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Crónicas da Cidade dos Leões

Um blog que adora partilhar dicas e reflexões sobre lifestyle, descobertas e organização. Sejam Bem Vindos!

Crónicas da Cidade dos Leões

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Ter | 20.08.19

Enfrentar os próprios medos

Nala

Durante muito tempo criei "monstros" dentro da minha cabeça. Dei demasiados ouvidos a pessoas tóxicas e escutei demais os meus próprios medos. 

Em vez de os enfrentar e aproveitar a oportunidade para alargar a minha zona de conforto fiz exatamente o caminho inverso: deixei-os ganhar possessão da minha cabeça e sobretudo do meu coração. 

Daí ao pânico completo foi um pulinho. Afinal quanto maior o medo, maior a ansiedade que se instala e quanto maior a ansiedade maior probabilidade de tudo dar errado. 

Demorei muito até me aperceber que tinha entrado neste ciclo vicioso. No fundo fui vítima dos meus próprios pensamentos e das minhas emoções. 

Hoje decidi dar a volta a isto... afinal a melhor forma de acabar com os medos é enfrenta-los. 

Ainda tenho medo, e muito, mas estou decidida a sair da minha zona de conforto. Pedi ajuda, porque às vezes sem ajuda há conquistas que não são possíveis. 

Por agora a minha taxa de stress está a começar a descer e sei que os resultados vão chegar e que ficarei muito mais forte depois disso. E sobretudo com muito orgulho. 

E vocês, quais são os vossos medos mais profundos? Como é que fazem para os enfrentar? 

 

 

Dom | 18.08.19

Escrever: Mais do que uma forma de expressão

Nala

É sabido que todos nós passamos os nossos dias a correr de um lado para o outro. São muitos os estímulos a que estamos sujeitos e acabamos por nos perder no meio de toda a informação que nos chega seja ela intrínseca ou extrínseca. 

Muito por causa disso passamos a nossa vida a reagir a tudo o que nos acontece sem termos tempo para nos centrarmos em nós próprios. Esta falta de noção do eu pode, a termo, tornar-nos instáveis e flutuantes no que aos nossos desejos e prioridades diz respeito. 

Todos conhecemos a sensação de "estar imóvel" e de não saber para onde se dirigir. Acabamos por ficar retidos no nosso próprio espaço-tempo.

No entanto pode haver uma forma muito fácil, e que está ao alcance de todos, de se reencontrar e de se reorganizar. Fá-lo-vos da escrita. 

Escrever pode ser ter um efeito libertador, de um lado porque nos ajuda a organizar ideias, a planear os nossos dias e a definir os objetivos a seguir. Por outro lado escrever pode ser uma forma de desabafar, de esvaziar a cabeça e consequentemente reduzir o stress

Até de um ponto de vista prático, e independentemente de termos uma memória de elefante ou, pelo contrário, uma memória de "Dory", escrever pode ser a forma mais pacífica e organizada de gerir o quotidiano, através da noção de tempo, da organização de tarefas ou de listas. Esta utilização da escrita pode ser uma excelente forma de "apagarmos da cabeça" a preocupação com tudo aquilo que temos de fazer. Tendo no entanto a certeza de que não foi esquecido.

E vocês têm por habito utilizar a escrita no vosso quotidiano? De que forma a utilizam mais: em casa, no trabalho, na agenda? Estou muito curiosa com as vossas respostas! 

david-iskander-8hFiT80X-6o-unsplash.jpgPhoto by David Iskander on Unsplash




Sex | 16.08.19

Crónicas sobre Ele #3

Nala

Hoje é um dia especial. É o aniversário dele! 

E que feliz me faz vê-lo feliz. Andei mais de um mês a magicar as surpresas que podia preparar. Infelizmente este ano não serão tão grandes em relação às dos anos anteriores. Mas são as melhores surpresas low-cost que podia ter conseguido fazer. 

Na ocasião certa publicarei um post com algumas ideias que possam ajudar-vos a surpreender as pessoas de quem gostam... Mas hoje não. 

Hoje só quero aproveitar para estar com ele e festejarmos juntos mais este ano de vida! 

Parabéns meu amor! 

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Photo by Nick Fewings on Unsplash

 

 

Qui | 15.08.19

Super Afilhado!

Nala

Tenho a sorte de ter um Super Afilhado de 5 anos! 

