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Crónicas da Cidade dos Leões

Um blog que adora partilhar dicas e reflexões sobre lifestyle, descobertas e organização. Sejam Bem Vindos!

Crónicas da Cidade dos Leões

Um blog que adora partilhar dicas e reflexões sobre lifestyle, descobertas e organização. Sejam Bem Vindos!

8 anos

Estamos juntos há oito anos. Primeiro jogo de Portugal no Europeu de França (aquele famoso em que fomos campeões europeus). 

Oito anos que se traduziram em (já) 4 de casamento, um apartamento, um filho e um segundo a pôr o nariz de fora daqui a tudo. 

Oito anos em que nem tudo foi um Mar de Rosas mas antes uma sucessão de altos e baixos. Oito anos e as borboletas no estômago que já foram embora há muito mas que ficou a segurança de quem já se conhece bem e que já aceitou o outro como ele é. 

Ele é o pragmatismo, muitas vezes o pessimismo. É a rigidez das tarefas e a organização em pessoa. Eu sou o romantismo em estado puro, aquela que vê o copo sempre "meio-cheio". Desorganizada q.b., menos focada nas coisas para fazer mas muito mais atenta ao que se passa à nossa volta. 

Somos complementares e nessa complementaridade reside a nossa força. Somos, se calhar, um bocado "verdes" e nem sempre usamos isso a nosso favor. Já discutimos por querermos fazer o outro à nossa imagem e semelhança. Mas também já tomamos consciência de que é importante perdoar, dar as mãos e seguir em frente independentemente porque o verdadeiro amor não está nos altos mas sim nos baixos da vida. É nesses momentos que tudo se torna difícil! 

Um grande beijinho e até ao próximo post!

 

Crónica de Livro #1: "Hunt, Gather, Parent"

Cá por casa o exercício da educação é uma descoberta constante e faz-nos dizer que ter filhos é, ao mesmo tempo, a coisa mais difícil mas também a melhor que já fizemos.

Na época da globalização e do individualismo muitas vezes forçado, nós somos o exemplo típico de muitos pais da atualidade:

- Vivemos isolados pela emigração e pela distância que nos separa das nossas respetivas famílias (o que pode ser uma desvantagem em relação a quem tem familiares próximos quer a nível da famosa carga mental, quer em tensão entre o casal e com a criança) e que nos fazem viver na pressão constante do "ou está comigo ou contigo" o tempo todo; 

- Temos falta de modelos educativos que nos possam servir de inspiração e em quem podemos realmente confiar (cada vez temos menos amigos e familiares com filhos e os que os têm vivem longe e tem também eles agendas sobrelotadas). 

- Apesar de termos horários fixos, podemos dispor de tempo útil para o nosso filho o que é uma grande vantagem que temos em relação a muitos outros casais com horários mais carregados. Em contrapartida hobbies e atividades pessoais e em casal foram deixados no fundo da lista de prioridades com tudo o que isso implica... 

 

Desde o inicio a falta de confiança e de modelos fez com que me sentisse tentada a "consumir" tudo e mais alguma coisa sobre parentalidade. No entanto rapidamente "meti um travão" a essa mania e hoje em dia filtro toda a informação que recolho, independentemente da sua fonte, por considerar que excesso de informação pode ser prejudicial, sobretudo quando ela é contraditória. Sem contar que cada um apresenta o seu "método" como "o único que funciona" o que todos sabemos não é verdade. 

No entanto, quando as sugestões vem de pessoas que me são queridas ou em quem confio, posso abrir exceções e deixo-me levar pela curiosidade e foi o que aconteceu com este livro. A ideia desta crónica é fazer-vos um pequeno resumo e dar-vos margem de reflexão.

Infelizmente o livro só pode ser encontrado em Portugal na sua versão anglo-saxónica, o que é uma pena. 

Vamos então ao que interessa: Michaeleen Doucleff é uma jornalista e mãe norte-americana que se sente "levada ao extremo" pela filha Rosy de três anos de idade. E é num momento em que a relação mãe e filha entra em real colisão que ambas partem à aventura para aprender com as tribos de caçadores coletores mais reconhecidas pelos seus métodos de educação.

E é desta forma que nos encontramos numa viagem pelo México, pela Tanzânia e pela Gronelândia.

- A primeira visita é às tribos Mayas no México. A autora e a filha são recebidas por alguns nativos que partilham os seus métodos educativos dos quais se destacam importância de fazer perceber à criança que faz parte de algo maior do que ela, neste caso a família e a comunidade. Para isso é sugerido (e aceite) que a criança ajude nas tarefas domésticas e que apesar de nada ser "obrigatório" é deixado claro que a colaboração é apreciada em retorno. 

