da língua?

Como sabem, se seguem este blogue já há algum tempo, sou a mulher dos muitos objetivos, dos muitos sonhos e dos muitos planos mas também sou uma mulher que se "afoga" neles. E é quando o cansaço e o desânimo apertam e me abandono a uma espécie de "birra" e me recuso a pensar muito no assunto que as coisas avançam. 

Ter objetivos é uma coisa mas viver um dia a dia programado e numa corrida contra o relógio para colocar o maior número de vistos na nossa lista de projetos tira-nos a possibilidade de sermos espontâneos e de apreciar a paisagem do caminho. 

Por isso e se estás neste preciso momento com um nó na garganta, muitas perguntas na cabeça e um emaranhado de projetos que pretendes levar a termo mas que não sabes mais como fazer pára, escuta e respira. A resposta está lá... bem em frente ao teu nariz e tu não a vias por estares tão cego com toda a pressão que te colocaste em cima. 

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Foto da minha autoria. 

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Qui | 09.07.20

Festejando!

Nala

A vida é complicada. É complicada todos os dias, seja de que forma for. 

Ninguém têm uma vida perfeita, apesar de nos venderem felicidade a torto e a direito. 

Cá por casa vêm-se poucas notícias, porque nos deixam stressados e tristes. E nem vale a pena tentarem convencer-nos de que informação é fundamental porque, tendo em conta o que se passa nos meios de comunicação social, é impossível que a informação não nos chegue por muito que não a procuremos, a diferença é aceitamos ser bombardeados com ela ou não. Em contrapartida vemos desgraças dia sim, dia sim. Daquelas reais mas que não passam na televisão em horário nobre. 

Como dizia o velho ditado "tristezas não pagam dívidas" e eu acrescentaria que demasiada informação nos paraliza. Nos cega e nos faz ter medo da própria sombra. 

Enquanto não desperdiço o meu tempo em frente à televisão prefiro desperdiçá-lo a festejar! 

Aqui em casa tudo é razão de festejo. Desde a conquista mais simples até aquela mais importante. 

Festejamos cada Domingo apenas porque uma semana se passou, acendemos uma vela e pomos uma mesa bonita todas as noites apenas porque o dia passou. E estamos de boa saúde e temos um teto e comida na mesa! 

Prefiro ir festejando cada pequena coisa, nem que seja através de um brinde com chá gelado. São essas pequenas razões de felicidade que contam e que dão tanto sentido à vida. 

Porque é tudo tão complexo, as incertezas são tantas que mais vale ir festejando!

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Photo by Ramille Soares on Unsplash

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Seg | 06.07.20

Avignon

Visitar a "Ville des Papes" em três dias

Nala

Tinhamos uma semana de férias de Verão no início de Julho mas, pelas mais diversas razões, decidimos que ir a Portugal não seria uma boa ideia. 

Sendo assim optámos por visitar a cidade francesa de Avignon, uma cidade de Provence localizada no sudeste do paás e acessível de comboio a partir de Lyon (e também de Marseille, caso pretendam viajar para esta região). 

Avignon é conhecida como "La Ville des Papes" (a Cidade dos Papas) devido ao facto de ter sido habitada por papas entre de 1309 a 1423 (os dois últimos papados corresponderam ao Grande Cisma de Ocidente, época em que a Igreja Católica Ocidental esteve dividida em duas). 

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Toda a arquitetura religiosa de época e que está muito bem representada na cidade. O seu monumento mais importante é o "Palais des Papes" que é uma mistura de fortaleza militar com um Palácio, e é uma delícia para todos aqueles que gostam de história e de bela arquítetura.

Para juntar à magia do local o empréstimo de tablettes que permitem aos visitantes visualizar em 3D a organização, o mobiliários e as pinturas da sala. 

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A famosa Ponte de Avignon, ou Ponte de Saint Bénézet, é também de uma beleza sem igual. 

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Um outro ponto a não perder da cidade é o "Rocher des Domes", quer a catedral quer o jardim que lhe está anexado, e que têm também uma vista lindíssima para a ponte e todas as montanhas envolventes. 

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Para todos aqueles que apreciam artesanato local, por aqui o "souvenir" mais comum é mesmo o Célebre "Savon de Marseille" e os raminhos de lavanda, tão comuns nesta região (E é claro que eu trouxe um raminho de lavanda para embelezar a casa e deixar no ar a lembrança de uns dias tão bem passados).

A gastronomia local é também muito rica, com especial atenção para os pratos típicos provençais como o Ratatouille e o vinho mais comum são os Côte du Rhône e os rosés típicos do Sul do pais. 

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Foram uns belos dias de descanso, que tiveram sabor a Lua de Mel, numa cidade que merece o esforço de ser visitada. 

E por aí como estão os preparativos para as férias? 

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Sex | 03.07.20

Atividades em Casal

Nala

Cá por casa temos gostos muito diferentes: não partilhamos séries, nem livros e nem temos o mesmo gosto por cinema. 

No entanto procuramos sempre encontrar atividades que possam ser feitas a dois de forma a passar algum tempo juntos, divertidos e, se possível, partilhando algo novo.

Somos os dois apaixonados por caminhadas, o que nos dá programa certo todos os fins de semana disponíveis quando os dias são bons, já fizemos aulas de enologia mas a última atividade que fizemos juntos foi "aulas de dança". 

A desculpa perfeita começou quando pensamos na abertura de baile do casamento e decidimos que queriamos dançar a valsa. Se eu dou uns "toquinhos", ele não sabe grande coisa de dança. 

Estas aulas, feitas com um professor particular, bailarino de formação e  que têm uma escola que ajuda noivos a fazer coreografias para aberturas de baile em casamento, foram hilariantes. Rimos até às lágrimas, dançamos até nos doer as pernas e aprendemos a dançar a verdadeira falsa. 

E entre os meus medos pelo fato de ter um vestido volumoso e com cauda, a necessidade dele de contar todos os passos, os bons momentos que partilhamos durante aquelas aulas posso garantir-vos que valeram a pena e que esta será uma das melhores recordações que guardaremos do nosso casamento. 

E aqui vos deixo uma das músicas que fizeram parte da nossa coreografia. Espero que gostem! 

E por aí, também procuram programas a fazer em casal, com amigos ou em família? Quais as vossas ideias mais recentes?

 

 

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