É um miúdo giro, que corre muito e joga à bola. Que conversa pelos cotovelos, que têm o cabelo cheio de caracóis e o sorriso mais traquina do Mundo. 

Está sempre cheio de energia e é muito meigo e brincalhão. 

Quis o destino que a minha decisão de emigrar acontecesse na mesma altura em que ele nasceu. 

Já passei ao lado de várias fases importantes da sua vida e, mesmo em dias de festa só falamos pelo telefone e em dias de festa. 

Vou vendo como ele cresce pelas fotos que a minha mãe me manda. 

Mas o mais giro é que tenho sempre a impressão de que faço parte da vida dele, que as brincadeiras são habituais e as conversas descomplexadas. Quase como se nos encontrassemos todos os dias. 

Nem sempre é fácil estar longe. Somos obrigados a abdicar de muita coisa importante. Mas é reconfortante saber que, para aquelas pessoas que realmente contam, continuamos a ser parte da família. E é tão bom ser acolhido de braços abertos! 

 

Ter | 13.08.19

O Futuro começa agora...

Nala

Passamos a nossa vida inteira à espera de algo que acontecerá no futuro.

Estamos sempre à espera que ele nos traga o tempo, o dinheiro ou a motivação para concretizarmos aqueles projetos que temos em mente. Mas, a verdade é que a única coisa que fazemos para conseguir alcançar esse projeto "de futuro" é mesmo só esperar. 

Relembro-vos de uma célebre frase que os nossos pais nos diziam quando estávamos na escola: "tens de trabalhar e estudar para seres alguém na vida".

Se nenhum de nós ligava grande coisa aquele discurso, e se sabemos bem que a nossa vida profissional não foi assim tão influenciada pelas notas que tínhamos na escola primária, a verdade é que ele carregava todo um outro significado: Se queremos atingir os nossos objetivos não podemos esperar por amanhã, devemos começar já hoje. 

Com a entrada na adolescência e na vida adulta temos tendência a esquecer esse conselho. Antes pelo contrário, a nossa vida é mais do género: fazer tudo à ultima da hora. E ainda esperamos que o futuro nos ajude a ser mais organizados, a ter mais tempo livre ou a correr menos contra o relógio... um bocadinho contraditório, não? 

Mas a questão principal é mesmo se temos de esperar pelo futuro para começar a lutar pelo que queremos? 

Ora vejamos: 

Quantas vezes desejamos perder peso mas deixamos a dieta para a próxima semana?

Quantas vezes queremos melhorar a nossa forma física mas decidimos que é melhor esperar pela mudança de estação para isso?

Quantas vezes queremos aprender uma atividade nova e adiamos por falta de tempo ou de dinheiro para comprar materiais ou ir fazer um curso?

São tantas as vezes que isso acontece, não é verdade? E depois todos sabemos o que aconteceu: a dieta não começou, o desporto nunca foi feito e o tão desejado curso ficou na prateleira dos sonhos inacabados a "ganhar pó". 

E se nos apercebêssemos finalmente de que o nosso futuro já começou: que o ótimo é inimigo do bom e que posso, simplesmente, começar por cortar o açúcar das minhas refeições já hoje. E que posso abdicar do carro e andar mais a pé... e que até posso ler, pesquisar e assistir a cursos online sobre aquele hobbie que eu quero tanto experimentar, enquanto economizo para fazer um curso presencial. 

Não estaremos assim desta forma a ir na direção do futuro que queremos ter  com a única diferença de que deixamos de esperar e passamos a agir?

Por isso deixa-te de tretas e faz qualquer coisa em direção aos teus sonhos: rouba 10 minutos na agenda hoje, mete 5 euros de lado amanhã... e assim conseguirás ter no futuro aquilo que desejas e que está ali mesmo ao teu alcance. 

Porque, nunca te esqueças, o futuro começa agora! 

E o desafio fotográfico #quenuncanosfaltemsorrisos continua no Instagram. Adicionem e sigam-no por lá.

 

 

Dom | 11.08.19

Os Almoços de Domingo

Nala

Os Almoços de Domingo têm, para mim, todo um simbolismo muito especial. 

Guardo na memória todos os anos em que a minha avó juntava a família inteira à mesa aos Domingos. Foram mais de 20 anos de memórias, de brincadeiras e de boa comida à volta de uma mesa com quase 20 pessoas. 