- Na segunda parte do livro "voamos" até à Tanzânia onde a ideia principal apresentada pelos Hazda é a da autonomia da criança, aceitando que ele corra riscos e criando uma rede de segurança invisível que tornem esse método possível sem termos de dizer "não", "para" e "stop" o tempo todo.

Claro que para isso a existência de uma rede de apoio e o envolvimento dos irmãos mais velhos é essencial mas mesmo assim há pequenas coisas onde podemos dar mais confiança aos miúdos em vez de os "esmagar" desde o começo.

Este ponto fez-me refletir que há 30 anos atrás nós tínhamos o direito de ir brincar na rua e de ir a casa de uns e de outros a pé. Toda a gente na vila se conhecia e isso ajudava bastante. Hoje em dia os meus primos da mesma idade não podem andar de bicicleta se não houver supervisão parental, nem mesmo há porta de casa, nem mesmo num sítio onde não haja trânsito (que é a desculpa preferida de toda a minha família)... É previsível de perceber quem tinha mais autonomia (e consequente responsabilidade) aos 10, 11 anos de idade.

 

- Por fim somos levados até à Gronelândia onde os Inuies nos ensinam a importância de preferir o silêncio e a comunicação não verbal à logorreia parental permanente (como sugeriu a autora gastei 20 minutos do meu precioso tempo para observar o meu comportamento e assumo que me impressionou a quantidade de informações, explicações, avisos e perguntas que fiz ao miúdo nesse tempo. Cá para mim pensei que, se fosse ao contrário, já há muito que tinha dado um berro a dizer basta. Claro que ele do alto dos seus 2 anos e 9 meses não me liga patavina...).

Outra coisa de que a autora fala é a necessidade de reduzir os elogios e substitui-los por reconhecimento. Admito que este foi o ponto onde a minha definição de parentalidade mais foi alterada já que me apercebi que realmente dizer "bravo" a tudo faz com que o "bravo" perca valor enquanto um "excelente trabalho, já és um menino crescido" na hora certa é muito mais eficaz. Cá em casa o "estás a portar-te como um bebé" também teve o seu impacto :)

Pelo caminho alguns outros métodos que, portanto os nossos pais até usavam connosco mas que nós deixamos cair em desuso como ignorar as birrinhas ou os maus comportamentos para chamar a atenção (eu pelo menos vejo poucos pais da minha geração a fazer isso preferindo "conversar" com a criança), usar os peluches e os jogos como "principais veículos de informação", desviar a atenção da criança para outra coisa, usar um "olhar matador" ao invés de um discurso de 10 minutos para mostrar desagrado e não entrar em negociação permanente por tudo e por nada (de qualquer forma cá em casa isso ou acaba em birra ou ele ganha-nos pelo cansaço). 

Juntava também a ideia de que não se podem ganhar as batalhas todas de uma vez e há coisas que realmente precisam de tempo para acontecer. 

Apesar de ter tirado um enorme proveito da leitura deste livro deixo-vos alerta para a necessidade de manter um certo distanciamento de tudo o que é apresentado.

Em primeiro porque nem tudo é possível de adaptar à nossa realidade (por exemplo se não tenho uma rede de apoio e vivo numa cidade de milhões de habitantes não posso confiar nos outros para "vigiarem" o meu filho enquanto vai sozinho à padaria como acontece com um pequeno de 4 anos no livro). Igual reflexão para as ideias que vão claramente contra as convições que temos profundamente enraizadas em nós. Usando mais uma vez um exemplo do livro é-me impossível ignorar o facto de o meu filho me bater. Há primeira impeço-o de me bater e explico-lhe que fez mal se ele tenta continuar a fazer de mim saco de pancada coloco-o de castigo. Sim, ele está com raiva mas sim também existem comportamentos inaceitáveis e, apesar de ele perceber ou não a mensagem, a consequência tem de acontecer (opinião pessoal, evidentemente. Cada um gere da maneira que lhe parece mais apropriada para si e para os seus. Não é porque eu reajo de uma forma e outra pessoa de outra que nos estamos a "ofender mutuamente"). 

Outro ponto que me incomoda um bocadinho no livro é a ideia defendida pela autora, de forma consciente ou não, de que a educação ocidental está completamente errada. Ora acredito que há do bom e do mau em todo o lado e que o segredo é encontrar o equilíbrio e o que se encaixa na nossa personalidade enquanto educadores, na vida das nossas crianças e na nossa realidade pois é nela que vivemos.

Uma pequena experiência que fiz depois de terminar o livro foi colocar em prática alguns dos "métodos" apresentados. Curiosamente enquanto que, com a pequena Rosy, tudo funcionou cá em casa 2/3 das ideias não tiveram efeito nenhum. No entanto tenho de admitir que algumas funcionaram bem e que guardo dois ou três para mais tarde.

De todas as formas uma leitura interessante que me permitiu repensar algumas coisas, reforçar outras e dizer "isto para mim não serve" noutras também. 