Estes almoços serviam não só para nos "chatearmos" todos uns com os outros (sim, a gente sabe bem que almoço de família que se preze nem sempre é fácil de aguentar...) mas sobretudo era um momento de convívio onde a família aprendia a se conhecer, a se respeitar e a partilhar as suas conquistas ou tristezas com os outros. 

E saiamos de lá com o coração repleto de mimo e os ouvidos cheios de conselhos que, muitas vezes, nos ajudavam mais a sorrir do que a resolver realmente o problema.

Mas não interessa já que a boa intenção e o amor estavam lá. 

Guardo com tanta saudade estes dias da minha infância e adolescência que, desde que viemos viver juntos, decidi que o almoço de Domingo seria especial. 

Por minha parte faço os possíveis para que o almoço de Domingo seja um momento de gratidão por estarmos juntos, felizes, com saúde e comida na mesa. Quero que ele signifique esperança na semana que começa e no apoio que estamos dispostos a dar um ao outro.

Desejo que a comida de Domingo seja "melhorada" para assim festejarmos tudo o que conquistamos e vamos conquistar ainda. 

Afinal se só estivermos à espera de grandes datas e nos esquecermos de comemorar as pequenas vitórias do dia a dia estamos a passar ao lado de grandes momentos de comemoração, de amor e de partilha. 

Se hoje somos só dois, e eu já faço os possíveis por melhorar as refeições e tirar dos armários os serviços de pratos. Espero conseguir manter esta boa prática quando a família for maior e, se possível, juntar todos à minha volta aos Domingos como ainda hoje faz a minha avó no auge dos seus 84 anos! 

E o desafio fotográfico #quenuncanosfaltemsorrisos continua no Instagram. Adicionem e sigam-no por lá.

Sex | 09.08.19

Bom Fim de Semana!

Nala

O meu vai ser a trabalhar (esta noite e amanhã todo o dia) mas não deixa de ser Fim de Semana! Aproveitem o vosso como se não houvesse Segunda Feira!

E já agora alguém têm alguma sugestão de formações online gratuitas? Ando com vontade de ocupar algum do meu tempo livre a aprender uma coisa nova.

 

Qui | 08.08.19

O Bom Dia!

Uma boa forma de mudar o Mundo

Nala

Dar o "Bom Dia" a alguém quase que caiu em desuso nos nossos dias. E é uma pena que assim seja. 

Dizer bom dia é mais do que uma questão de educação. Pode ser, juntamente com um sorriso, a primeira demonstração de afeto do dia da pessoa a quem nos dirigimos. Mesmo quando não a conhecemos de lado nenhum. 

Um "bom dia" é muito mais do que um simples cumprimento. É partilhar, comunicar, doar e estar atento aquele que nos rodeia! E numa época onde temos imensas conexões digitais mas poucos "verdadeiros" contactos sociais faz-nos tanta falta falar com o outro, cara a cara. 

Dar o bom dia a não importa quem pode ter muitas vantagens. E temos tanto a ganhar em desejar bom dia ao nosso patrão como à senhora da limpeza do escritório. Ambos têm um papel importante na nossa vida. 

E vocês também dão o vosso bom dia à senhora do café ou aquele colega que cruzam no escritório? Se não está na hora de começar a fazê-lo!

Garanto-vos que só temos todos a ganhar com isso! 

 

Ter | 06.08.19

Quinta do Pôpa

Um Local inspirante e inspirador!

Nala

Fomos à Quinta do Pôpa para comemorar os nossos dois anos de namoro. Se a paisagem sobre o Rio Douro é incrível ficámos ainda mais encantados pela sua história e pela energia de quem a conta com tanto brilho nos olhos. 

A Quinta do Pôpa está localizada em Tabuaço e surgiu na sequência do sonho da vida de um homem: o Sr. Francisco Ferreira, mais conhecido pelo Pôpa.

Este sonho que não pode infelizmente ser realizado pelo próprio, foi construído pelos filhos e netos que fizeram dele algo ainda mais grandioso, pois juntou-se ao amor pela terra que o avô lhes transmitiu a sua devoção à família. 

Se procuram uma boa sugestão para uma passeata pelo Douro e se não dispensam um vinho de exceção então este local é o que vocês procuram. Com a vantagem de que este espaço tão idílico nos dá vontade de lutar pelos nossos sonhos e criar histórias e mais histórias para a nossa vida. 