Um grande beijinho e até ao próximo post!

 

Garden Party - Como Organizar?

O estilo britânico inspira-me bastante e não resisto a uma boa festa "à inglesa". Veja-se o exemplo de elegância das famosas Garden Party que o Palácio de Buckingham organiza desde os tempos da Rainha Vitória e que ainda hoje nos fazem sonhar. 

Confesso que este estilo de festa tem um tal impacto sobre mim que ando a magicar uma para os nossos 10 anos de casamento (sim, ainda faltam 6 mas nunca é tarde para começar a sonhar, não é?!). 

Ao contrário de um piquenique ou de um churrasco, as Garden Party são mais formais pelo que a decoração e a apresentação dos pratos ganham uma importância maior. São também a ocasião perfeita para tirarmos do armários as nossas mais bonitas fatiotas de Verão, como a Princesa de Gales faz tão bem e de desfrutar de uma tarde em modo princesa. 

Mas afinal o que é preciso para organizar uma Garden Party? Vejam os pontos a seguir: 

 

- O espaço exterior: 

A Garden Party é sempre realizada no exterior e da parte da tarde (se como eu vivem num apartamento podem sempre optar por um tea party, por exemplo. Escreverei outro post sobre o assunto mais tarde! ;)) e a presença de locais com sombra é fundamental.

O acesso às casas de banho será também necessário assim como pontos de água (sobretudo se houver crianças na festa). 

 

- A decoração: 

Podemos optar por uma mesa sentada ou em tipo buffet mas uma coisa é certa a decoração deve ser colorida e muito primaveril. 

Para os serviços de louça temos duas hipóteses que funcionam muito bem. A primeira é pedir emprestado aquele serviço de louça da nossa mãe ou avó que está guardado no armário e que raramente é utilizado e a segunda é optar por louça branca, que é muito mais versátil. 

Uma bela toalha, muitas flores e mesmo alguns objetos decorativos (mais vintage ou mais boémios em função do nosso gosto) são suficientes para criar um ambiente perfeito. 

 

- "Comes e Bebes"

Tal como nós portugueses, os ingleses também apreciam apresentar opções doces e salgadas nos lanches. Aqui a ideia é fazer simples, muito à base de finger food e tudo com uma apresentação cuidada. Por ser uma festa mais formal vamos optar por sanduiches, bolos à fatia ou do tipo cupcakes ou tarteletes e deixar de lado as batatas fritas. 

Também as bebidas devem ser bem apresentadas, como por exemplo chás gelados ou águas aromatizadas. 

 

- A música: 

Um bom ambiente é normalmente acompanhado por uma boa música. Mas ela deve ser suficientemente calma e o volume adaptado de forma a que os convidados possam conversar. 

 

- Alguns pormenores: 

A garden-party implica a realização de um convite mais ou menos "formal".

Sendo pouco prático o envio de um postal pelos correios, a opção email ou mensagem com uma imagem bonita e um convite bem formulado serão muito apreciados, até para passar a mensagem do tipo de formalidade e do tema da festa. 

Outro pormenor que pode ser muito interessante, apesar de não fundamental, são os pequenos extras para os convidados. As cadeiras enfeitadas, leques para as senhoras em dias de muito calor ou pequenas bandeirolas que vão alegrar ainda mais a situação. 

 

E por aí existem fãs de Garden Party? Espero que este post vos tenha dado algumas ideias. 

Deixem nos comentários as vossas ideias e sugestões para um "breakfast" ainda mais bem conseguido! 

Um grande beijinho e até ao próximo post! 

O Silêncio é de Ouro!

Sou uma pessoa bastante introspectiva, o que me facilita um certo autoconhecimento, e coloco na ideia de "melhorar" um verdadeiro desafio. Por diversas razões não considero que os nossos defeitos tenham de ser assumidos como "um orgulho" mas sim como uma enorme fonte de motivação para crescermos enquanto pessoas. Claro que também não vale a pena lutar de punhos fechados com eles mas sim ir alterando comportamentos e padrões aos poucos e poucos de forma a nos tornarmos a melhor versão de nós mesmos. 

Fui-me apercebendo que um dos meus maiores defeitos é falar demais. Muitas vezes perco-me em explicações e em pormenores de tal forma que a atenção de quem me ouve acaba por se perder. Vejo-o tanto em casa, com o meu marido e filho, como no trabalho com alguns pacientes. 

Ainda para mais, e na ânsia de falar bastante, acabo muitas vezes por cortar a palavra à outra pessoa o que , para além de chato, é um tanto ou quanto grosseiro. 

Este 2024 já vai praticamente a meio. E nunca é tarde para rever ou adoptar novos objetivos. E apesar de 2024 ainda me trazer vários novos desafios com o nascimento de bebé 2 em Julho, a entrada na pré-escola do grande em Setembro e toda a nova organização familiar que terá de ser colocada em prática parece-me que este traço de personalidade também terá de ter alguma da minha atenção. 