No nosso caso decidimos neste dia marcar o nosso casamento... o que tenho a dizer-vos não foi pequena decisão. 

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Infelizmente tenho poucas imagens deste dia. Mas não deixem de visitar o site internet e se possível o próprio local. Passado mais de um ano ainda sinto uma espécie de magia quando me lembro deste sítio. 

E o desafio fotográfico #quenuncanosfaltemsorrisos continua no Instagram. Adicionem e sigam-no por lá.

 

 

 

Seg | 05.08.19

Indecisão

Nala

Este post de hoje têm pouco a ver com aquele tom meio otimista que vos tento enviar de cada vez que vos escrevo.

Nunca fui pessoa de ter muitas incertezas. Quando tomava uma decisão estava tomada e ponto final. 

Decidi rapidamente o meu percurso escolar, o curso que queria seguir, o que faria quando saísse da faculdade, quando emigrei, a vontade de juntar os trapinhos, o marcar o casamento... foram decisões ponderadas mas tomadas de forma bastante rápida. E nem sempre tomei a decisão que me apetecia mas sim a que me parecia mais correta. 

Poucas vezes me arrependi, até porque da minha personalidade de "tomadora de decisões express" resulta uma enorme capacidade de adaptação e sobretudo um certo desprezo pelo que pode correr mal, afinal se der asneira têm de se resolver e pronto. 

No entanto cheguei a um ponto da minha vida em que me "espalhei ao comprido" e para onde sinceramente não sei para que lado me virar... 

Já vos disse várias vezes ao longo do blog de que tenho alguns problemas no trabalho: é um trabalho difícil a nível emocional, num local onde o mérito é um mito e ainda por cima com um grupo de colegas que, para além de criarem facilmente "mau ambiente" ainda têm o hábito de "vigiar" o que A ou B estão a fazer. Para além de me sentir desamparada não lhes faço confiança nenhuma nem a nível pessoal nem a nível profissional.

Para piorar as coisas a única pessoa em quem eu confio vai dar o "salto dali para fora" mas isso será assunto para um próximo post. 

Para ajudar à festa tenho a história das noites e os serviços em que me sinto pouco à vontade emocionalmente e para onde sou empurrada, com o objetivo de desenrascar, muitas vezes às 2, 3 ou 4h da manhã. Sim, mete medo... 

Sei que quero sair dali. Tive uma verdadeira possibilidade mas, talvez por estar um bocadinho em baixo a nível emocional e não muito longe de um "burn-out" ,acabei por recusar. Achava que ganhava mais em ficar no meu emprego atual.

Os motivos? Era (e é) longe de casa, teria de desperdiçar uma boa parte do meu tempo nos transportes públicos e para ajudar à festa perderia algum dinheiro. Os prós do trabalho que recusei: As noites acabavam e os colegas mudavam. E até o tipo de trabalho me deixaria seguramente mais à vontade. 

Entretanto o tempo foi passando e acabei por perceber que ficar poderia não ser a solução. Procurei, procurei mas até agora não encontrei nada que me agradasse ou que entrasse nos meus critérios sejam financeiros, sejam pessoais... Excetuando talvez a possibilidade de voltar atrás com o emprego a que disse que não. 

Ganhei muito mais força no meu emprego atual, consegui combater alguns "monstros" que me atormentavam mas admito que vivo obcecada com a ideia de uma recaída, de voltar aquele ritmo de pânico em que já estive mergulhada.

Para ajudar (e felizmente que assim é) a minha vida pessoal está cheia de planos e de projetos e estou a pôr toda a minha energia neles. Por momentos até esqueço o resto... Mas aquela sensação de não saber o que fazer, e pior, o ter consciência de que estou há meses a procrastinar nesta decisão está a torturar-me. 

Se fico abandono a possibilidade de melhorar a minha vida profissional e ainda fico meio que â mercê de meia dúzia de pessoas de carácter duvidoso, se vou (e se ainda puder ir) fico com menos tempo livre e energia para atingir os outros objetivos todos. Sem contar que a data do casamento aproxima perigosamente o que me preocupa bastante. 

Nunca me lembro de estar tão indecisa em relação a um ponto da minha vida... 

E vocês? Qual foi a maior indecisão pela qual já passaram? Como lidaram com ela?