E por aí, como estamos de objetivos para 2024?

Um grande beijinho e até ao próximo post!

 

Liberdade de Expressão, Democracia mas sobretudo Diplomacia

Os termos liberdade de expressão e democracia passaram a fazer parte integrante do vocabulário de uma boa parte da população ocidental. Sendo isso motivo de regozijo, é também uma enorme responsabilidade. Pelo seu peso e importância temos o dever de não as deixar cair nem em demagogia nem as tornar vazias de sentido. 

Viver em democracia significa ser livre de mostrar e de dar a sua opinião mas sempre com condicionantes. Em primeiro lugar respeitar o outro em todas as circunstâncias, em segundo sendo responsável pelo que se diz e faz e finalmente não prejudicando ninguém (excepção feita a casos muito particulares mas que felizmente saem da jurisdição do comum dos mortais). 

Não quero dizer com isto que devemos dizer "sim" a tudo mas antes que enfrentar o adversário com respeito, abertura e argumentos fundamentados é mais eficaz do que gritos, unhas pintadas ou opiniões exprimidas de forma agressiva e inapropriada já que estes últimos valem o que valem e são facilmente "varridos para debaixo do tapete"..

E é aí que entra a diplomacia que é a irmã mais discreta, mas também a mais astuta, das três com que nomeei este texto. 

Segundo o infopedia diplomacia é a ciência e a arte da representação dos interesses de um país no estrangeiro ou da promoção do direito e das relações internacionais. É sinónimo de circunspeção, discrição, finura de trato, astúcia e habilidade. 

Sou uma acérrima defensora da diplomacia na hora de resolver conflitos e de dar voz a causas e acredito no impacto enorme que uma atitude respeitosa, forte e digna têm, considerando-as mais "educativas" e "impactantes" do que o que se tornou banal e comum de assistir por aí.

Dou-vos um exemplo mais apropriado à nossa "micro-escala" e com o qual tentarei ilustrar aquilo que penso: 

"O João é um colega de trabalho. A sua conduta vai contra alguns dos meus principios e valores e as suas ações, por muito que não me sejam dirigidas pessoalmente, lembram-me isso o tempo todo. 

Por muito que me custe sei que o João é um elemento importante na empresa e que o seu valor é inestimável para o patrão, por outro lado assumo que os nossos conflitos são também provocados por mim ou, pelo menos, não faço nada para os ignorar ou minimizar quando surgem tendo mesmo um certo gosto em lançar umas farpas de vez em quando.

A realidade faz com que eu não possa sair daquele emprego apesar de ter de trabalhar com o João quando não tenho vontade de o ver nem pintado."

Posto isto qual o caminho a seguir? Será que é com a adopção de uma atitude grosseira e de choque direto com o João que vou criar condições para a resolução dos conflitos ou é mantendo uma atitude de escuta, com argumentos refletidos e trabalhados e uma atitude forte, digna e empática que terei mais possibilidades de o conseguir? 

Uma das minhas "heroínas" do século XX foi a Rainha Elisabete II, cuja dignidade em todas as circunstâncias permitiu a resolução de várias questões sensíveis. Aliás, das poucas vezes em que falhou o estrago foi visivel...

Claro que cada um de nós terá o seu próprio estilo de agir  mas a postura, a capacidade de passar a mensagem sem criar ainda mais tensão e conflito e a aceitação de que é impossível ganhar em todas as frentes são fundamentais para conseguir passar a nossa mensagem em condições e assim impactar positivamente as coisas. Caso contrário a situação pode ficar ainda mais penosa ou perigosa para os envolvidos o que não era de todo o que planeamos. 

Ter uma atitude diplomata está ao alcance de qualquer pessoa desde que os ingredientes necessários sejam reunidos: a fineza no trato, a adaptabilidade e a capacidade de escutar e de se exprimir na hora certa e pelo meio mais apropriado. Claro que nem sempre seremos perfeitos diplomatas e haverão momentos em que as nossas reinvindicações não serão ouvidas mas em todo o caso seremos seguramente mais eficazes do que muitos gritos que se ouvem por aí e que criam mais tensão do que aquela que já existe...

 

3 Livros para a Primavera

Apesar de ler bastante acabo por nunca encontrar tempo nem motivação para vos fazer algumas sugestões de leituras.

Sindrome do Impostor? Talvez... Sobretudo porque várias das obras que leio são oriundas essencialmente da biblioteca e das caixas de livros usados não sendo portanto leituras "da moda" e muito menos Top de vendas atualmente. 

Hoje gostaria, no entanto, de vos trazer 3 sugestões de livro que me parecem bem primaveris e que, espero, vos permitam momentos de descanso e de repouso enquanto desfrutam de um qualquer espaço exterior. 

 

- A Breve Vida das Flores de Valérie Perrin: 

Li este livro pela primeira vez pouco depois do nascimento do meu filho mais velho fará em Julho três anos. Voltei a lê-lo há pouco tempo o que representa bem o quanto ele me fala. 

Certo, o cenário está longe de ser dos mais tentadores há primeira vista. Mas esta história que fala de felicidade apesar da perda, de empatia e de amor mais profundo é perfeita para nos fazer refletir sobre o sentido da vida enquanto somos embalados por uma narração poética e que se lê facilmente. 

Para mim, se ainda não o conhecem, é o livro perfeito a ler durante esta estação. 

 

- A Arte das Listas de Dominique Loreau:

A autora deste livro vive no Japão há mais de 30 anos e está bastante impregnada pela cultura deste pais. A Arte das Listas é, para mim, de todos os seus livros o que mais facilmente pode ser adaptado (sob reserva) à nossa cultura ocidental. 

A importância das realização de listas desde a sua reflexão até à sua decoração como parte integral da nossa história é algo que me toca particularmente e o tudo ainda se torna mais divertido se seguirmos algumas das sugestões de listas da autora. 

 

- Os Primeiros Casos de Hercule Poirot:

Não deve haver leitura mais refrescante do que as maravilhosas histórias de Hercule Poirot e das suas célulazinhas cinzentas. Neste livro que compila vários mistérios resolvidos pelo meu personagem preferido de Agatha Christie é impossível não ser transportado para a Londres de outra época, com as suas cores, cheiros e refinamento. 

E, para quem aprecia ler mas não tem muito dinheiro para gastar, esta e outras obras da autora estão de certeza disponíveis nas vossas bibliotecas de proximidade assim que nas famosas caixas de livros usados. 

Espero que estas sugestões vos interessem! Não deixem de comentar, de dizer o que acharam destes livros e quais os vossos essenciais para esta Primavera! 

Um grande beijinho e até ao próximo post! 

(PS: Já agora, um post sobre como ler mais sem gastar muito interessar-vos-ia? Fico à espera das vossas respostas!)

 

 

O que oferecer numa Primeira Comunhão

Por estes dias teve lugar a Primeira Comunhão do meu afilhado. Apesar de não ter estado presente a questão: o que dar de lembrança impunha-se! E quando me lancei em pesquisas na internet encontrei sugestões tão estapafúrdias que me decidi a pensar pela minha própria cabeça, a focar-me no essencial e, já agora, a partilhar convosco as sugestões que me vieram à cabeça. 

Quero no entanto deixar alguns lembretes sobre este tipo de festas e que advêm sobretudo do bom senso.

Em primeiro lugar ninguém é obrigado a dar nada apesar de que participar com qualquer coisa, sobretudo quando há uma recepção por muito pequena que seja em seguida, ficar bem. No entanto e em caso nenhum devemos tirar comida da nossa boca ou da boca dos nossos filhos para oferecermos o que quer que seja, muito menos coisa demasiado caras e que não entram no nosso orçamento! 

Em segundo lugar acho inevitável relembrar que uma Primeira Comunhão não é nem um casamento nem um batizado (e já estes dois me parecem completamente diferentes apesar de cada vez mais se comemorar um e outro de igual forma) e por ser uma festa modesta requer presentes modestos e adequados. E é por isso que as opções que aparecem nos sites de internet e que se resumem a oferecer um smartphone ou um video-jogo me parecem desadequadas à ocasião. 

Em terceiro lugar acho importante relembrar que a nossa presença (ou a nossa lembrança) é o mais importante para aquela família. Por isso a nossa presença sorridente e disponível (independentemente de acharmos tudo aquilo uma seca) durante toda a cerimónia e uma apresentação adequada ao momento solene que se vive parece-me fundamental (e um ponto cada vez mais esquecido).

Mais uma vez, não precisamos de nos vestir com a mesma formalidade com que iriamos a um casamento mas optar por algo que não seja calças de ganga, t-shirts ou roupa desportiva não custa assim tanto e demonstra respeito e vontade de honrar o convite. 

E passemos agora às sugestões: 

 

- A Roupa da Primeira Comunhão: 

A minha escolha enquanto madrinha foi a de oferecer a roupa da primeira comunhão. Para isso contactei a mãe com algum tempo de avanço para organizar as coisas e, devido à distância, dei-lhe carta branca para escolher o que quiser e me enviar a fatura. 

Estamos de acordo que não é um presente que toda a gente se possa permitir a oferecer mas pareceu-me adequado, sobretudo porque nestes dias os pais tem sempre alguns gastos a mais, e isso independentemente da simplicidade da festa e do número restrito de convidados.  

E se posso oferecer algo significativo ao meu afilhado ao mesmo tempo que "ajudo" os pais de uma forma que me é possível porque não o faria?

 

- Contribuir para a Festa: 

Dar uma contribuição para a festa pode também ser uma excelente opção de presente, especialmente se temos algum talento que possamos colocar ao serviço do comunhante e da família. 

Pessoas com jeito para doçaria podem oferecer bolos para a recepção ou porque não "O Bolo de Primeira Comunhão", pessoas com bons dotes culinários podem preparar algumas coisas simples, pessoas que tenham jeito ou que trabalhem como designer gráficos ou outro podem perfeitamente ajudar a personalizar e imprimir as pajelas oferecidas pelas crianças nestes dias e, por fim, quem tem um jardim onde pode colher frutos, legumes ou flores pode participar seja com saladas e frutas para a receção ou flores para a igreja. 

Existem mil formas de "dar um presente" em serviços em função dos nossos talentos e possibilidades. É no entanto importante falar com os pais e o comunhante a tempo e porque não dar-lhes a oportunidade de recusar a oferta, se assim o entenderem. Mas o mais certo é ficarem contentes com a ajuda e vos agradecerem imenso!  

 

- Joias:

Apesar de ser quase sempre a família chegada que oferece este tipo de presentes as opções de joalharia podem ser sempre possíveis, escolhendo as peças em função da nossa carteira e possibilidades. 

 

- Livros (religiosos ou não):

Os meninos que fazem a Primeira Comunhão já sabem ler e, por isso, um presente literário parece-me uma boa escolha!

Podemos optar por obras religiosas e neste caso aconselho a Loja Oficial do Santuário de Fátima onde, nos meus anos de catequista, pude encontrar verdadeiras maravilhas.

Outros livros, não necessáriamente religiosos, podem ser também uma excelente opção à condição de escolher algo que se adeque com à situação.

Livros que falem de amizade, lealdade e amor ao próximo são possíveis de encontrar no comércio tradicional e nas livrarias dos supermercados mas é preciso procurar um bocadinho porque infelizmente não são os que dispõe de maior oferta! 

 

- Artigos Religiosos:

Ainda hoje guardo com carinho uma biblia que me foi oferecida pela ocasião da minha própria Primeira Comunhão e que se está a tornar um dos livros preferidos do meu filho de quase 3 anos. 

Posto isto, e em função das nossas possibilidades e até das nossas crenças, artigos religiosos podem ser também uma boa ideia de presente: terços infantis, uma pequena cruz para decoração, uma biblia ilustrada ou um álbum para guardar as recordações deste dia podem ser presentes bastante interessantes e que se adequam a bastantes carteiras.

E onde podemos encontrar este tipo de coisas? Nas lojas de carís religioso que ainda existem em algumas cidades, online na Loja Oficial do Santuário de Fátima de que já falei em cima ou, para mais originalidade, em criadores de artesanato local ou no site ETSY

 

E por aí há alguma festa deste género em vista? Gostaram destas sugestões? 

Um grande beijinho e até ao próximo post!

 

 

 

 

 

 

 

A Minha Mãe e Eu!

Ao longo dos últimos anos escrevi uns quantos posts com ideias de atividades para o Dia da Mãe. Apesar de ser um dia um tanto ou quanto comercial a verdade é que acredito que deve ser festejado não dando prendas caras mas dedicando tempo. 

Este ano, e para mudar um bocadinho de registo, decidi trazer-vos uma reflexão sobre a relação Mãe-Filha. Será que ela tem de ser sempre conflituosa ou pode ser uma relação saudável e estimulante para as duas? 

Para me inspirar nesta reflexão tive o privilégio de escutar alguns episódios do podcast do Dr. Eduardo Sá para o jornal "O Observador". Podcasts esses que vos aconselho absolutamente, sobretudo se problemas familiares e parentalidade fazem parte da vossa vida. Claro que o resto da reflexão advém da minha própria experiência enquanto filha (e atualmente mãe, porque sim a nossa visão muda) e também da experiência de amigas com quem pude discutir sobre o assunto. 

Em primeiro lugar quero deixar claro uma coisa: agora tenho uma excelente relação com a minha mãe. Uma relação que foi construída ao longo dos anos e que, como todas as relações que desenvolvemos ao longo da nossa vida, teve momentos melhores do que outros.

Se é verdade que conhecemos as nossas mães desde sempre, também é verdade que tantos elas como nós evoluímos de forma diferente e pessoal e por isso mesmo uma adaptação é constantemente necessária. E isso é a chave do sucesso de qualquer relação.

No nosso caso somos mulheres à primeira vista diferentes, com experiências de vida diferentes, com caminhos diferentes e com objetivos diferentes.

Nunca me quis ver como cópia da minha mãe pela simples razão de que acredito que a missão da mãe é a de educar, acarinhar e fazer crescer nunca esquecendo que é preciso dar asas para voar e armas para se safar na vida real fora dos braços maternos. Esta visão da maternidade que tenho marcada em mim de forma quase inata é a mesma que repito a mim mesma, todos os dias, agora que também eu sou mãe. 

Apesar de nunca termos falado sobre o assunto de forma assim tão aberta tenho a impressão de que a visão da minha própria mãe é semlhante o que me garantiu um "porto seguro" permanente. 

Se tivemos alguns altos e baixos ao longo dos anos e das diversas fases da vida de cada uma? Tivemos, claro. Da parte dela a tentativa de proteção e uma certa tendência para me tentar guardar em "terreno seguro e conhecido" provocaram-me algumas vezes um certo sentimento de frustração e de incompreensão.

Por outro lado o meu "espírito de contradição", a vontade quase vital de ser autónoma o mais rapidamente possível e, sou honesta, um certo desprezo pelos valores recebidos (que hoje assumo quase completamente como "meus" mas que como qualquer adolescente ou jovem adulta tive uma certa tendência a querer negar) não lhe facilitaram a vida! 

Apesar disso nunca me lembro de termos perdido o respeito uma pela outra, nem mesmo nos períodos em que nos movimentamos em "areias movediças".

A minha mãe teve o mérito de me dar espaço para escolher, errar e aprender com isso, mesmo quando claramente isso não a deixava descansada ou agradada. Eu, por outro lado, nunca deixei de ouvir os conselhos (mesmo os não solicitados) guardando no coração o que era para guardar assim como nunca deixei de assumir as minhas responsabilidades.

Em várias situação acabei por deixar a falta de humildade tomar conta de mim e não procurar o tal "abraço-casa" não porque ele não estivesse lá mas porque queria provar-me a mim mesma que era capaz de lidar com as coisas sozinha. Pelo contrário, sempre que foi solicitada a minha mãe esteve lá para mim sem um vacilo sequer. 

Uma das coisas mais engraçadas é que fora alguma parecença física somos mulheres diferentes: Eu sou provavelmente a mais feminina de nós duas, tenho a cabeça mais atulhada de sonhos grandiosos e de livros e as minhas aspirações são provavelmente mais "mundanas". A minha mãe, pelo contrário, é mais simples e prática, parte quase sempre do principio de que os outros são "boas pessoas", empenhasse na vida comunitária da freguesia onde mora e envolve-se em algumas organizações de uma forma altruísta. É também aquela mulher fiel à palavra família, seja ela próxima ou alargada.  

Ao longo dos anos aprendi a observar também as nossas semelhanças. Muitas vezes aquilo que mais me irrita nela é o espelho de mim própria que me é reenviado. Acho que de certa forma também lhe herdei o gosto de ajudar o outro pelo prazer de ajudar e de ter a casa cheia. Gosto de comer bem e para mim a hora da refeição em família é também sagrada! 

Se vos falo deste caminho percorrido é, não só porque acho que a história que tenho com a minha mãe vale a pena, mas também porque me dou conta da quantidade de mulheres à minha volta que não se entendem com as mães. 

Claro que excluo os casos mais graves em que o afastamento de um lado ou de outro é necessário, mas existem muitos casos em que a procura de perfeição de uma na outra é realmente a causa principal dos problemas. E é com isto na cabeça e a impressão que um certo "passo atrás" permitiria a muitas mãe e filhas de se reencontrarem, reconhecerem, crescerem juntas e admirar as mulheres fabulosas que uma outra são que vos escrevo este texto. 

E posto isto deixo-vos refletir no assunto, partilhar o post com alguém que esteja mesmo a precisar de o "ler" e sobretudo desejar a todas as mães (e filhas) um excelente Dia da Mãe! 

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Photo de Gabriel Tovar sur Unsplash

 

 

Deixem-me pensar pela minha própria cabeça!

Apesar de ter bastante respeito por várias áreas que fazem parte integrante da política, esta última é coisa que não me interessa.

Há uns anos atrás era visto como normal alguém não ter afiliação política e votar pela cara, ou quando muito pelas propostas dos candidatos. 

Hoje em dia a política, ou melhor os interesses dos políticos, embalam-nos na canção do bandido que é como quem diz formatam-nos a pensar como eles culpabilizando-nos por pensar aquilo que pensamos. 

E isso vê-se no dia a dia, quando se tornou estupidamente comum comentar com alguém a beleza do jardim municipal e a pessoa responder "quando era o partido de esquerda/direita" era muito melhor! Ora eu não quero saber como era antes mas aqui e agora o jardim está bonito e isso chega-me. 

A lenga lenga continua com a comunicação social e as redes sociais, que de social não tem nada, que passaram a ser veículos de transmissão de pensamento ideológico. E para ajudar é o tempo de antena dado a tal e tal organização, todos defensores acérrimos da liberdade de expressão e da democrática desde que isso não vá contra os seus próprios interesses, porque quando não lhes agrada saí o racista, o fascista, o esquerdista, o marxista e todos os istas possíveis e imaginários. 

Ora meus amigos, há bons e maus em todo o lado e se Deus nos forneceu algo tão maravilhoso como um cérebro é seguramente para o usarmos... O que convenhamos nem sempre é fácil porque implica refletir, errar, repensar e assumir a responsabilidade do que daí vem. 

Até os Senhores Jornalistas se atrevem a "dar sermões" e a isenção é cada vez mais esquecida. E os algoritmos e os "papagaios" que repetem tudo o que ouvem sem pensar. E os iluminados que acham que só eles detem a verdade e que manipulam à direita e à esquerda. 

Só gostava que parassem de me atirar areia para os olhos e de me tentarem manipular como se eu tivesse cinco anos. E nesta paranoia em que tudo é política e polaridade só vos peço uma coisa: deixem-me pensar pela minha própria cabeça! A mim e a todos aqueles que tem vontade disso... Obrigado!

hal-gatewood-OgvqXGL7XO4-unsplash.jpgPhoto de Hal Gatewood sur Unsplash

Regras de boa conduta nos transportes públicos

Por muitas razões os transportes públicos são utilizados por muitas pessoas e a verdade é que, sobretudo para quem vive em grandes cidades e na sua periferia direta, são bastante úteis e é mesmo agradável a possibilidade de utilizar o tempo da viagem para outra coisa que não seja estar bloqueado no trânsito. 

No entanto, se o conforto nem sempre é o ideal devido às lotações, aos atrasos, às greves e a tantas outras possíveis contrariedades, a má conduta de alguns passageiros pode ainda tornar a experiência menos agradável. 

O que vos trago hoje é uma lista de pequenas atitudes ou regras que são de senso comum e o objetivo não é fazer ensinar nada a ninguém, apenas refletir sobre elas. Porque estou certa de que há casos de verdadeira má educação mas que, na maioria das vezes é a desatenção ou o cansaço que podem estar na origem de alguns "maus comportamentos". 

 

- Ser cortês: A cortesia parece cada vez mais um valor do século passado, sobretudo no Mundo tendencialmente individualista em que vivemos, mas não deixa de ser uma forma de tornar as viagens em coletividade mais agradáveis.

Deixar sair antes de entrar, não empurrar quem está na frente ou ceder a passagem a quem está mais carregado são pequenos gestos que tornaram o dia de toda a gente mais agradável. 

 

- Respeitar as prioridades e ceder o lugar:

Nesta segunda gravidez sinto-me mais cansada do que na primeira e quando alguém me cede o lugar sinto-me sinceramente agradecida por isso.

No entanto são muito poucas as pessoas que se levantam para ceder o lugar a idosos, pessoas com dificuldades de mobilidade, crianças pequenas ou mulheres grávidas e isso mesmo quando estão num "lugar prioritário".

E o pior é que tenho a certeza de que são muito mais os que nem reparam em quem está à volta, absorvidos que estão pelo telemóvel, do que aqueles que olham para o lado. 

 

- Controlar o volume das conversas:

Se não é proibido falar ao telefone enquanto se viaja de transportes públicos é apreciado que as pessoas que o façam evitem ao máximo incomodar os outros e não falar demasiado alto. 

 

- Utilizar headphones:

Se os telemóveis se tornaram uma espécie de extensão do nosso corpo os outros não são obrigados a ouvir o que nós ouvimos. Por isso se é para ouvir música ou para ver videos é favor utilizar headphones... 

 

- Os sacos e malas não tem de ocupar lugar:

Deve haver pouca coisa que me irrite mais do que, num transporte público cheio, alguém ocupar o lugar ao lado do seu com sacos ou mochilas. E isso especialmente quando estão muitas pessoas em pé e que adorariam ter um espacinho para se sentar! 

 

- Ocupar toda a extensão do transporte e não apenas os acessos:

Quem nunca perdeu um metro porque não conseguiu entrar devido ao número de pessoas à porta e depois se apercebe de que o resto da carruagem está vazio?! Está tudo dito não está! 

 

- Sorrir aos outros passageiros:

Esta aqui é das mais agradáveis de todas. Sorri a quem está à tua volta.

Afinal às 7 da manhã vamos todos para o mesmo e todos com um estado de espírito semelhante... então que tal ser a energia positiva de quem cruzamos pelo caminho?

 

E por aí há utilizadores de transportes públicos? Qual destas regras "esquecem" e qual acham que é imprescindivel? Há mais alguma que gostariam de acrescentar? 

Um grande beijinho e até ao próximo post!

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Photo de CHUTTERSNAP sur Unsplash

 

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